Avançar para o conteúdo principal

Turma da Monica - Laços



Um dos comentários que mais observei antes de ler a edição de Turma da Mônica – Laços, foi a que a história lembra um filme de sessão da tarde. Não foi uma frase vista apenas em um lugar, mas lido diversos sites, ouvido por colegas, amigos, comentários em blogs. E de fato, tem algo na história, que por mais inédita que fosse, tanto pela nova aventura, quanto pela estrutura narrativa, completamente diferente das histórias originais, embora tenha um traço completamente inédito, e ações dos personagens muito menos caricatas que nas histórias do Mauricio de Souza, ainda trouxe ao espectador aquela sensação de ler uma história como se estivesse com seus dez anos de idade, brincando em frente a televisão da sala, enquanto assiste a mais um filme inédito na televisão brasileira. E não leve esse comentário como negativo. Pelo contrário, acredito que parte dessa homenagem de 50 anos quer tanto a imagem de um futuro da turma da Mônica, como relembrar o passado por meio dessas releituras tão emotivas.

Os irmãos Vitor e Lu Cafaggi receberam a tarefa de trabalhar o núcleo principal, a turma clássica do Limoeiro, uma responsabilidade grande, e assim como em Astronauta – Magnetar, foram muito competentes na releitura. Os traços, incrivelmente conseguem ser muito fofos, mas ao mesmo tempo intensos, carregados de sentimento nos olhares e ambientes, fazendo menção ao título, que fala da importância da amizade.

A aventura lembra mesmo muitos dos filmes infantis que passavam de tarde, as vezes filmes pequenos, que de alguma forma seguiam uma mesma estrutura de conflitos e comédias leves. O cãozinho do Cebolinha, o Floquinho, desaparece. Não há muitas esperanças, e só com ajuda de seus amigos, conseguirá reencontrar seu companheiro canino.

Essa turminha do barulho vai se meter em altas confusões.
Laços é uma história que tem algum momento de tensão, mas está sempre muito mais próximo do universo infantil, longe de uma verdadeira agressão, sempre buscando trazer uma lição ao espectador. Apesar da narrativa mais contínua, trabalhada em blocos, pontos de virada e etapas, ainda se mantém as piadas vistas nas histórias originais, executadas de forma diferente, mas que continuam presentes, e trazem aquela ligação nostálgica com os bons tempos de criança e responsabilidades quase inexistentes.

Assim como nas outras revistas, a série tem capa dura, acabamento de qualidade, que provavelmente ficará muito bem naquela estante que possivelmente gostaria de ser vista por gerações, em 80 páginas coloridas. Nas páginas finais também há esboços dos personagens e mais alguns detalhes de como a revista foi produzida.

Não deixe de pegar a sua Turma Da Mônica: Laços!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

ESPECIAL: Constantine - Ordem de leitura!

Com tanta série vindo por aí, querer conhecer um pouco mais do que está chegando pode parecer uma boa ideia. Saiba o que ler para ter um conhecimento sobre o  mago inglês mais famoso da DC Comics e estar preparado para o que pode vir a ter na série.

Invasão - Por onde começar a ler X-Men

O grupo mutante X-Men é um dos maiores títulos da Marvel e sempre compete pela liderança de maior número de edições vendidas da editora e isso é um reflexo da qualidade de seus personagens e histórias.

Supergirl, Lanterna Vermelha

Não é de hoje que a Supergirl tem alguns problemas em controlar sua raiva e alguns sentimentos mais fortes e, de acordo com o novo escritor de Supergirl, Tony Bedard diz que Kara vai evoluir de uma adolescente cheia de raiva para uma adulta, defensora da Terra. Mas primeiro, ela tem que se livrar dessa fúria da juventude! Cuidado com os spoilers: