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O Limite - O Maior problema da DC Comics: Ambição.


Desde o reboot dos Novos 52, muitas coisas ruins (e algumas boas) aconteceram. Diversas revistas foram canceladas e muitas outras criadas. Como já disse anteriormente n'O Limite; a DC está tentando como louca dominar o top 10 de venda desde sua estreia dos N52. E essa ambição criou uma nova vítima.

Transformar lixo em ouro é um trabalho difícil porém, de vez em quando, necessário. É isso que Jeff Lemire e Andrea Sorrentino precisaram fazer para pegar uma série de quadrinhos que só estava decepcionando - Arqueiro Verde - e tentar transformar em algo bom.


Sabe o que categoriza um quadrinho bom? Bem, precisa de uma arte convincente e de um roteiro inesperado. O roteirista Jeff Lemire conseguiu acertarem cheio  no roteiro ao mesmo tempo em que o desenhista Andrea Sorrentino conseguiu criar um estilo para o quadrinho, junto de Marcelo Maiolo, que conseguiu consagrar as cores. Arqueiro Verde saiu de um turbilhão de notas ruins e vendas péssimas para notas ótimas e... vendas um pouco menos baixas.


A partir Arqueiro Verde #17, tudo voltou como se o reboot tivesse voltado do zero. Todos os capítulos anteriores a ele foram desconsiderados; e o arqueiro esmeralda passou por todo um novo trabalho. Tal que conseguiu consagrar - depois de muitos anos - notas boas para Arqueiro Verde novamente. Herói que foi famoso nos anos 80 e 90 por sua grande alcunha social e falta de recursos, Oliver Queen voltou a ter sua expressão nos quadrinhos. Expressão tamanha que era, arrisco-me a dizer, tão boa quanto a de seus tempos áureos, porém de uma forma diferente. Uma fórmula nova par um herói antigo: agora, temos o que precisamos.



Não demorou para o seriado Arrow fazer grande sucesso - principalmente nos Estados Unidos. Com sua segunda temporada cheia de acertos, a série apresenta um Arqueiro Verde saudosista a sua antiga personalidade, porém, com elementos mais comerciais. Isso é; família, amigos e intrigas amorosas.

Seguindo essa linha de pensamento; se alguém estava gostando do seriado, logo ia comprar a revista, certo? Mas então ia se deparar com algo diferente do que se estava esperando: iria se encontrar um Oliver Queen acabado, sem ninguém, aonde seu trabalho como Arqueiro é sua única forma de sobrevivência. Por mais que interessante e diferente, tal proposta não se equipara com a série de TV. Parece até que estamos lidando com diferentes Oliver Queen.

Por mais que a crítica estivesse amando, Arqueiro Verde #17 e suas próximas publicações não estavam vendendo. Uma história diferente com um roteiro diferente não estavam colando com a série saudosista. Qual a melhor forma de melhorar isso?

Bem, é claro, a ambição.


Anunciado recentemente, Arqueiro Verde #30 será o último capítulo roteirizado por Jeff Lemire, desenhado por Andrea Sorrentino e colorida pelo brasileiro Marcelo Maiolo. E sim, a revista em quadrinho svai tentar seguir os modelos da série: Andrew Kreiseberg e Ben Skolowski - os roteiristas de Arrow - agora são também os roteiristas dos quadrinhos, deixando Daniel Sampere com a arte e as cores.


Iremos ver um quadrinho de Arrow? Com certeza. Não será algo tão próximo da série, é claro, porém será bem mais parecido. A DC, de novo, matou uma grande equipe para tentar ganhar ainda mais dinheiro. Mais uma vez, sua ambição matou um trabalho excepcional para tentar entregar algo que seja mais bem sucedido comercialmente.

Se vai ser bom? Teremos que esperar Arqueiro Verde #31 para ter certeza. Se é uma grande tristeza? Disso não podemos ter dúvidas. Sentirei muita falta de vocês, Jeff, Andrea e Marcelo. Vamos esperar que as coisas fiquem tão boas quanto antes - e que a ambição não tome conta de outra série dos 'Novos' 52.


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