Avançar para o conteúdo principal

Primeira Edição: Quero mais The Flash!

Apesar de querer esperar ansiosamente para a estréia de The Flash na CW, no longínquo mês de outubro, a oportunidade apareceu e o episódio piloto da série foi assistido. Posso falar que a emissora pegou toda a experiência que teve com as duas temporadas de Arrow e colocou todo o seu material nesse primeiro episódio, composto pelos já famosos easter eggs, com uma pitada de boas piadas, um belo roteiro e uma ótima introdução de personagens.


Já aviso aqui, como vou falar do episódio, os spoilers vão fluir que nem uma cachoeira, então, se você não se importa, continua a ler mas, a partir daqui é por sua conta e risco. Apertei o play e toda a minha expectativa se juntou no momento em que o Media Player Classic abriu, a série do meu herói favorito finalmente poderia ser assistida.


Começamos com o relâmpago nas ruas, contanto a história do assassinato de sua mãe, grande força motriz por traz do heroísmo do Flash e motivo de seu pai estar preso em Iron Heights, injustamente. Quem interpreta Henry Allen, o pai, é ninguém menos do que John Wesley Shipp, o Flash do seriado dos anos 80, quem voltou para virar um personagem recorrente na série em um excelente papel. No decorrer do ocorrido, podemos ver raios amarelos e vermelhos e até mesmo uma homem extremamente rápido vestido de amarelo. Com um representande dos Thawne no seriado e o final do episódio, uma dúvida cruel paira em qum pode ser esse homem misterioso.

Logo em seguida, vemos o Barry Allen do presente, se atrasando para o trabalho, uma característica intrínseca do personagem e se apresentando a mais um recorrente, Detetive Joe West, criado exclusivamente para a série, pais do interessa amoroso de Barry, Iris West, com atuação incrível de Candice Patton. 

Aqui podemos ver como a série vai mostrar o lado cientista forense de Barry, colocando algumas características gráficas enquanto ele decifra os pormenores da cena do crime, uma boa solução para o braço investigativo e científico da adaptação televisiva.


Um dos prováveis antagonistas da série, Eddie Thawne, é um policial parceiro do Detetive West que, no decorrer do episódio salva Barry e vira seu oponente no triangulo amoroso com Iris, como o namorado da filha do policial durão que não pode, de jeito nenhum, saber disso, já que o garoto apaixonado viu a cena toda. É um começo da rivalidade, que pode ou não ser desenvolvida no decorrer dos episódios.

Com o repeteco da origem, explosão do colisor de partículas da STAR, relâmpago no peito e banho de produtos químicos, já tem uma sequência da apresentação de novos personagens: Caitlin Snow e Cisco Ramon, dois ajudantes do Dr. Harison Wells, mais um recém criado. A descoberta dos poderes, com direito a slow motion de objetos caindo, primeira corrida dentro de um beco e até um teste com os peritos, que acontece em uma instalação da Ferris Aeronáutica, local recorrente nas HQs do Lanterna Verde. Se você prestar atenção, quando Barry está no laboratório vendo os comentarios na TV, a jornalista é Linda Park, a esposa de Wally West, primo de Iris e futuro Flash. Podemos pensar algo daí ou é apenas mais uma pitada de easter egg? Podemos levar em consideração que Keystone City também é citada, lar de Wally e Jay Garrick, o primeiro Flash.


A Força de Aceleração, se é que vai ser chamada assim no seriado, começa a ser pesquisada, mostrando a extensão dos poderes, desde a rapidez até a cura de ossos quebrados em poucas horas, porém, um detalhe do metabolismo acelerado do Flash, que sempre é mostrado nos quadrinhos, acabou não tendo vez no episódio, a desenfreada comilança que sustenta o corredor.

No meio disso, o easter egg que fez alguns pularem das cadeiras, uma jaula com as grades arrebentadas, parede esburacada e palha no chão, com uma plaquinha caída mostrando o habitante daquela prisão, um gorila sem muita importância, chamado Grodd.

Um ponto bacana do episódio é o crossover com Arrow. Barry corre para Starling, procurando conselhos com Ollie, de como ser um heroi para a sua cidade. O diálogo foi bem escrito e acaba com um bom humor, onde cada um acha o outro cool a sua maneira.


Um dos personagens mais adaptados foi o Mago do Tempo, sendo Clyde Mardon o irmão do original, ele faz um vilão com complexo de deus por causa de seus novos poderes, com um que de psicopata. Porém, um ponto forte em comparação a Arrow é que em Flash, o vilão durou mais de um episódio, apenas sendo derrotado.

Olhando para as tecnicidades, o uniforme foi desenhado pela figurinista Colleen Atwood (Alice, Memórias de uma Gueixa e Chicago), a adaptação dos quadrinhos não é o conhecido collant, mas agradou aos olhos, principalmente com os detalhes das linhas e o formatos dos raios. Os efeitos especiais agradaram muito, com apenas uma escorregada no final, onde a visão do centro do furacão ficou com uma propriedade meio 'olho de gato'.

A cena final do piloto é a parte que faz qualquer fã de quadrinhos ficar de pé e gritar que nem uma criança porque uma das principais características das aventuras do Flash é a viagem no tempo e a série vai explorar isso. Harison Wells é um ser que veio do futuro, aparentemente, de 2024 e pelo jornal holográfico que ele mostra, as empresas Wayne e Queen se fundiram, o céu vermelho foi embora e, numa crise, o Flash desaparece. Então quatro palavras vem a mente de todo fã; Crise nas Infinitas Terras. Claro que é muito precipitado dizer isso, mas essa cena final é um show aos leitores fieis da DC.


Com boas pegadas de humor, uma boa velocidade de apresentação e inclusão dos poderes no universo televisivo da DC pela CW, The Flash surpreendeu pela qualidade da adaptação, com pequenas falhas que não apagam de jeito nenhum o episódio como um todo. Apesar do vazamento, que pode ter sido uma jogada de marketing, a exibição não-oficial do piloto serviu muito bem para deixar os fãs cada vez mais motivados para seguir uma série que já mostra tamanha qualidade em seu chute inicial.

Lembrando que ainda faltam três meses para o lançamento oficial do seriado e que a CW pode sim fazer algumas mudanças e tirar muita coisa do que foi mostrada agora, inclusive os maravilhosos easter eggs e essa cena. Mesmo já tento contrato para uma temporada, ter um gorila em cgi logo na primeira parte do seriado não parece uma ideia plausível, mas que a plaquinha agradou, disso podemos ter certeza.

Corra Barry, corra!


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Sweet Tooth #02

Estava bastante ansioso para saber o que sairia desta HQ no segundo episódio. A primeira edição foi boa, e poderia esperar tanto uma estagnação da história, como uma reviravolta. Felizmente, o melhor aconteceu.

Invasão - Por onde começar a ler X-Men

O grupo mutante X-Men é um dos maiores títulos da Marvel e sempre compete pela liderança de maior número de edições vendidas da editora e isso é um reflexo da qualidade de seus personagens e histórias.

ESPECIAL: Constantine - Ordem de leitura!

Com tanta série vindo por aí, querer conhecer um pouco mais do que está chegando pode parecer uma boa ideia. Saiba o que ler para ter um conhecimento sobre o  mago inglês mais famoso da DC Comics e estar preparado para o que pode vir a ter na série.