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Review: Arkham Manor #1

Uma das novidades mais recentes do universo dos Novos 52 traz um novo mistério para o Homem-Morcego que não mais reside em sua antiga mansão. Agora o antigo lar dos Wayne se transformou na mais nova residência dos lunáticos e psicopatas de Gotham, mas mesmo esta sendo a melhor das opções horrorosas, é claro que nada será tão simples assim.
Bem-vindo à Mansão Arkham.

Após o antigo Asilo Arkham ser destruído, Bruce Wayne perder grande parte de sua fortuna, e o Prefeito Hady realizar cagadas uma atrás da outra em seu mandato, a solução mais absurdamente pertinente foi levar os doidos de Arkham para dentro da mansão Wayne, já que a mesma está sob domínio da cidade e foi desapropriada para dar lugar a uma nova prisão. Esta premissa ridícula é a porta de entrada para uma história interessante, mas que já vimos antes.


Com roteiros de Gerry Duggan e arte de Shawn Crystal, Arkham Manor #1 oferece ao leitor aquele sentimento que já vimos tanto em games como Batman: Arkham City quanto nas páginas do próprio herói como em Bruce Wayne: Assassino/Fugitivo. Não jogou e nem leu essas duas criações? Então vá logo, pois são duas ótimas experiências.


A ideia é mostrar um Batman inicialmente mais vulnerável, mas que aos poucos volta a ter total controle da situação, porque, e digo isso sem saber de nenhum spoiler, é exatamente o que vai ocorrer. Não estou necessariamente esculachando o texto de Gerry, mas é tudo tão óbvio que mesmo envolvido na trama, nada ali me surpreendeu. A narração do Homem-Morcego continua sendo uma das melhores partes de qualquer HQ do herói, e a ambientação está plenamente satisfatória, mas em momento algum eu coloquei aquela mão no queixo que demonstra imersão. Nadinha. Não não.


O traço é, na melhor das hipóteses, grotesco. Pode ser de propósito para explicitar a nojeira que é pensar na mansão Wayne sendo agora uma casa para criminosos, mas também pode ser simplesmente porque Shawn queria mostrar uma identidade própria e acabou mesclando a arte de vários desenhistas sensacionais à sua. De qualquer forma, ela acaba sendo, no mínimo, amadora.


O clímax dessa primeira edição é boba, traz dúvidas quanto a sanidade atual de Bruce, e até mesmo me pergunto se hoje em dia ele é aquele mesmo "melhor detetive do mundo" de outrora. O cara deixa, por exemplo, um sentimento pessoal ser o principal fator de suas escolhas na investigação, algo que o Batman que vi em outras HQs jamais faria.

Mansão Arkham (Arkham Manor) é simplesmente descartável. E acredito fielmente que logo mais terá esse futuro na já problemática era dos Novos 52.

Nota: 4,0
Acertos: É interessante em certos pontos.
Erros: Desde o traço até a presença do Batman.  

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