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Primeira Edição: Elseworld, Realidade Alternativa ou Multiverso?


Elseworld é um selo de histórias da DC Comics, feito exclusivamente para que os roteiristas pudessem se aventurar como bem entendessem em histórias que já tinha uma boa base consolidada. Poderiam colocar o Batman na era dos dinossauros, o Flash como o maior ladrão do mundo, a Mulher Maravilha na era vitoriana, Arthur Curry como o rei do deserto, a Liga como um monte de primatas e por ai vai. Era o selo da liberdade autoral da editora.



Além de Elseworld, no Brasil poderíamos encontrar diferentes nomes, Túnel do Tempo, Realidade Alternativa e Multiverso. Algumas editoras brasileiras definiam essas histórias como: "Em Elseworlds, os heróis são retirados dos seus cenários habituais e colocados em locais e épocas diferentes. Locais e épocas que existiram ou que poderiam ter existido... ou que não podem, não poderiam nem deveriam existir. Trata-se de um exercício de imaginanção cujo objectivo é subverter o contexto normal das personagens. O resultado final é uma colecção de histórias que faz com que os heróis, que são conhecidos como o Ontem, sejam tão inéditos como Amanhã."



Muitas revistas foram publicadas com o nome e, depois de um tempo, os outros mundos da DC não paravam de crescer. A volta do Multiverso foi planejada com o conceito do Hipertempo, estabelecido nas páginas da excelente Reino do Amanha de Mark Waid e Alex Ross, que tentava explicar a discrepância e diferença entre diferentes realidades da DC Comics depois da Crise nas Infinitas Terras. Não demorou muito até que isso fosse descartado e o selo continuasse.

Até que em 2006, a mega série 52 começou a ser lançada e em seu final, junto com a semanal, Contagem Regressiva, o Multiverso começou foi remontado pela editora, mostrando que várias das realidades alternativas do passado ainda existiam, ou voltaram a existir. E sempre que vários universos são criados, alguma confusão é feita, histórias de origem se mesclam, passam uma em cima da outra, eventos são recontados com diferentes roteiros, mas mesma idéia.

O mais novo reboot da DC, Os Novos 52 foi mais uma tentativa de colocar um ponto final no multiverso. Depois dos eventos de Flashpoint, que deveria ter acontecido depois de Crise Final. Nessa saga, Barry simplesmente acorda e se vê sem seus poderes, sua mãe ainda vive e não existe uma Liga da Justiça, Aquaman é um ditador em guerra com as Amazonas e muitos dos personagens estão totalmente diferentes. Depois de resolve tudo, a consequência final disso é que todo o multiverso deixa de existir, reunindo até mesmo os personagens da WildStorm e Vertigo, deixando apenas um grande Universo DC.
Mas como toda Crise da editora, algumas direções começar a formar mais de um caminho, até que os multiversos voltaram em menos de dois anos de publicação dos Novos 52, a revista Terra 2 é uma prova disso e, logo depois, sendo lançada atualmente no Brasil, a saga Vilania Eterna mostra mais 'novos' universos ainda. Enquanto isso, esperamos a série Multiversity, de Grant Morrison, que já vem sendo feita há oito anos e vai trazer uma rotação de artistas em cada uma de suas edições. Ela tem data de lançamento para o dia 2 de agosto de 2014.

A ultima revista com o selo Elseworld foi publicada em agosto de 2010, Superman: The Last Family of Krypton foi uma mini série em três edições, que conta a história do bebê Kal-El chegando a Terra com os seus pais e como o mundo lida com uma família com super poderes.

Apesar de quase 'despresadas' perante os reinicios da DC, Elseworld tem umas das melhores histórias em quadrinhos publicadas, alguns exemplos são Superman: Entre a Foice e o Martelo, mostrando como seria o mundo se a nave do kriptoniano caísse não no Kansas, mas no meio da Russia soviética. O Reino do Amanha traz uma nova geração de super herois que não sabe 'atuar no ramo', violenta e que não liga para o idealismo que os antigos herois possuíam, isso gera um conflito apocalíptico entre o velho e o novo. Liga da Justiça: o Prego, mais uma vez trata do bebê Kal-El, porém, ele nunca chega na Terra. Uma Liga é formada, porém o caos reina sem um campeão que defende os ideais do mundo.

Todas as três são excelentes histórias alternativas que, em tempos diferentes, em universos paralelos da nossa própria Terra, podem ser os títulos principais da DC. A nossa Terra sem herois até já foi tratada em uma Elseworld por ai.

Escrito por Rodrigo Castello, o Cuba.

Comentários

  1. Ótimo texto, parabéns.
    Gosto bastante de Elseworlds quando bem trabalhadas, por isso o flash é um dos meus favoritos ta sempre no limiar dos mundos.

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    Respostas
    1. Brigadão Felipe! É verdade, o Flash ta sempre na divisão dos conceitos, os poderes dele dão ainda mais liberdade para os roteiristas e, muitas vezes, saem histórias muito boas. Pra mim, o selo Elseworld é um dos mais bacanas da DC. Vale lembrar do Tangent Comics e das releituras do Stan Lee!

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