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A Ira do Primeiro Lanterna, o final que Lanterna Verde merecia

Não, não é o final de Lanterna Verde, a revista ainda é publicada pelo mundo, mas essa edição marca o final da Era Geoff Johns nas páginas dos Gladiadores Esmeralda, que começou em outubro de 2004, com a saga Renascimento.

Renascimento, Guerra do Anel, A Noite mais Densa, O Dia mais Claro, esses foram os grandes passos de Geoff Johns pelo universo dos Lanternas, sejam eles da cor que forem, não da pra negar que os 9 anos de dedicação, deixaram esse universo como um dos mais brilhantes dos quadrinhos. Foi em Lanterna Verde #20, lançado em julho de 2013, que Johns se despediu desse universo.

Portanto, não é com a saída de uma equipe criativa, que um título simplesmente chega ao fim, muito menos um que faça parte do carro chefe da editora. Uma HQ termina quando deixam seu personagem morrer, mas não só em uma aventura, mas no coração dos leitores, e isso nunca aconteceu com Lanterna Verde. Ele pode até ter fraquejado em dado momento, mas foi em Renascimento em que ele conseguiu se jogar pra cima e continuar no topo até hoje.


Antes de A Ira do Primeiro Lanterna começar, a Tropa passou pelo arco Ascenção do Terceiro Exército, que parecia estar acontecendo apenas para preencher algumas páginas até que o 'primeiro lanterna' ficasse realmente irado, fora a inserção do quinto lanterna terrestre, Simon Baz, ela não acrescenta muita coisa para a história e atua muito bem como um prólogo do que está por vir. Foi, basicamente, uma história de zumbis com os guardiões mais pirados do que nunca.

É com A Ira do Primeiro Lanterna que as Tropas são reexploradas, mostrando mais uma vez do que cada uma é capaz, explorando o espectro emocional de cada um dos seus líderes e redefinindo-as novamente, depois da confusão que os Novos 52 fizeram com algumas delas. Todos estão unidos contra um único mal, a mesma premissa que as colocou em sincronia em A Noite Mais Densa, mas agora, com um inimigo muito mais forte, que consegue moldar o universo.

Os Lanternas Negros são trazidos de volta, não mais como uma força devastadora, mas como uma alternativa para salvar o universo, com o próprio Nekron dando um fim em Volthoom, o Primeiro Lanterna. Atrocitus se redefine depois de fazer os próprios Caçadores Cósmicos, seus aliados. Mogo, o maior de todos os Lanternas Verdes (por tamanho mesmo haha) volta as páginas da revista, salvando a todos depois de quase destruir a Tropa em outros tempos. 


Sinestro domina o avatar do medo, Parallax e o usa para colocar um fim nos Guardiões do Universo, os malditos anões azuis que tentam proteger a todos mas sempre estão por trás da tragédia. O Lanterna Amarelo os destroça com as próprias mãos. Um pacto é feito com o Agente Laranja, mesmo depois de matar todos os guardiões, Sinestro poupa Ganthet e o 'devolve' a Sayd, mesmo quando achávamos que o amor dos dois era impossível. Porque? Porque ele sabe como é perder tudo.

Por mais vilão que ele seja, Thaal Sinestro caiu no meu gosto e, tenho certeza, no de muitos outros leitores.

Fazia tempo que o final de um arco não me emocionava, Johns fez a costumeira explicação 'durante os créditos', característica marcante de alguns filmes dos anos 90, onde o futuro dos personagens do filme era explicado durante os créditos, revelando o que acontecia com eles depois que o filme acabou. O tiozão Guy se vangloriando de seus feitos pelos bares do universo, a carreira política de Stewart, o caminho de Rayner num estilo bem Jesus, o futuro de Baz com a 'próxima' Lanterna Verde terrestre, que vai rolar em Forever Evil, a continuação da Tropa Vermelha, a nova família do Andarilho, a redenção de Iroque, a Indigo 1, a vida de Carol Ferris e Hal Jordan, formando uma família. E quem está contando tudo isso? Um Lanterna Verde misterioso, guardião do Livro de Oa, com a pele da cor vinho... Sinestro!

É claro que Lanterna Verde não vai acabar, já são 74 anos de publicações do título, sendo que 55 deles, de Hal Jordan, sem contar a época ausente em que Guy Gardner, John Stewart e Kyle Rayner cuidaram muito bem do setor 2814.

No Dia Mais Claro, na Noite Mais Densa, o mal sucumbirá ante a minha presença. Todo aquele que venera o mal há de penar, quando o poder do Lanterna Verde enfrentar!


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