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Invasão - Os Thunderbolts

Da esquerda para a direita: Soprano, Rocha Lunar, Homem Radioativo, Suplício, Venon e Espadachim
Esta semana eu estava pensando em voltar a falar dos X-Men, mas eis que, pelas minhas andanças pelo mundo, me deparo com o volume 57 das publicações das grandes sagas Marvel pela editora Salvat que trazia a estréia de de Norman Osborn nos Thunderbolts, dando início a uma nova fase desse grupo. Comprei a edição e não me arrependi por um segundo sequer!
Essa história se passa logo após a Guerra Civil, Tony Stark acabou de assumir a direção da S.H.I.E.L.D. e confiou a direção do grupo dos Thunderbolts a Norman Osborn: grande empresário, exemplo de self-made man americano e que de vez em quando gosta de se vestir de verde e purpura e ameaçar as namoradas do Homem Aranha.


Quem são os Thunderbolts? 

Barão Zemo
Os Thunderbolts originalmente eram liderados pelo Barão Zemo que, após o desaparecimento da maioria dos super heróis da Terra na lamentável saga Massacre, decidiu vestir seus lacaios, antes conhecidos como Mestres do Terror, como heróis para aplicar um grande golpe.

No entanto, após a saída de Zemo, alguns membros do grupo realmente se comprometeram com a ideia de redimir os erros cometidos como vilões. Ou seji, podemos chamá-los de um Esquadrão Suicida da Marvel.

Sempre achei os vilões muito mais interessantes que os heróis, sempre preferi as histórias que tratam do lado negro dos personagens, então, por si só, esse título já é um prato cheio. Mas tem mais. Essa formação traz alguns dos mais icônicos vilões da Marvel, como: Venon, inimigo do Homem Aranha; Mercenário, inimigo do Demolidor; e Norman Osborn, o Duende Verde, também inimigo do Homem Aranha. 

Osborn sem dúvida é um dos mais interessantes elementos da trama. De um lado, é um diretor inescrupuloso, mas que faz o melhor para que o grupo cumpra com o seu dever e seja usado como propaganda do governo, mas de outro, ele gasta muita energia para manter seu lado sádico e doentio escondido. De qualquer forma, é nesse título que Osborn começa a ganhar projeção e importância dentro do contexto superheróico, que irá culminar com seu posto como diretor do M.A.R.T.E.L.O., uma organização de segurança que substituiria a S.H.I.E.L.D. (já mencionei isso aqui).

Claro também que os outros personagens, mesmo o mais desconhecido dentre eles também é bastante interessante, como: Soprano e Homem Radioativo, que acabam ficando meio deslocados no grupo, já que eles procuram redimir de seus erros no meio de um monte de personalidades amorais; Rocha Lunar, que faz jogo duplo com Osborn e está sempre atrás de sexo; e Espadachim, que busca clonar a irmã morta para viver feliz para sempre com ela; e, finalmente, Suplício, cujos poderes derivam de sua auto flagelação, uma maneira inclusive de punir a si mesmo por seu envolvimento no acidente de Stamford, que deu início à Guerra Civil.

Se ainda não deixei claro, recomendo essa leitura para compreender um pouco melhor os eventos que seguem em Reinado Sombrio, quando Osborn chega ao topo e controla o destino da comunidade super-heroica (e sobre a qual falarei em breve). 

E, se eu não te convenci da qualidade dessa história, saiba que a equipe criativa e Warren Ellis no roteiro e do brasileiro Mike Deodato na arte é impagável, em todo o mundo dos quadrinhos é difícil ficar muito melhor do que isso.


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