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Gotham S1E02 - Selina Kyle

De um lado, uma adaptação. De outro, uma história completamente nova. Depois do episódio de estreia de Gotham, as expectativas não param de crescer. E não tem como negar que a série evoluiu - e muito - em menos de um episódio. Veja nossa review aqui, mas cuidado com os spoilers!

É um pouco difícil pensar o que pode aparecer a cada novo episódio de Gotham. Por ser uma série tão distante de algo que os quadrinhos mostram, a liberdade de criação é altíssima, e respeitando os personagens dos quadrinhos, dificilmente fica ruim.

"Selina Kyle" é um episódio que nos mostra isso. O nome é um pouco fraudulento, admito, tendo em vista que a pequena Mulher Gato não é o foco principal do episódio. Tirando a desengonçada (e repetitiva) transferência de cenas, o episódio começa já nos mostrando Bruce. Se vocês, como eu, pensaram que o pequeno garoto não seria tão importante ao decorrer do seriado, estivemos errado. Ao som de Deliverance, da banda de death metal norueguesa SPIT, conhecemos um interessante lado da relação de Bruce com Alfred.

Tenho que elogiar, novamente, o ambiente. Com o saturado modelo "vilão da semana", esse episódio nos apresenta aos poucos a um mal maior. Essa apresentação é irônica e cartunesca - como deve ser. O vilão mencionado mais de uma vês é o Dollmaker.

Antigo personagem da DC que, nos Novos 52 de 2012 ganhou uma nova versão, é muito bem adaptado aqui. Por mais que ele não apareça, vemos seu curioso interesse por crianças e seus métodos nem um pouco comportados. Para os que conhecem o vilão, eventualmente ficaremos chocados com o que ele pretende com tanta criança. O jeito vai ser esperar para ver.

Ao mesmo tempo que encontramos uma bem feita adaptação de um recente vilão, temos a continuidade da plot principal: o resultado do assassinato dos Wayne. Falcone e Fish Mooney trocam um verbo intenso que mostra a que veio o mafioso mais famoso de Gotham. Isso é muito bom e quebra a robótica do episódio anterior: o episódio mostrou, com diálogos mais bem trabalhados, que é possível introduzir personagens novos (como a própria Fish) sem os deixar avulsos a temática.

Temática essa pensada em muitos detalhes: telefones velhos, computadores antigos e um clima de que tudo é antigo. Afinal, não são os dias de hoje.

Harvey e Jim também foram beneficiados pela melhora da escrita apresentada no episódio. Eles parecem cada vez mais com "o policial bom e o policial mal", mas sem parecer batido. É uma pena não poder dizer o mesmo sobre Barbara. Ainda não estou convencido que a personagem virá a ter impacto na série com suas próprias ações.

Mas nem tudo em relação ao roteiro são rosas. O excesso de sequencias de conveniências é um pouco irritante. Tudo acontece como planejado, tudo acontece como deve acontecer (tanto coisas boas quanto ruins) e é tudo muito redondo, muito frequente. Previsibilidade e repetição serão inimigos iminentes da série se as coisas continuarem assim. 

Cobblepot continua tendo muita importância. Tudo indica uma  reviravolta com o personagem, é óbvio, mas é legal ver que estão se esforçando com um futuro vilão. Será que cada temporada vai ter um foco maior em um? O jeito é esperar.

Selina, que como dito anteriormente não teve muito tempo de tela, mandou bem no episódio. Malandra e solitária, ela pode vir a ser um ponto decisivo na evolução da trama ao decorrer da temporada.

E sim, eu vi esse easter egg da empresa do pai do Oliver Queen.


Nota 8.5. De um lado, uma adaptação. De outro, uma história completamente nova.
Aonde o episódio acertou: Bruce, Selina, Jim, Harvey e quase tudo que no primeiro episódio decepcionou.
Aonde o episódio errou: formula "vilão da semana", Barbara, troca de cena repetitivas e mal posicionadas.

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