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Crise Conversa: Qual seu artista favorito nas HQ's?

Afinal, quadrinho também é arte! Temos mestres da guache, aquarela, nanquim e muitas outras técnicas incríveis, coisa que todos nós sabemos que falta para o grandioso Rob Liefeld, né?

Então vamos ao retorno do Crise Conversa, o primeiro de muitos que estão por vir esse ano! Afinal, qual seu artista favorito nas HQ's?


Ric Monte: Esad Ribić! Conhecido por sua arte em LOKI, Surfista prateado:Requiem e Namor: As
Profundezas, Esad possui uma linguagem gráfica brilhante!
Esad bebe de uma fonte mais realista. Ainda, utiliza cores que aportam para uma leitura visual similar a pinturas nas suas obras, neste sentido, lembra a arte de Alex Ross e seus sprays. A linguagem narrativa deste artista é poderosa, pode não ser tão ousada quanto a de J.H.William III, mas com certeza é vigorosa e visceral, ideal para retratar estes personagens poderosos que vão além, muito além da capacidade humana!
Por fim, apesar desta demonstração de poder inumano, seu traço consegue imprimir desde a mais bestial feição em ira até o mais sútil desprezo, passando por notas de amor e medo! 
É um artista a se acompanhar e encadernados a colecionar!

Cuba: Quanto mais leio quadrinhos, mais difícil fica a escolha. Penso em Ivan Reis, Francis Manapul, Gary Frank e Alex Ross. Os quatro são excelentes artistas, mas o meu voto vai para sei que Ross tem um status gigante no mundo dos quadrinhos, mas o meu voto vai para o filipino-canadense, Francis Manapul. Juntamente com Brian Buccellato, ele consegue transmitir um lado diferente no gosto pela arte nos quadrinhos, mesclando letras e cenas para fazer uma página mais bela que a outra.




Ricardo Kyo: Por muitos anos fui um fã assíduo do gigante Alex Ross. Tudo isso a partir de minha primeira leitura, lá na década de 90, de Kingdom Come. Mas recentemente passei a ser fã de uma dupla que jamais desenhou nenhum herói da DC, e ao mesmo tempo me mostraram como ser único em uma área tão comumente copiada. Os gêmeos brasileiros Fábio Moon e Gábriel Bá são gênios em seu traço que nada parece com o de outros artistas, isso sem contar os textos mais do que bem escritos.
Me tornei um fã, um apaixonado pelo trabalho deles.

Happo: Difícil responder essa. Eu curto bastante o Jeff Lemire quando se trata de uma narrativa mais linear, mas também gosto muito da sujeirada do Robert Crumb. É difícil responder essa pergunta, porque cada traço vai muito da necessidade da hq, e eu acho que isso conta muito.




Alex: Daí a gente tem uma pergunta delicada. A gente tem de algo mais clássico incrível, como por exemplo os desenhos de Alex Ross, passando por algo mais surreal e diferente, como a arte do J H Williams III ou algo até mais moderno e com efeitos de profundidades interessantes com o Andrea Sorrentino... Entre muitos, muitos outros nomes! De algo mais recente acho que fico com o último mencionado: Andrea Sorrentino. Começou nos Novos 52 com "Eu, o Vampiro" e foi para Arqueiro Verde, Andrea tem um tipo de arte diferente do que a gente vê hoje. É algo fundado num antigo universo da Vertigo quando tínhamos as artes de, por exemplo, de Scott Hampton (que foi por muito tempo meu desenhista favorito), mas com uma pegada mais moderna. Se for falar de todos os tempos, fico com Scott Hamptom, mas por hoje, estou muito contente e impressionado com os traços dinâmicos de Andrea.

Sidrack: J. H. William III é um nome que por si só deveria ser isento de qualquer explicação. Qualquer um que já leu alguma HQ desenhada por ele sabe o impacto que os desenhos dele tem.
Depois de muitos anos lendo quadrinhos é inevitável começar a ficar entediado com os traços dos artistas sempre seguindo aquele mesmo padrão da indústria. E Williams foge completamente do padrão com suas montagens de quadro milaborantes que vão de um lado para o outro, em curva ou em formas que desafiam o senso comum.
Fora isso ainda temos o fato dele ter traços extremamente limpos, detalhados e com uma dinâmica de ação que pouquíssimos conseguem fazer hoje em dia de maneira tão fluida.

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