quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Arrow S03E07 Draw Back Your Bow

50 tons de Felicity. Finalmente! Estava na hora da temporada começar de verdade. Com a chegada de uma nova interessante vilã, o Arqueiro precisa se preparar fisicamente e psicologicamente para conseguir sair por cima. Confira o que achamos do episódio mas cuidado com os spoilers!

Não tem como negar que a terceira temporada de Arrow está sendo uma puxada de freio de mão na série. Até agora, o mal desenvolvimento dos personagens e diálogos fracos e tramas simplórias acabaram tornando a terceira temporada com terríveis episódios iniciais, principalmente "Guilty", da semana passada.

Felizmente, com uma vilã nova que consegue fazer diferença e com flashbacks interessantes e empolgantes; "Draw back your Bow" nos devolve um gosto que não sentíamos há um bom tempo no seriado do arqueiro.

Por mais que a vilã tenha sido introduzida nos "chocantes dois últimos minutos" do episódio anterior; a forma de mostrar a origem de sua maluquice ficou legal ao ponto de parecer que ela realmente já tinha aparecido antes. Uma doidona apaixonada pelo vigilante salvador. Muito bem adaptada dos quadrinhos, Carrie então apresenta uma obsessão que poderia até mesmo ser desumana.


Aproveitar uma "vilã apaixonada" é o melhor momento para voltar ao papo do primeiro episódio: Oliver e Felicity. Já demonstrei na review daquele episódio o quão acho ridícula essa "paixão de temporada" que a CW praticamente enfia em todos os seus seriados... É um pouco ridículo ver um Oliver tão apaixonado mesmo depois de Laurel e Sara; sendo que essa última está morta. Caramba, sua ex-namorada morreu, cara. Ainda sim você está querendo uma nova?!

Não tem como negar que o foco amoroso do episódio foi a Felcity. Por mais que, do lado do Oliver tenha sido um pouco forçado; com Ray Palmer as coisas foram diferentes. Desde o início da temporada, ele tem um singelo interesse por ela. Em "Secret Origin of Felicity Smoak"; vemos que ela está começando a gostar cada vez mais dele. As coisas andaram de forma natural até o episódio de hoje. O discurso de Felicity também trás conceitos muito interessantes: ele (ray) pode ser um
bilionário, ele pode conseguir dinheiro, mas ele quer fazer o bem e é por isso que ele está interessado.

Isso dá um ar diferente para a relação dos dois. E com o crescimento gradativo de Ray na trama, que mais pra frente (se tudo der certo), irão acontecer situações impressionantes, uma relação entre os dois mostra que o grupo do Vigilante Encapuzado não é tão fechado assim.

Roy está, felizmente, menos robótico. Ainda que com muito menos espaço que nas temporadas anteriores, o recém-chamado Arsenal está apresentando cada vez mais problemas e falhas. Talvez um pouco mais de espaço para esse personagem deixasse as coisas melhores, afinal, ele tem grandes e polêmicos papeis nos quadrinhos; mas talvez a série esteja optando por deixar os assuntos dele mais para frente.

Até parece que, com tanta coisa acontecendo, incluindo a  abertura da nova Verdant de Thea (que conta com um completo aleatório galanteador que já levantou suspeitas de ser o Flautista entre os redatores); a vilã Carrie acabou sendo deixada de lado. Não se enganem: os movimentos da bela ruiva são super importantes para o desenvolvimento das relações entre os protagonistas.

E, depois de sete episódio, finalmente tivemos um flashback que mostre o quão curioso e potente o passado em Hong-Kong pode ser. Com a primeira cena de ação de Katana e um relacionamento cada vez mais próximo entre a família oriental e Oliver; conseguimos ver que algo está prestes a acontecer: tanto nos flashbacks quanto no presente.


Nota 8. Uma nova vilã para dar um ar a Starling, flashbacks interessantes e uma Felicity em primeiro plano trazem um momento de entretenimento e ação que a terceira temporada estava precisando.
Acertos: Felicity e Ray, Carrie (e ela entrar pro esquadrão!)
Erros: O drama adolescente de Oliver. O Roy (muito pouco espaço :( )

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