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Crise Conversa: Como seria o Superman brasileiro?

Krypton estava prestes a explodir e os pais de Kal-El os mandaram para a Terra. A nave do bebê caiu no Kansas, numa fazenda cujos donos eram as pessoas mais fofas do mundo, criaram o garoto como se fossem deles e deram a boa educação que ele merecia, virando o Escoteiro Azul. Em outra publicação, ele caiu numa fazenda russa e um casa igualmente atencioso o criou para ser o exemplo da União Soviética e mostrar o quão bom era o regime socialista. Agora queremos saber se a Terra tivesse rodando um pouco mais para a direita e ele caísse na Ilha de Vera Cruz, como Kal-El seria hoje?

Ricardo Kyo:  Ele seria até mais humano do que ele é como "americano". Digo isso por entender que o brasileiro tem uma consciência grande do que é exatamente fazer o bem sem esperar algo em troca. Não consigo ver o Super como um dos exemplos ruins de nosso país, aqueles que resolvem tudo com o jeitinho brasileiro. O enxergo como um daqueles poucos policiais do Brasil que não aceitam propina, ou como um dos tantos professores que só o fazem por amar muito a sua profissão. É claro que as roupas seriam mais parecidas com a nossa bandeira e, talvez, a capa seria deixada de lado.

Clarice: ELE SERIA 01 VIDA LOUCA.

Rafael China: Se fosse no Brasil, o Superman teria caído no meio do sertão nordestino e seria filho de um casal de fazendeiros pobres. Quando tivesse uns 16 anos, ia estar revoltado e se juntar ao MST para dar porrada em latifundiário. A medida que ficasse mais velho, ia ver a politicagem dentro do MST, ficaria desiludido e mudaria para São Paulo, onde começaria a trabalhar para o jornal Estadão. Depois de bater no primeiro assaltante ia ver a favela de onde ele veio e ia invadir o Palácio dos Bandeirantes, dar umas porradas no governador para só então perceber que o problema está mais embaixo. Cedo ou tarde perceberia que a noção de bem ou mal no Brasil não é tão clara, mandaria tudo a merda e iria se mudar pra Zeuropa ou pros EUA, como todo brasileiro talentoso.

Alex: Kal-El ia cair na fazenda e aprender a vida dura, mesmo com seus poderes. Seu pai morreu por um tiro de soldado e isso o fez sonhar em ser um bandido barra pesada que fosse destruir tudo e todos. Ainda criança, era malvado e roubava dinheiro de senhoras e igrejas. Mudou para São Paulo tentando ter uma vida melhor, mas depois de ser rejeitado e taxado de monstro por seus poderes, Kal ficou desesperado. Enchendo a cara no bar, conheceu um cara que ofereceu pra ele um trabalho na capital do País. Devido ao seu dom de voar, Kal começou a traficar drogas sem pegar aviões e virou o maior malandro do Brasil, indo de lá e pra cá com pó e erva. Isso causou discórdia entre os outros traficantes, e um deles acabou descobrindo sua fraqueza: a kryptonita. Depois de investir bastante em pesquisas, o outro traficante chamou Kal pra um duelo, aonde Kal tinha tudo para vencer, mas teve pena de seu rival. Ele, de má fé, não aceitando a misericórdia de seu inimigo, encheu Kal-El de kryptonita. O último movimento de nosso traficante fora, como um último suspiro, matar seu rival. Ambos morreram. Essa é a história do KalEl Brasileiro.

Cuba: Levando em consideração que tanto nos EUA quanto na Rússia a nave tenha caído na fazenda de uma família firmeza, Kal seria criado no interior de São Paulo, em uma das cidades que vivem dos agronegócios e todo mundo se conhece. Já jovem aprenderia o ofício do pai, ajudaria em todos os afazeres possíveis sem dar muito na telha de que algumas de suas características não são humanas. Dedicado nos estudos, Carlos (porque Clark não é um nome muito comum por aqui) passa em Jornalismo na USP, se formando um excelente profissional e conseguindo um estágio na Folha, o Centro seria sua morada. Quanto ao uniforme, fico com o Ricardo, verde e amarelo para o herói do povo, que cresceria sabendo ser brasileiro, um dos povos mais calorosos e felizes do mundo.

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