sábado, 15 de novembro de 2014

Arrow S03E05 The secret origin of Felicity Smoak

O seriado dos dois últimos minutos. Arrow continua sua trilha pela terceira temporada apresentando, dessa vez, um pensamento diferente. Temporada passada tivemos a historia do Diggle, nessa temporada é a de Felicity Smoak. Veja o que achamos do episódio; mas cuidado! A review contém spoilers.


Um grande acerto desses cinco episódio até agora está sendo, com certeza, mostrar os personagens treinando. Laurel, Roy e Thea treinam e avançam em sua luta. Anteriormente, a Huntress havia, de repente, ficado profissional sem um segundo de treinamento: isso acarretou em uma personagem mal desenvolvida e precoce. Felizmente, a futura Canário e a (possível) futura Cheshire não vão sofrer com isso.

Mas não adianta falar de outras personagens: o quinto episódio é todo sobre a Felicity Smoak - conhecida como "a personagem favorita de muita gente". E não tem como negar que ela é amada! A personagem finalmente teve um episódio que pôde trabalhar ela bem, e não foi para menos. Temos um novo ar nesse episódio. Os flashbacks também contam a história dela!

O problema disso tudo é quase que o mesmo que o resto da temporada: o roteiro. Temos uma ótima atriz como mãe e uma ótima atriz como filha, a atuação das duas fora boa e convincente. Mas o episódio acaba caindo na mesmice determinável: de cara era óbvio que o vilão seria o ex-namorado de Felicity. Isso chega a tornar o episódio ruim? Não. Porque o foco do episódio não é no vilão muito menos em Oliver. Mas mesmo assim, acaba derrubando um pouco a qualidade do episódio.

Outra coisa que não podemos deixar de lado: com um episódio focado em Felicity, vem o "Hacking hollywoodiano". Sabe aquela coisa de um monte de tela fazendo um monte de coisa em uma velocidade incompreensível? Então... Ele está aqui e está em peso. Claro que a atriz que interpreta a Felicity tenta transformar a situação em mais natural possível, falando hiper rápido e utilizando termos especiais de hacking - o que acaba aumentando a confiança na situação - mas ainda é muito... bobo ver as coisas acontencendo.

Felicity é uma personagem nova no universo de Arqueiro Verde e recém introduzida nos quadrinhos - no caso, fora esse ano no "reboot do reboot" nos novos 52 - e então o nome "origem secreta"; importante para os personagens da DC como Superman, Batman e Lanterna Verde, combina muito com a personagem. Por isso, a liberdade de criação em volta dela é imensa. Diferente de Dinah "Laurel" Lance, que eventualmente precisa virar a Canário, e de Oliver Queen, que precisa salvar a cidade sempre; Felicity não tem um pretexto. Ela é a "novidade" da série.

Isso acaba trazendo uma sensação nova para a temporada em "The Secret Origin of Felicity Smoak". Admitiremos que era algo que precisava acontecer faz tempo. Mas não é o bastante para salvar o episódio inteiro. O roteiro fraco - mencionado anteriormente - e os problemas que continuam persistindo desde o início da temporada (Roy robótico, datada fórmula "vilão da semana") acabam trazendo um desconforto para a série. Parece que toda a semana estamos assistindo um episódio novo para seus últimos dois minutos.

Últimos dois minutos estes que foram polêmicos e dão vontade de ver o próximo episódio; mas estamos assistindo 45 minutos ou só o finalzinho? Arrow não é mais uma "série bebê". Estamos em seu terceiro ano! Quem assiste até agora vai assistir o próximo episódio também. Os roteiristas precisam entender que eles não tem o trabalho de prender a galera na série, porque já estamos interessados para saber o rumo das coisas. Traga-nos histórias, aventuras e vilões bem criados: Arqueiro Verde nos quadrinhos têm isso tudo de sobra.

Nota 7,5. Apesar de Felicity Smoak ser genuinamente uma personagem convincente de se assistir, um roteiro fraco para os outros personagens como Roy e Laurel acaba deixando Arrow com uma cara repetitiva. Os modelos "vilão da semana" e "final chocante" estão começando a se mostrar datados, ao mesmo tempo em que a qualidade que estamos começando a ver nessa temporada de Arrow não chega nem perto do que acontecera ano passado na segunda temporada.
Acertos: Felicity, Thea, Malcolm.
Erros: Roteiro fraco e falho, personagens mal trabalhados, modelos datados e comerciais.


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