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Justice League: WAR


Sendo "mais ou menos" uma continuação de Flashpoint Paradox; Justice League WAR vem com a proposta de continuar reinando em um terreno sem concorrência ameaçadora das animações de quadrinhos, além de tentar manter a estabilidade nas histórias adaptadas da DC para a televisão. Será que a animação da Liga consegue estrear bem os Novos 52 na TV?

Justice League: War é definitivamente, um agrado. Com seu lançamento tido no dia 4 de fevereiro, o filme trás os Novos 52 para a TV, seguindo uma qualidade de animação impecável, com efeitos muito delicados e que provam que a Warner Bros sabe o que está fazendo com a franquia de adaptações baseadas em quadrinhos deles.

Baseado na saga inicial da Liga da Justiça dos Novos 52; roteirizada originalmente por Geoff Johns, o filme tem direção de Jay Olive e conta com produção de Sam Register, um dos presidentes de animações da Warner Bros. A história mostra como os maiores heróis do mundo tem o seu primeiro encontro e como eles iram trabalhar juntos.

Uma coisa que as pessoas devem saber logo de cara é que a Liga da Justiça de hoje não é a mesma Liga da Justiça de antes. Com um caráter bem mais comercial, vemos os encontros dos novos membros fundadores da equipe. Diferente do que vimos nos quadrinhos dos comecinho dos Novos
52; o Aquaman não está presente na animação, o que é uma pena. Quem o "substituí" na animação é o Shazam, tomando seu posto como um dos fundadores da Liga.

A animação começa muito bem, obrigado, mas acaba durando para começar a verdadeira história. Não, isso não é tão ruim, e ver a relação inicial entre Bruce Wayne e Hal Jordan é muito divertido, sem dúvidas, mas novamente temos uma troca. Temos uma divergência dos quadrinhos novamente, aonde na animação Hal faz as "piadas" sobre o ser do Batman, originalmente, elas eram feitas pelo Barry Allen - o Flash.

Flashpoint Paradox foi uma ótima animação, com um roteiro completo e uma história maluca que faz o espectador ver tudo de uma forma diferente. Justice League War, por sua vez, não. Encontramos heróis inexpressivos, com personalidades diferentes do que esperamos (Superman galanteador de repente, Batman "heroico" e inesperadamente amigável, Hal Jordan com um timbre Guy Gardner, Barry Allen comportadinho e praticamente descartável, Diana inocente e tola.) e isso causa um desconforto um tanto quanto acentuado.

Do outro lado, temos Shazam e o Cyborg. De início, fiquei um pouco recluso com a participação de Billy Batson e com a exclusão de Arthur Curry. Isso, claramente, não foi um problema. Billy é um garoto que desde suas primeiras aparições, impressiona e cativa. Com a simplicidade de ser uma criança "super poderosa", conseguimos ver um garoto que no fundo é um super herói mas sabe que o mundo não é "só isso".

Billy participa de praticamente todos os momentos simples e sem tantos exageros da animação - que na minha opinião foram os melhores. Além do menino, tivemos Victor Stone, que também brilhou muito no filme. Vic tem sua transformação em Ciborgue perfeitamente contada na animação, mostrando como afinal ele fora importante para a criação da Liga, e não só isso, podemos ver suas motivações e seu verdadeiro porque. Ele tem seu estilo, ele tem seus momentos.

Com uma tentativa não tão bem sucedida de dar um momento "especial" para cada membro da Liga, o filme acaba desapontando um pouco em cada herói, singularmente. Hal Jordan sistemático, Superman galanteador e destruidor sem cérebro (é o que deu para entender!), Diana com um momento simplesmente sem graça com a pequena garota no parque na frente da Casa Branca, Batman com momentos de frase simplesmente sem pé nem cabeça do tipo "já que ele é destro, o botão deve ser este"... Sério, roteiristas? Além disso tudo, vemos um Flash opaco, sem nenhum momento para si no filme. 

Não contentes em deixar a experiência com os grandes heróis um pouco desgastante, Darkseid (o vilão da trama) também não tem momentos de glória no filme. Vemos um vilão que não explica muito bem o que quer e PARA que quer, simplesmente vai e faz. Todos nós sabemos que o Darkseid não é assim!


Apesar dos pesares, volto ao começo da resenha. Justice League: War é um agrado. Uma animação impecável, personagens secundários interessantes, trilha sonora agradável e um sólido início para o universo dos Novos 52 nas adaptações para filmes animados. Não, não é um filme que vai te mostrar e fazer amar os melhores super heróis do mundo, muito menos vai te fazer ir atrás de algo sobre eles, mas é a prova de que o modelo "problema grande > gente forte junta > começo difícil > resolução incrivelmente simples" ainda funciona muito bem para o mundo das adaptações - é um sólido, fácil, não impressionante e incrivelmente comercial início para qualquer franquia.

Um agrado que poderia ter sido mais bem trabalhado, mas é o que qualquer fã da DC está louco para ver. A reunião dos maiores heróis do mundo. E fizeram isso muito bem. Justice League: War cria terreno para uma sequência de filmes fantásticos e muito bem criados, basta trabalho duro e respeito as sagas nas quais são baseados - algo que as animações da DC sempre são.
Temos já a confirmação nas cenas de créditos que o que está por vir é a estreia do grande rei de Atlântida - Arthur Curry. Isso sim me empolga. Quem sabe tenhamos continuações menos comerciais? Talvez, esse começo tenha sido um mal necessário, não é mesmo?

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