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Primeira Edição: A Galeria de Vilões

Em alguma edição anterior do Crise Conversa, eu já disse que a Galeria de Vilões, os Rogues, eram a melhor super equipe já criada nos quadrinhos. E é ouvindo Baby Blue e uma lista das minhas músicas favoritas, que irei escrever sobre o quanto esses vilões podem ser os mais humanos e bem explorados de qualquer publicação que eu tenha lido, não apelando para o individual, mas mostrando o que é um grupo em essência.


Fincados com tudo na Era de Ouro dos quadrinhos, quando seu arqui-inimigo ainda era Jay Garrick, o primeiros dos Flashes criado por Gardner Fox e Harry Lampert e conhecido aqui no Brasil como Joel Ciclone pelos mais velhos, a galeria foi evoluindo desde sua primeira formação em agosto de 1962. Eles possuem nomes bobos, roupas extravagantes e poderes dos mais diversos, desde o Mago do Tempo, controlando o clima com sua varinha do tempo, Capitão Bumerangue com sua mira certeira e até mesmo Inercia, um dos vilões velocistas.

eles já trocaram suas almas para que a Galeria tivesse mais glória no mundo, já entraram em guerra com os seus membros que se curaram da vida de crimes e até mesmo conseguiram matar um Flash. Porém, por mais que eles já tenham feito tudo isso e muito mais, me impressiona o fato de eles serem, provavelmente, o único grupo vilanesco com um código de honra ativo, além de um alto nível de aceitação, escolhendo a dedo seus futuros candidatos. A Galeria não se envolve com nenhum tipo de droga, não mata a não ser que seja extremamente necessário e, apesar de já ter acontecido, eles juraram nunca matar um velocista.

Ela se destaca dos vilões mais normais, de heróis como Batman e Superman, por não terem tanto reconhecimento quanto o Coringa ou Lex Luthor, mas serem apenas vilões que possuem uma extravagância própria, trajes coloridos, poderes dos mais diversos e provavelmente o mais notável de todos os seus pontos, a falta total de interesse em projetos maiores que alguns assaltos.

Nos Novos 52, logo nas primeiras edições de Flash, com Francis Manapul e Brian Buccellato, um novo conceito da Galeria é mostrado, Capitão Frio,Onda Térmica, Mago do Tempo e Mestre dos Espelhos passam por uma experiência mal sucedida com seus equipamentos, que os fundem com seus próprios poderes de uma maneira nada convencional e colocam a irmã do Capitão num profundo coma, até mesmo transformando-a na vilã Patinadora. O preço dos novos poderes foi diferente para cada um, Onda Térmica não precisa mais de um lança chamas, ele simplesmente controla e cria fogo, porém, todo o seu corpo foi queimado. O Mago do Tempo tem seus sentimentos ligados a mudança de clima, o deixando depressivo pela maior parte do tempo. Lisa vira uma projeção astral dela mesma, enquanto Sam Scudder fica preso no Mundo dos Espelhos para sempre. Todos culpam Leonard pelo acidente, que saiu podendo criar e controlar gelo com suas próprias mãos, sem necessidade das armas congelantes.

Mais uma das leis do código da Galeria é que nenhum dos membros pode roubar a identidade do outro, a não ser que aquele esteja morto e, mesmo assim, não é só o fato de pegar o uniforme, as armas ou ter os mesmos poderes, você tem que merecer o nome e seu lugar na Galeria.

São esses pequenos detalhes, as enganações, as artimanhas, cores e o que mais eles tenham que nenhum outro super grupo, de heróis ou de vilões tenha, que me fazem amar essa trupe de esquisitões sem muitas expectativas para o futuro. Se você tem curiosidade em conhece-los, indico que comece pelo tie inde Forever Evil, Rogues Rebellion, com roteiro de Brian Buccellato e arte de Patrick Zircher. Depois vá explorar o universo do Flash, com Rogue War e Full Throttle


E outra coisa, o maior de todos os gorilas, que já foi Rei e prisioneiro de Gorilla City, o dobrador de mentes e destruidor da humanidade, Gorila Grodd, também já fez parte da Galeria de Vilões, então vê se não mexe com os caras errados!

Comentários

  1. Belíssimo texto sobre um dos grupos mais bacanas de todos os tempos!

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