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Arrow S03E06 Guilty

Um "filler" que tenta ser importante. Desde o retorno, a terceira temporada de Arrow vem para tentar superar o que a série já teve até agora. "Guilty" vem com a proposta de desenvolver, pela primeira vez, Roy na temporada. Será que consegue? Porém, cuidado com a leitura! O texto contém spoilers.


Parece que a terceira temporada de Arrow está tentando apostar em um curriculum mais concreto; com episódios mais "blockbusters", que contam com heróis não olhando para explosões e mensagens para a preservação da família e combate às más influências. Essa fórmula de sucesso "sem muita pretensão" é quase que exatamente o que a CW parece estar querendo com a atual temporada de Arrow.

"Guilty" mostra um pouco mais de um personagem que vem tendo um espaço considerável dentro da série: o treinador de Laurel. Falando nisso, é muito legal a importância que a série vem dando ao mostrar a futura canário em um árduo treinamento. 

É isso mesmo: por mais que a ideia do episódio seja de desenvolver um pouco mais o Roy Harper, isso é uma das coisas que menos temos. E, quando temos, é tudo um pouco ridículo. Vamos aos fatos:
  1. Roy, mesmo tendo a "memória do subconsciente" de anteriores assassinatos, não teria nem como ou porque matar a Sara. 
  2. O mirakuro foi completamente curado. O personagem, nos quadrinhos, já passou por problemas de drogas pesadas e isso já o influenciou a fazer muitas besteiras. Talvez os roteiristas do seriado ou o puritano canal no qual ele é vinculado acabaram achando que o retorno do Mirakuro ia colar. Não colou, uma pena.
  3. Roy não tinha a mínima relação com Sara. Não faz sentido, mesmo com ele sonhando isso "toda noite", que ele tenha perseguido a loira e matado ela. Ainda; o sangue dele "ter resultados inconclusivos" com os testes das flechas arremessadas na barriga de Sara e depois esse fato ser completamente esquecido deixa a trama focada no personagem boba e rasa.
É. E isso é o que temos do Roy no episódio. O resto é o Oliver aprendendo por um outro vigilante nunca antes mencionado na série ou nos jornais de Starling ter ensinado para o arqueiro como se deve cuidar de seu sidekick. É.

Por mais que o trabalho do Pantera na série tenha sido bacana, e ele prosseguir o treinamento com Laurel ser uma coisa super legal; suas cenas de ação são um pouco bobas. A história contada de seu sidekick é um pouco confusa, mas acaba combinando com a essência que o episódio quer trazer.


Os flashbacks servem simplesmente para adicionar uma nova característica ao Oliver Queen. Agora, além de highlander de uma ilha inescapável; ele também tem o dom de aprender (e ensinar) uma meditação avançadíssima em minutos. Os flashbacks nunca estiveram tão irrisórios quanto nessa temporada: seis episódios e ainda estamos na mesma.

Não tem como negar a cara de "filler" (episódio que não acrescenta nada a trama). A série está tirando os temas sociais mais pesados da série e trocando-os por situações mais lights e genéricas. Uma pena. É legal ver que Roy será/foi chamado de Arsenal na série; mas quero ver os culhões da série para colocar os temas que o Arsenal vive: drogas, assassinato, membros cortados para fora e ex-namoradas gravidas. Será que os roteiristas vão ousar; ou permaneceram nos datados e hiper utilizados conceitos de justiça, família e confiança?

Ao menos, temos os "dois últimos minutos" da vez: Carrie Cutter, a cupido, faz sua primeira aparição. Mas não se empolguem. Sem suas pistolas, sua rosa e seu cabelo ruivo curtinho. A Carrie da série aparenta ser bem menos exagerada na série (e com muito mais roupa). Para quem não a conhece; ela é uma vilã do quadrinho dos antigos 52 (bem recente), que é apaixonada pelo Ollie e odeia a Canário. Com certeza, uma aparição inesperada.


Nota 5. Pior episódio da temporada (e talvez da série) até agora. Com cara de filler e personagens muito mal adaptados; os datados e hiper-utilizados temas da série estão começando a dar sinais de arcaísmo; dando uma cara repetitiva e sem conteúdo para a série.
Acertos: Cupido, Wildcat (o pantera)
Erros: Flashbacks sem conteúdo, personagens cada vez mais genéricos, frases de efeitos a toda hora, muitos "deus ex machina", "heróis não olham para explosões", personagens cada vez mais distantes do que são de verdade nos quadrinhos.

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