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Dark #13

Depois de parar por um momento e explicar ao menos um pouquinho da origem dos nossos heróis e vilões nas edições zero, as sagas continuam a seguir e o mundo continua - pouco a pouco - a mudar. Veja o que achamos do 13º mix Dark, publicado pela Panini.















Liga da Justiça DARK #13 Nota 7
Roteiro por Jeff Lemire, arte por Mikel Janin

Afinal, para onde estamos indo?

Seguindo as descobertas de Liga da Justiça Dark #0; o décimo terceiro capítulo nos apresente à aquele que está orquestrando tudo por trás do roubo dos Livros de Magia. Ao mesmo tempo que temos menções praticamente diretas à Caim & Abel na Mansão dos Mistérios e Segredos temos também uma história que deixa um excesso de ação bem aparente para mostrar quem estava por trás e o porque de tudo estar acontecendo assim, tão depressa.

O capítulo não apresenta muito enredo, a história está enrolando cada vez mais e isso causa um desconforto...  Ao mesmo tempo, a Liga dos ex-vertigo (que tinham a insistência e a acidez como principais características) está cada vez mais rasa, mais "mensal". A saga dos Livros de Magia começou como uma honrosa menção à trabalhos antigos, mas a cada capítulo prova que a ideia de uma Liga da "Justiça" Sombria tem que ser, de fato, melhor trabalhada.

Temos os truques de Constantine, e isso é agradável, mas personagens como a Orquídea Negra ficam cada vez menos significantes... Mal sabemos direito quais os poderes dela. Não parece que ela está no grupo a tanto tempo assim... E isso é mais um dos problemas da série: as coisas acontecem - como a jaula de fadas, as casas dos mistérios e dos segredos, a própria Orquídea Negra etc - Mas não parece que Jeff Lemire quer explicar DE VERDADE o que é cada uma dessas coisas.

Para quem conhece ao menos um pouco do brando universo da Vertigo, conhece algumas referências e muitos dos poderes utilizados pela liga sombria, mas quem não conhece se sente perdido e um pouco a parte da história em si. O capítulo não é ruim, tem traços bonitos e uma história até que consistente, mas deixa a desejar. Queremos mais história e menos "Zatanna e Constantine". Isso já deu o que dia que dar nos anos 90, não precisamos disso novamente.






Eu, Vampiro #13 Nota 9
Roteiro por Joshua Hale Fialkov, arte por Andrea Sorrentino

Tudo vai acontecer "acidentalmente", eu prometo!

As vezes a gente pensa em quem é herói de verdade. Daí vem aqueles pensamentos mistos de "caramba, o poder sobe a cabeça!" e a personagem deixa de ser o herói. Aqui é quase a mesma coisa, só que um pouco ao contrário, com o Vilão tendo um poder tão baixo que se torna decente, que se torna herói. E nos faz pensar em o que é herói de verdade, e o que é um "ato heroico" ou de "boa gente".

Temos essa introdução em "Eu, Vampiro #13". Vemos uma ex destruidora revolucionaria ter sua consciência de volta e não saber muito bem o que quer a partir de agora. E isso é interessante, um outro ponto de vista. A mesma coisa acontece com um ex pacificador da paz virando nada mais que um revoltado destruidor.

Então tudo mudou? É, mais ou menos. E quando essas coisas acontecem, a gente fica super desconfortável e fora do comum... Não dessa vez. Joshua Hale Fialkov mostrou que pode fazer um trabalho cheio de caixas de texto com a arte SOBERBA de Andrea Sorrentino.

"Sou a mocinha agora" e "Vou tentar cortar sua cabeça acidentalmente, Loirinha" é o que mostra qual é o perfil da nossa nova "heroína". Talvez também seja o que vai fazer você pensar nas coisas que faz a vida inteira e pensar em o quão banais elas são. Sei lá. 




Eu, Vampiro #14 Nota 8
Roteiro por Joshua Hale Fialkov, arte por Andrea Sorrentino.

Os bastidores de uma Revolução.

Cada vez mais nos preparamos para um novo terreno à ser desbravado. Por durante 12 edições, vimos uma história. Agora, estamos presenciando outra completamente diferente. "Eu, Vampiro #14" é os bastidores de uma mudança. O capítulo não apresenta muitas histórias ou novidades, mas nos faz cerrar os dentes para o próximo capítulo.

"Novos Vampiros, novos poderes." Eu gosto desse tipo de sagacidade de Joshua Hale Fialkov. Ele não tem medo de mostrar que, ei, as coisas mudaram. E tudo muda muito naturalmente, não parece estranho, não fica ruim

O capítulo não teve muito o que falar, além dos motivos de Andrew e as ideias confusas e sem sentido de Mary. Tirando isso; o capítulo é um passo para trás para dar alguns à frente. Contando novamente com uma arte bem bacana, a história deu (mais uma) parada pra nos preparar à algo maior.





Homem Animal #13 Mundo Podre Nota 8.75
Roteiro por Jeff Lemire, arte por Steve Pugh e Timothy Green II

Brutal e real.

O mundo mudou, de novo. Ou pode vir a mudar, e isso é o Mundo Podre. Começamos agora, com uma chave bem dourada, uma nova saga dentro do mix Dark. Se o desequilíbrio acontecer, afinal, o que aconteceria com o mundo? Se algum dos três principais poderes se sobressaísse, o que aconteceria com nossos grandes heróis? Como isso poderia ser solucionado?

Essa é a proposta de Jeff Lemire. Com uma arte brutal de Steve Pugh e Timothy Green II,vemos nosso herói "loiro" ir à um futuro não muito distante porque caiu em uma terrível armadilha. A parte interessante da história é, que ao mesmo tempo que o mundo podre avança, também vemos o decorrer dos fatos no mundo atual.

E que mundos destruídos estes, haha! Talvez a proposta original de um real desequilíbrio na vida não tivesse sido absorvida por nós, leitores, mas olha, conseguiram bem. Entendi muito o que queriam que eu entendesse, e a cada página mais vontade de continuar lendo, sem dúvida. A brutalidade crua de Homem Animal nunca esteve tão aparente quanto agora.






Homem Animal #14 Mundo Podre Nota 8.5
Roteiro por Jeff Lemire, arte por Steve Pugh e Timothy Green II

Rubro.

Um exército morto mostra, detalhadamente, o ponto de vista do vermelho. Mostra a resistência da vida contra toda a podridão de um mundo acabado. Momentos interessantes nos apresentam à ideias inteligentes e convincentes, mas a falta de cuidado nos detalhes tira o mérito do capítulo.

Afinal, ia ser legal saber porque o Exterminador e a Columba (!!) escolheram o vermelho, não? Já que estão mostrando os heróis e vilões que se transformaram graças ao mundo podre, seria interessante ver uma história por trás disso, não só mostrá-los e depois matá-los.

A batalha também é bem rápida e não dá pra absorver muito da emoção dela, mas o ponto de vista do vermelho é interessante. E, finalmente, viemos a saber ao menos um pouco sobre a "nova" Orquídea Negra. Ao mesmo tempo, no mundo atual, vemos as crônicas emocionantes de uma garota assustada.

É uma continuação boa ao capítulo que começou com a saga, sem dúvida. E o final, com a ameaça de Gorila Grodd, sem dúvidas nos deixa extremamente animado para saber o que acontecer. Só esperemos então que, futuramente, os detalhes sejam levados e conta.





Monstro do Pântano #13 Mundo Podre Nota 9
Roteiro por Scott Snyder, Arte por Yanick Paquette

Uma (verde) Esperança.

 O Mundo Podre começou no vermelho, nos introduziu à algo novo e interessante, mas não acertou em cheio pra nos ambientar DE FATO no mundo "vermelho" podre. Claro, talvez esteja cedo demais para falar o que é o Mundo Podre Vermelho e como ele está, mas com certeza, em só um capítulo, conseguimos entender o que é o Mundo Podre Verde. Um mundo desolado, acabado, destruído, com resquícios de uma esperança e de inocência.

De cara encontramos Hera Venenosa (sua linda!) como uma preocupada e responsável representante do Verde. O novo verde, claro. O mundo é outro, e só restou o parlamento de área viva no mundo inteiro. E conseguimos ver os arrependimentos de Alec em suas falas e o ego de Hera em seus movimentos; e isso encanta e maravilha.

Este é o ponto de vista do verde; ele é inocente mas é voraz. É o que restou de um mundo todo, em um único lugar... E muito, muito bem desenhado. Desenhado à ponto de nos arrepiar e envolver no último ponto vivo do mundo que agora é dominado pela podridão. O capítulo nos introduz muito bem ao ponto de vista do Verde, sem dúvida alguma.




Monstro do Pântano #14 Mundo Podre Nota 8.75
Roteiro por Scott Snyder, Arte por Yanick Paquette 

Fronteiras do Podre

Ao mesmo tempo que, nessa edição, encontramos um Alec Holland impulsionado pelo verde em sua força máxima, não vemos mais quase nada de novo. Claro, eles estão em um rumo, um objetivo de ir para Gotham City porque "tem alguém que está trabalhando numa solução" e também de salvar Abby Arcane, que misteriosamente está viva.

No caso, essa tem um enredo interessante. Ao mesmo tempo que a história no Mundo Podre acontece, vemos um pouco da história de Abigail e como ela está caminhando para onde está de verdade, parecido com o que está acontecendo em Homem Animal. Bem, e de novidade, tem isso.

Claro, nós que estamos acompanhando tanto o Vermelho quanto o Verde, sabemos que eles estão em uma jornada cruzada, esse é um conceito interessante. Com uma arte interessante e um final de ficar chocado (Aquaman ;_; ), Mundo Podre tem sua estreia muito bem, obrigado.




Obrigado por lerem até aqui! Não esqueçam de compartilhar a opinião de vocês conosco! Obrigado por tudo, mesmo! Segunda Feira dia 16/12 já estarei colocando a review da 14º edição!
Até mais <o.

Comentários

  1. Eu tenho a impressão que o Jeff Lemire não sabe muito bem trabalhar com equipes, os títulos que ele tem que lidar com uma quantidade menor de personagens são bem melhores.

    A equipe criativa anterior da Liga Dark estava sensacional, a introdução de cada personagem no começo por exemplo, foi perfeita (entre todas as ligas, foi disparada a melhor introdução IMO), enquanto nesta "nova fase" os personagens parecem apenas fazer volume, talvez simplesmente pq eles "tem de estar lá".

    A orquídea só não está mais desnecessária que o Andrew Bennett, que sua presença só reduz ainda mais a importância do personagem.
    A idéia de um arco com os livros de magia e etc, é muito boa, infelizmente, só acho que está um pouco mal executada. =/

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