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Invasão – Afinal, quem são os Guardiões da Galáxia?


Hoje está estreando o filme mais esperado do ano, Os Guardiões da Galáxia! Então, que tal antes de ir ao cinema, conhecer um pouco do grupo?

Primeiro, vamos voltar no tempo. Em 1969 foi criado o grupo original dos Guardiões da Galáxia, formado por Major Vance Astro, Charlie-27, Martinex, Yondu e Starhawk, e seus maiores inimigos eram o Badoons, raça alienígena reptiliana com a pior reputação do universo (sem contar que foi um badoon que matou a mãe do Senhor das Estrelas). Esses caras são interessantes porque eles dão as caras nas revistas atuais dos Guardiões hora ou outra e um deles estará no filme, Yondu.

Mas o grupo que veremos no cinema é a reinterpretação de 2008 de Dan Abnett e Andy Lanning (que deram consultoria para a realização do filme).


O universo havia passado por dois violentos eventos de proporção cósmica, a Onda de Aniquilação e a Conquista da Falange, violentos a ponto de desestabilizarem o próprio continuum espaço-temporal. Peter Quill, também conhecido como Senhor das Estrelas, lutou para a contensão das duas crises e percebeu o estado frágil em que o universo se encontra e decide que é necessário criar um grupo que ajude a conter próximas tensões, ou melhor, agir proativamente para que não haja próximas tensões. Com isso, ele literalmente reúne quem estava do lado na hora e forma os Guardiões da Galáxia!

Nesta fase, os roteiristas Abnett e Lanning tinham em suas mãos toda a linha cósmica da Marvel e eles começaram a engendrar uma trama genial unindo todos os títulos que tinham que detinham culminando num cross over épico (e do qual eu não falarei hoje). Esta trama tem inicio com o título dos Guardiões, em que o grupo se teleporta para diferentes cantos do nosso fragilizado universo para conter anomalias que começam a se desenvolver, mais especificamente, fissuras e “há coisas que existem fora do nosso universo que gostariam de entrar. E agora elas têm uma chance” (as palavras de um dos personagens explicam melhor do que as minhas).

Se não fosse o bastante, já em sua primeira missão para fechar uma dessas fissuras, os Guardiões entram em conflito com um grupo fanático religioso que se intitula humildemente de Igreja da Verdade Universal, composto por uma matriarca, a Melissandre (ou será que estou confundindo com outra história?), e seus cardeais, seres parecidos com cavaleiros medievais e cujo poder deriva da fé dos seguidores da igreja. Eles têm interesse nesse recente fenômeno cósmico, apesar de a motivação deles não ser clara a principio.

O enredo por si só já é bastante interessante, mas os membros dos Guardiões e como eles interagem é o que faz esse ser um dos melhores títulos já publicados. Como eu falei, Peter Quill se uniu com quem estava na sua frente, formando uma equipe no mínimo pouco convencional, e fez de uma comunidade científica estabelecida dentro da cabeça decepada de um deus morto no limiar do espaço e do tempo sua base de operações.

Sobre os membros do grupo, para começar, temos dois assassinos: Drax, também chamado de Destruidor (parece amigável), e Gamora, a mulher mais letal do universo. Temos também um mago (?), Adam Warlock; Phyla Vell, portando o manto de Quasar; Mantis, uma madona celestial, empata, telepata e pirocinética; um guaxinim, Rocket Racoon; uma árvore, Groot; e um cachorro soviético falante e telepata, Cosmo. Acho que “pouco convencional” foi eufemismo demais.

O fato dessa equipe tão improvável estar unida não passa despercebido pelos próprios membros, que questionam se serão capazes de se manter unidos. Essa questão fica em xeque quando um acidente na base mata 38 pessoas, dentre os quais se encontravam quatro skrulls. Os skrulls são uma raça alienígena transmorfa que não é muito conhecida por serem pacíficos e, assim que o grupo se dá conta de que houve uma infiltração, começam a desconfiar uns dos outros, qualquer um pode ser um skrull disfarçado.

Com o tumulto gerado, Drax consegue ouvir uma conversa entre Peter e Mantis sobre como foi necessário utilizar os poderes mentais desta para ajudar todos a aceitarem a proposta de formação dos Guardiões, manipulando suas mentes. Ao final deste arco, Drax conta o que ouviu aos demais e o grupo se separa depois de apenas seis edições (claro que não é o fim).

A interação dos personagens também é temperada de momentos cômicos, muitas vezes envolvendo Rocket, o guaxinim, que instintivamente não consegue se dar bem com Cosmo, o cão. Como ele mesmo fala ao ser questionado sobre a razão de sua hostilidade contra este: “Talvez porque eu não consigo me livrar da sensação de que você vai me perseguir até uma árvore”. Ou então o comentário que faz a respeito da sua amizade com Groot: “Fugi pro espaço pra evitar a vida arbórea. Aí, faço parceria com uma árvore. Nota mental: fazer escolhas de vida melhores”.

Sobre os membros femininos do grupo: de um lado temos Gamora, uma verdadeira femme fatale, que não se questiona muito sobre os métodos utilizados para fazer o que julgar necessário, e isso já significou ter que se expor a intensa radiação solar, deformando todo seu corpo, para salvar seus colegas. Do outro, temos Phyla Vell, filha de um dos maiores protetores que a Terra já teve, o Capitão Marvel. Ela é um tipo de garota fofa, mas cheia de convicção, e que busca durante as histórias se aproximar de Drax, pai de sua falecida amante Serpente da Lua, por ser o único elo que lhe restou com seu amor perdido (e devo dizer que elas compõe o melhor casal homossexual do mundo dos quadrinhos, não é forçado e é realmente bonito o carinho que uma tem com a outra). E no meio não posso esquecer da Mantis, uma mulher um tanto excêntrica que afirma ser mãe de um messias galáctico (o que de fato ela é) e cujas habilidades de prever o futuro sempre a assombram, ainda mais quando este futuro se mostra tão incerto, dada a estrutura fragilizada da realidade. Devo dizer que sentirei falta destas duas últimas no filme, quem sabe em Guardiões da Galáxia II?

Adam Warlock é o cara que completa a doidera, introduzindo magia ao já complexo contexto de ficção científica em que as histórias se passam. No passado ele já teve papel decisivos para solução de crises com Thanos, que havia literalmente destruído o universo inteiro. Porém, a maior ameaça que Warlock enfrenta se esconde dentro dele mesmo.

Por último, preciso dizer que o Senhor das Estrelas é um grande personagem. Ele é meio humano, meio espartano galáctico, sem habilidades aprimoradas e sabe que não é o tipo de líder perfeito, como o Capitão América (tão perfeito que dá até raiva). Jogam isso na cara dele de tempos em tempos e até sua autoridade é desafiada quando Warlock discorda de sua maneira de conduzir o grupo. Mas Peter é um cara obstinado que fará o que for necessário pelo universo e por aqueles a sua volta, o que em parte pode ser explicado pelo remorso de no passado ter sacrificado a vida de milhares de alienígenas para deter um ser que poderia ameaçar milhões, e por se responsabilizar pelo ataque da Falange ao império Kree.

Por fim, espero ter esclarecido um pouco sobre quem são os Guardiões da Galáxia e devo dizer que eu estou incrivelmente animado para ver o filme, que para mim é como um sonho tornado realidade. Nunca pensei que veria este que considero o melhor grupo das HQs de super heróis nas telonas.

P.S.: olhem o que Jim Starling, roteirista da Marvel, papai de Thanos e Adam Warlock, postou sobre o filme:


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