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Os Melhores Do Mundo: Reboot pra que te quero!

Segunda-feira é dia de Os Melhores Do Mundo!
Desta vez vou fazer algo diferente. Não vou defender aquele herói, aquele filme ou aquela saga. Decidi mostrar aos nossos leitores que de tempos em tempos tudo o que precisamos é de uma repaginada, de um novo visual, de algo que nos oferece uma sobrevida.
E é por isso que os famosos "reboots" são importantíssimos.

Recentemente a DC Comics "rebootou" (bela expressão, não?!) mais uma vez toda a sua série de quadrinhos. É claro que muitos resmungaram enquanto que outros aplaudiram. A verdade é que, no mínimo, havia a necessidade desta renovação, pois caso contrário ela não teria ocorrido. O engraçado é que ninguém foge disso, pois na época a própria Marvel Comics fez piadinhas, mas tempos depois acabou revitalizando a sua própria série. Mais cedo ou mais tarde, o reboot torna-se inevitável.

Os motivos de um reboot são muitos. O maior deles é, com certeza, as vendas. A indústria de quadrinhos já passou por poucas e boas, houve uma época em que muitos acreditavam que ela iria morrer. Felizmente isso não ocorreu, mas uma renovação foi necessária. É só pensar no público: uma grande parte não fica para sempre lendo as últimas edições de Batman ou Hellboy, eles mudam de "vício", ou seja, mudam de paixão. Assim, a indústria precisa conseguir novos adeptos a cada novo mês, a cada nova página. O reboot entra nessa para oferecer uma nova linguagem, um novo rosto e estilo para personagens conhecidos, mas que por algum motivo estavam cansados ao olhar dos leitores.

Foi assim na década de 90 quando a DC renovou todos os seus títulos, oferecendo uma maneira mais agressiva e sombria em suas HQs. A própria Marvel recriou alguns de seus heróis mais icônicos na mesma década com a franquia "Heróis renascem" desenhada ridiculamente por "Babacão Liefield". Na época, os leitores estavam pedindo por temas mais adultos, traços mais modernos, textos menos complexos cheios de ação. Foi exatamente isso o que as empresas ofereceram e, desta forma, as vendas foram alavancadas.

Mas por quê eu defendo o reboot?
Simples! Sem ele estaríamos com uma das duas opções: ou não leríamos mais quadrinhos ou estaríamos lendo as mesmas coisas há sessenta anos. A verdade é que há sim uma necessidade de renovação de tempos em tempos. Precisamos entender isso e prestigiar quando acontece, já que é desta forma que muitos novos talentos desta área podem aparecer, além de termos uma possibilidade de começar algo que muitos desejam: um coleção nova. Só pra lembrar: A DC dominou as vendas de quadrinhos em 2012 inteiro a partir do lançamento de seus Novos 52.

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