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Superman #17

Superman #17 - mix Panini
Nota Final: 7,5

Há muita coisa rolando atualmente nas páginas do Homem-de-Aço.
Enquanto vemos Kal-El levando uma surra em Action Comics, o Inferno na Terra começa a explodir em cada quadro de Supergirl e Superboy, juntando até a Liga Da Justiça no meio da briga. Há tantas questões envolvendo as páginas da revista que fica difícil absorver tudo na primeira leitura, mas tudo bem, pois esta edição é muito gostosa de ler.


Action Comics #17

Como confundir e empolgar ao mesmo tempo?
Essa pergunta complexa só pode ser respondida após ler a décima sétima edição do Superman dos Novos 52. Em especial, o roteiro de Grant Morrison faz todo o serviço em grande estilo, com páginas que mesclam a simplicidade com uma bagunça interminável. O ponto positivo é que há explicações pontuais em certos balões, o que ajuda o leitor a entender um pouco mais sobre a história.
A batalha contra o demônio da dimensão 5 continua, fazendo com que ocorra muitos paradoxos a cada novo confronto. A Legião Dos Super Heróis ainda tenta consertar o que for possível na relação tempo/espaço, mas nada parece fácil. Tudo isso se junta em páginas bagunçadas, mesmo com um traço belo, mas nada que impeça o leitor mais atento de sacar tudo. E é essa a questão. Se não houver uma atenção total, com foco nos mínimos detalhes e diálogos, fica fácil se perder e ser obrigado a voltar duas ou três edições para entender a narrativa. Além disso, o tempo todo ficamos com a sensação de que estamos lendo momentos futuros do Super, que mais cedo ou mais tarde reveremos em outras edições.
Por fim, o momento final da HQ onde temos a aparição de um personagem icônico é algo que me prendeu ainda mais na revista, me fazendo garantir a leitura da próxima edição. A verdade é que esta história está ficando mais competente do que Inferno Na Terra.
Nota final: 8,0

Action Comic #17 - 2

Uma história fora de lugar.
Por quê diabos alguém colocaria estas páginas que são focadas pós-edição #17 na própria edição #17?
Pois é, isso é o que ocorreu com um roteiro bacaninha de Sholly Fisch. Até tentei entender a ideia de fazer suspense, de vender o peixe com antecedência, mas prefiro pensar que isso simplesmente não está certo.
De qualquer forma, o foco de misturar e reapresentar muitos momentos da atual saga do Super enquanto ele apenas conversa com o seu pai é algo do mais puro esplendor. O diálogo é emocionante, cada fala apresenta sentimentos que qualquer um de nós teríamos ao rever alguma pessoa importante mais uma vez em nossas vidas. Fica ainda mais lindo ao vermos as fraquezas e sentimentos guardados do Homem Do Amanhã, aquele que é considerado o mais forte e poderoso de todos, mas que por um breve momento se torna menor do que um "reles mortal", o seu pai.
Nota final: 9,0

Superboy #16

Vou escrever com letras maiúsculas só para deixar claro: TRAÇO HORROROSO!
Continuando a saga Inferno Na Terra, vemos o Superboy em conjunto com a Liga Da Justiça tentando um novo plano para se infiltrar na Fortaleza Da Solidão que foi dominada pelo vilão H'el. É claro que todo o plano está nas mão do Batman, toda a porrada nas mãos da Mulher-Maravilha, e todo o trabalho de cobaia nas mãos incompetentes do Superboy.
Esta é uma história focada em ação. Há muitas brigas, falas explosivas como "Pela minha honra... Ninguém vai passar", e momentos de muita tensão. O bacana é saber que ela se mescla com a história seguinte protagonizada pela Supergirl.
Não há muito o que ressaltar aqui, o texto é simples, há momentos bem legais com a presença do Batman e dos outros, o Superboy continua sendo um moleque pronto para estragar tudo, o que está tudo certo, ele nunca serviu para muita coisa mesmo... Mas o traço... Ah, o traço... Tenho certeza que foi feito por um garoto de dezesseis anos no meio de sua aula de desenho em alguma escola especializada. É puro horror. É até mesmo parecida com aquelas revistas de "aprenda a desenhar", e isso me dá a sensação que os "artistas" apenas seguiram passo a passo para criar cada uma das páginas, o que é uma pena, pois o roteiro não é de todo mal...
Nota final: 6,0

Supergirl #16

A saga Inferno Na Terra vai se afunilando cada vez mais. O relacionamento de H'el com Kara continua ficando mais íntimo, mais perigoso. Enquanto isso, o plano criado por Batman vai entrando em ação, mas agora o foco é na tentativa do Flash de resgatar a Supergirl mesmo contra a vontade dela. Assim, ainda vemos que há muita bondade na heroína que está sendo enganada pelo grande vilão, mas como ela deseja mais do que tudo voltar a Krypton, ela decide realizar qualquer feito em prol desta utopia, até mesmo socar o homem mais rápido do mundo.
Esta edição é bem satisfatória. Ela apresenta o Flash sendo muito mais do que um "cara rápido", mas também extremamente consciente de estratégia e das habilidades que o seu poder o traz. Desta forma, a sua breve batalha contra a Supergirl se torna mais interessante do que eu pensei previamente. O traço balança entre feio e não tão feio, mas continua sendo o ponto fraco da revista de kryptoniana. Mesmo assim, é sempre um prazer ler o que está rolando nessa quase sempre última história das páginas de Superman.
Sua conclusão ainda nos prepara para a "big picture", ou seja, o verdadeiro ponto do que está por trás de toda essa bagunça em nosso planeta.
Eu me empolgaria se fosse você.
Nota final: 7,0

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