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Resenha - The Multiversity: Society of Super-Heroes #1

A segunda parte da incrível homenagem de Grant Morrison ao Multiverso DC tem a companhia de Chris Sprouse, Karl Story e Walden Wong. Bem diferente de sua primeira parte, Society of Super-Heroes não nos coloca em uma Liga da Justiça nova e nem possui referências aos Vingadores da Marvel, mas impressiona por resgatar um sentimento dos antigos quadrinhos da Era de Ouro. Essa resenha pode conter spoilers.


A introdução da história na Terra-20 fica a cargo do Homem Imortal, personagem que conseguiu seus poderes do mesmo modo que Vandal Savage, ao receber a radiação de uma estranha pedra que caiu do espaço, quarenta mil anos atrás. Com ele, vemos a formação da Sociedade de Super Herois, que nos lembra muito do primeiro super grupo da DC, incluindo alguns de seus integrantes.

A equipe de ases aéreos agora é composta apenas por personagens femininas, as Falcões Negras, com o comando da Lady Blackhawk. O famoso Átomo, conhecido como Al Pratt, que ganhou uma releitura recente em Terra 2, agora é um garoto mascarado com seus 18 anos, super força e referência ao Dr. Manhattan em sua máscara. Uma das apresentações mais diferentes é a do Lanterna Verde Abin Sur, famoso na DC por ser o alienígena que passou o anel de poder a Hal Jordan, porém, Abin ainda é o policial espacial do setor 2814, com visual diferente, uma anatomia mais demoníaca e o uniforme lembrando bastante o de Alan Scott.

A liderança da equipe fica com o Doutor Destino, com um uniforme mais militar, no lugar do design mais místico de sua versão original, mas ainda com o Elmo de Nabu, ele reúne a equipe perante a ameaça de colisão de dois universos, que traz o imortal Savage para a história, com sua trupe de vilões da Terra-40 que querem conquistar o novo mundo. Dentre eles temos versões de Lady Shiva, Felix Fausto e outro conhecido vilão, muito bem remodelado, que aparece nas páginas finais.

Morrison impressiona mais uma vez, essa segunda edição da saga tem um molde bem diferente de sua revista de estréia, agora apenas apresentando dois mundos e mandando mais um pedido de socorro no Multiverso, além de explicar mais um pouco sobre os Monitores, a revista é um convite aos bons e velhos quadrinhos da Era de Ouro, com "armas desconhecidas, tropas suicidas, robos assassinos e mortos vivos". Chris Sprouse retorna de O Retorno de Bruce Wayne e nos trás uma arte que encaixa perfeitamente com o desenvolvimento e premissa do roteiro, trazendo a nós um toque das antigas novelas pulp.

Nota final: 4,0 Terras

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