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Resenha - The Multiversity #1 - A Revitalização do Multiverso DC

E finalmente começa o épico de Grant Morrison, aquele a quem confiamos nossas preciosas horas de leitura com a certeza de que alguma coisa ali vai ser excelente. Essa é a revista mais esperada pelos fãs, tanto os de Morrison, quanto os que se desapontaram com a partida do Multiverso no começo dos Novos 52. Pra resumir, The Multiversity é uma visita a primeira mega saga da DC, Crise nas Infinitas Terras, onde o Anti-Monitor ameaça destruir o universo.

The Multiversity #1
Então é assim que começa, descobrimos que ainda existe um dos grandiosos Monitores vivos, ele é Nix Uotan, que se mascara em algum mundo como um simples adolescente, que deve o aluguel e lê quadrinhos. Quadrinhos esses que contam a história que será contada na própria Multiversity, teoria fundamentada por dois dos personagens apresentados, Capitão Cenoura da Terra-26, um super coelho cujo alter-ego é um quadrinista que sempre desconfiou da teoria dos multiversos, e Red Racer, um Flash da Terra-36, que é um grande fã e colecionador de quadrinhos, que até chega a pedir um autógrafo do Superman da Terra-23.

Lembram da Precursora?
Com o Multiverso em perigo, o Monitor troca sua vida pela de Thunderer, um deus do trovão da Terra-7, que já estava sendo consumida pelas forças do mal denominadas Gentry, numa tradução livre, seria o equivalente a 'Burguesia', cada um dos vilões tem uma forma mais perversa e monstruosa que o outro, denominados "Os Impiedosos" e "O Oposto de Tudo o que é Natural", eles serão a forma vilanesca por trás das aventuras narradas por Grant Morrison.

Assim como o Capitão Cenoura, Morrison revive alguns dos multiversos já conhecidos, assim como a Terra-11, cuja representante é a Rainha de Atlântida, Aquawoman. O mais surpreendente e motivo que deixa claro a relação dessa saga com a primeira Crise, é o retorno da Precursora, ícone da antiga mega saga, ela agora é o computador do centro de comando dos Monitores e ajuda a nata do multiverso no começo do combate aos Gentry. Os heróis viajam na nave de Uotan, um submarino amarelo que é feito e usa música sólida para se mover pelas diferentes vibrações dos multiversos.

 We all live in a yellow submarine 
Ainda na questão dos revival, a Terra-8 é uma alusão claríssima a Casa das Idéias. Sim, a Marvel foi representada em um quadrinho da DC, pelas mãos da enciclopédia do Multiverso, Grant Morrison colocou Homem de Ferro, Capitão América, Homem Aranha, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Miss Marvel, Falcão, Hulk, Quarteto Fantástico e Doom em conflito com a formação de heróis alternativos da DC. Além deles, também tivemos versões diminutas da Mulher Maravilha e Aço, um Gavião Negro todo armadurado e até um Savage Dragon alternativo, tudo isso na base do Monitor, onde até mesmo a Cigana, já vista nos Novos 52, aparece.

DC x Marvel?
Com a proposta de rotação de artistas, a primeira equipe a rodar pelo Multiverso é composta das artes e composições de Ivan Reis, arte final de Joe Prado e cores de Nei Ruffino. Enquanto Reis consegue passar uma arte estonteante, que flui muito bem com as ideias de Morrison. Com o traçado fino e preciso de Prado, já acostumado com a arte de Reis em Aquaman e Liga da Justiça, a arte recebe um toque final, passando a bola para as cores de Ruffino, que completa a vida do quadrinho, trazendo cores bem sólidas e cheias de energia.


The Multiversity não é para o novo leitor, a quantidade de referências e o estilo de escrita de Granti Morrison transforma a revista em um must read para qualquer fã dos multiversos DC que queira reviver a sensação de ler uma coisa tão grande quanto uma Crise nas Infinitas Terras e fazer parte daquele evento, porque é isso que Morrison quer, a narrativa dessa peça gráfica coloca sim o leitor como um dos personagens principais pois, até mesmo a nossa Terra, faz parte de um dos 52 universos por aí.

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