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Cachalote



Ouvi falar muito dessa revista. Cheguei a ver outros trabalhos de Rafael Coutinho, ilustrador dessa HQ, e Daniel Galera, quem escreve a história, que sou grande fã, principalmente pelos livros escritos. Um deles, Até o dia em que o cão morreu, inclusive foi adaptado para o cinema, na direção de Beto Brant, evidenciando mais seu trabalho. Confesso que passei muitas vezes na frente dessa revista, sempre pensando em comprar, mas mantendo apenas como uma ideia. Uma negligência que não me faz sentido, já que essa dupla não poderia fazer algo ruim. E de fato, me arrependo de não ter comprado antes.
Cachalote é uma espécie de multiplot. Todas as histórias não se relacionam diretamente, mas tem de alguma forma uma espécie de ligação, seja temática, seja um sentimento em comum. Mas o que haveria em comum um vendedor de uma loja de ferragens que curte amarrar suas parceiras com um ator Chinês que perde um amigo porque ele se mata? Um grande sentimento de solidão? Algo que não é dito? Talvez seja esse o motivo da revista ser o mesmo que de uma Baleia. Se vista no mar, podemos apenas enxergar parte da criatura gigante, que ora mostra as costas, ora a cauda gigante, sem nunca se revelar completamente. O que está oculto, que por sua vez é o mais importante, o que liga as histórias.
O problema é quando a baleia encalha.
A trama vai dosando a quantidade de cenas que temos. Algumas páginas de uma história, mais páginas de outra, funcionando como um corte de cena, que deixa sempre a revelar algo. A medida que as histórias se desenvolvem, as cenas vão ficando cada vez mais curtas, reveladoras, e as páginas vão ficando mais escassas em tempo. Resultado: é difícil não devorar essa história em tempo recorde, que só poderia frear a gula do espectador com o belíssimo traço de Rafael, tão bem executado, cheio de detalhes, desenhado apenas com tinta preta.
Recomendo não só a Cachalote, como também procurar trabalhos de ambos os artistas, excessivamente talentosos.
Também é válido avisar que o Rafael Coutinho está tentando financiar a terceira edição do Beijo Adolescente, já comentada aqui no Crise, por meio do Catarse. As edições anteriores podem ser vistas online no site da resvista. http://catarse.me/pt/ba3.

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