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Primeira Edição: Capas de Quadrinhos

Nada disso aconteceu, a não ser na capa.
Desde o início dos quadrinhos de super-heróis, em 1936, podemos ver e nomear incontáveis histórias em quadrinhos pelo mundo, de diferentes gêneros, desde deuses e super-heróis a policiais e soldados de altamente treinados. Diferentes histórias cativam o público, os faz chorar, se identificar com a personagem, com o ambiente, com o roteirista, com o artista. Aparecem traços simples, que são fáceis aos olhos, traços escrachados, que para olhos desacostumados, não são atraentes, mas para o leitor dedicado, são uma maravilha estonteante. De tempo em tempo, o mercado tenta se relançar para alcançar novos públicos, como aconteceu nos anos 80 com a Crise nas Infinitas Terras e em 2011, com os Novos 52 da DC Comics.


A cultura popular está cheia de marcos dos quadrinhos, com relançamentos e revoluções no modo de escrita e desenhos, fazendo até mesmo impactos positivos, virarem exemplos negativos que, de certa maneira, assolaram o público geral, como podemos ver em Seduction of the Innocent (WERTHAM, 1954), onde o Dr. Frederic, um notável psiquiatra nova-iorquino, provava falsamente que os quadrinhos naquela época eram uma fonte interminável de má influência para os jovens e que os levavam a violência, durante anos, ele consegue que as revistas passem por uma censura que acabou com grande parte das editoras estado-unidenses de quadrinhos, deixando apenas as quatro principais: DC, Marvel, Archie e Harvey.

Com o afrouxamento do Código de Ética dos Quadrinhos, por volta da década de 80, as revistas começam
a retornar ao seu auge já na Era de Bronze dos Quadrinhos, quando o personagem Robin abandona seu mentor para se dedicar a faculdade, e os vários eventos que a seguiram, até seu término em 1980, com a Crise nas Infinitas Terras, da própria DC Comics. Sempre com capas extraordinárias e umas mais trabalhadas do que as outras, competindo mês a mês para ver quem vendia mais pelo país, executivos da Marvel Comics e da DC Comics se reúnem e, como uma brincadeira empresarial, começam uma competição que, com o tempo, é tomada pelos fãs de cada uma, como a rivalidade suprema. Enquanto uma das editoras colocava neonazistas mágicos em um mês, no seguinte, era a concorrente que usava quase a mesma ilustração, mudando personagens e alguns detalhes maiores, enquanto ainda no próximo mês, a outra colocava macacos bípedes controladores de mente e essa uma fazia o mesmo, e assim por diante.

Além de linda, essa capa mostrava o
que realmente acontece, Metropolis é
inundada por uma tsunami na história.
Enquanto, na maioria das vezes o leitor era presenteado com uma revista cuja capa mostrava o mesmo conteúdo que haveria no meio daquela edição, como por exemplo: na capa, o Superman estaria assoprando com toda a sua força um incêndio, para tentar apagá-lo e salvar o povo em perigo e em suas páginas, no decorrer da história, um vilão coloca fogo em algum lugar, prendendo inocentes e fazendo Superman socorrer as vítimas do incêndio e prender o vilão; Algumas vezes a capa tinha uma cena que divagava completamente da história que se segue no miolo da revista, onde a capa mostrava o Lanterna Verde beijando uma de suas maiores inimigas e seu conteúdo interno, mostrasse uma guerra sangrenta entre dois mundos, simplesmente pelo fato de vender mais, apelando para a atenção só público.

Cada vez mais esse problema se agravou, passando de editora em editora, história em história, arco em arco. Revistas com cenas de lutas extraordinárias como capa, apresentavam uma briga de intelectos em suas páginas principais.

Com a evolução dos quadrinhos década a década, essa questão foi só aumentando. E vocês leitores, o que acham disso?

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