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Os Melhores Do Mundo: Crise Final é legal!

Boa noite, senhoras e senhores!
Hoje, segunda-feira, é dia da coluna Os Melhores Do Mundo, um texto semanal onde eu defendo com tudo o que eu posso algo relacionado ao mundo dos quadrinhos. Já faz mais de um mês que venho escrevendo esta coluna, mas acho que finalmente encontrei o meu nemesis, o meu Lex Luthor.
Sim, amiguinhos, hoje defenderei a saga "diferente" escrita por Grant Morrison: Crise Final.


Vamos ver no que vai dar.

Crise Final foi uma saga extremamente ambiciosa pela DC Comics entre os anos de 2008 e 2009. A sua principal ideia era concluir de uma vez por todas as sagas Crise Nas Infinitas Terras e Crise Infinita, tudo isso nas mãos mais do que hábeis do autor Grant Morrison.
Tudo começa com a premissa de que em algum momento o mal venceu o bem. O povo de Apokolipis venceu o povo de Nova Gênese. Com isso, uma mudança enorme ocorreu com os Novos Deuses que foram obrigados a se fundirem com a Equação Anti-Vida e reencarnarem em corpos humanos. Isso tudo ocorreu longe dos olhos humanos da Terra, mas eventualmente se mostrou importante quando Orion morre e Hal Jordan é apresentado como culpado. A partir daí descobrimos sobre um plano cruel de Darkseid em separar a JLA para dominar o nosso mundo de uma vez por todas.

Pôxa, que ideia legal!

Pena que não deu certo.

As críticas sobre a saga foram muito maior do que suas vendas. Muitos disseram que há tanta trama paralela que fica quase impossível entender o que está rolando, outros viam erros de continuidade em relação a morte dos Novos Deuses e o fato do Superman parecer nem saber do que se tratava, e por fim ficou óbvio que esta saga deveria ter sido lançada antes do reboot, mas por causa da editora, ela foi lançada antes de Flashpoint.

Mas ainda assim ela é bacaninha.

Para desfrutar totalmente da saga, é importantíssimo que o leitor tenha um belo conhecimento prévio do mundo DC. Isso é uma forma de prestigiar os fãs mais antigos e mais saudosos. Quando percebemos que tal evento tem conexão com uma saga ou um pequeno arco que lemos há anos, uma sensação de orgulho acaba batendo em nosso peito. Há muita ambição em Crise Final e para isso é correto ter um pouco da arrogância necessária em qualquer área. Por exemplo, o que ocorre com o Batman nesta HQ não é qualquer autor de meia-tigela que tentaria. Outro ponto a que devemos dar o braço a torcer pela quase genialidade de Morrison é o que ele faz com a Mulher-Maravilha e o Espectro, algo muito legal de se ver, pois notamos que não havia limite para as surpresas do autor.

O traço de Crise Final é soberbo. Passou pelas mãos de J. G. Jones, Marco Rudy, Carlos Pacheco, Doug Mahnke. Todos com uma maestria única que se ligava em cada página. As cores vivas e cheias de detalhe também conseguiam apresentar muito bem cada sensação na HQ. O trabalho gráfico sempre ficou livre de críticas e agora você já sabe o por quê.

A verdade é que Crise Final foi maior do que a sua própria ambição. Talvez, o seu relativo fracasso deve-se pelo alto nível de complexidade de sua narrativa. Pode-se dizer que ele é melhor compreendido se o leitor tivesse lido todas as edições conectadas, mas o correto é ressaltar que sua melhor forma é quando o lemos com atenção e apenas as suas edições principais, nos focando unicamente em seu arco mais importante.

Crise Final pode não ser a melhor saga já feita, mas possui boas qualidades que apenas os fãs mais saudosistas e apaixonados vão entender. Se já a leu e não a curtiu, então que tal dar uma nova chance?
Acredito que não vai se arrepender.

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