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Arrow S02E09 [The Three Ghosts] Review


Definitivamente, o melhor episódio da série até o momento; the three ghost é um exemplo e um novo marco para o mundo das adaptações dos quadrinhos e um prato cheio para qualquer fã de Arqueiro Verde e Flash. Veja o que achamos do episódio aqui, no Crise, mas cuidado; a review pode contar alguns spoilers.



São episódios como "The Three Ghosts" que me fazem querer repensar todas as notas altas que já dei para qualquer tipo de adaptação de quadrinhos. Falo isso porque, eu, já entreguei uma nota QUASE "máxima" à Arrow ainda nessa temporada, com [Broken Dolls] (9.8); e o episódio que assistimos essa semana é ainda melhor que o que vimos anteriormente.

O nono episódio da segunda temporada de Arrow nos faz pensar o quão incrível seria um "Multiverso" em seriados. Sim, isso mesmo. Ao mesmo tempo que vemos essa "Corrida armamentista" da Marvel e da DC nos cinemas, cheio de erros e acertos, encontramos um lugar confortável, amigável e aconchegante aonde as coisas podem acontecer de forma natural e demorada, sem nos decepcionar. Isso é o que está começando com Arrow.

Mas o episódio não é só incrível por tratar do universo da DC mas também por ser uma história característica e empolgante do Arqueiro Verde. Vemos um Oliver cada vez mais Oliver, isto é, tendo que dividir sua vida, encontrar suas falhas e procurar motivos para seguir em frente. Este é o Oliver Queen dos quadrinhos. Esse é o Arqueiro Esmeralda que conquistou os anos 80 com sua acidez e sua hipocrisia programada.

Vemos cada vez mais um Oliver Queen humano e um Arqueiro Verde justiceiro. A forma que o episódio segue deixa claro cada vez mais que estamos tendo aquele Oliver que empunha seu arco para fazer não só justiça, mas para sentir piedade e achar espaço para as grandes minorias de uma cidade cheia de desigualdade social.

Isso é só com Oliver! Ainda dentro do universo do Arqueiro; temos Roy Harper, outra estrela no episódio. As situações que encontramos com Roy ao decorrer do episódio nos mostra o quão ele está cada vez mais vital para  série e o quanto nos ainda vamos nos impressionar com ele, principalmente pelo o que aconteceu com ele no episódio. Nos deixa um clima de incerteza, não sabemos o que vai acontecer, só sabemos que vai ser interessante.

A história do episódio também nos entrega um dos pontos fracos de Ollie: o arrependimento. Vemos ele confrontar seus demônios (nos quais ele acredita estarem mortos) e sentimos suas dores e seus medos. Acompanhamos isso com os ímpares flashbacks, que nos envolvem em um passado interessante que cada vez fica mais brutal e real. Estamos caminhando para o clímax da ilha.

Ao mesmo tempo que achei interessante a aparição dos fantasmas do passado de Oliver, Shado não ficou tão impressionante assim no "presente". Não imaginei ela desmotivando o herói, e não entendi o porque dela ter feito isso (por mais que tenha sido uma alucinação...)

Um dos vilões principais da temporada, o Irmão Sangue, tem seu desenvolver interessante durante o episódio. Ficamos o episódio inteiro com ele nas escuras; não sabemos o que ele quer e PORQUE ele quer. No fim do episódio, no caso, temos algo que futuramente explicará is motivos do Irmão Sangue, mas até agora nada muito definido. Isso não é ruim, porque nos impressiona a cada aparição dele, mas ao mesmo tempo, pode ficar repetitivo se continuar por muitos outros episódios.

Ainda falando sobre o Arqueiro; temos também os efeitos da Miracle, a "droga" da temporada. Os efeitos da droga são controversos; quando Slade à toma, ele volta "super forte" no mesmo instante, quando o mesmo acontece com Roy, ele não parece estar nem um pouco diferente. Claro que, provavelmente, eles irão explicar os efeitos da droga em Roy futuramente, mas seria interessante ver algo disso agora.


O oficial Lance e Laurel também tem uma parte interessante no episódio. Conseguimos ver que o oficial simplesmente se arrepende até os ossos de não ter confiado no Arqueiro desde o começo. E vemos isso porque ele o respeita e o preza como um verdadeiro herói. A relação entre o Vigilante e o Oficial é impressionante; não me imaginei tão indignado por ver ele sofrer ao decorrer do episódio.

Outra parte INCRIVELMENTE IMPRESSIONANTE do episódio é sem dúvida a introdução do Exterminador. Só tínhamos visto o Slade Wilson até agora, o assassino na ilha. Agora vemos o Exterminador de verdade, da forma que ele é. Vingativo, impressionante, forte e potente. Esse é o verdadeiro mercenário por trás da máscara e a vingança é o que faz ele se mover. E todo mundo entendeu  essa mensagem, com TODA a certeza do mundo. O Exterminador tem sua introdução de forma soberba e impressionante e nos faz lembrar de toda a saga dele junto com o Arqueiro nos próprios quadrinhos. Encontramos um dos maiores antagonistas ao Arqueiro e eu estava contando os dias para o grande Exterminador aparecer.

O episódio, depois de tudo isso, ainda impressiona. E muito. O capítulo também conta com algumas "Transformações". Solomon Grundy, além de todas as referências à ele durante o episódio, tem sua transformação feita também. Claro, ele já era incrivelmente forte graças à Miracle, mas agora ele vai ser diferente, ele vai ser novo. Isso é empolgante e faz os olhos brilharem... Eles se preocuparam com cada detalhe, por menor que fosse.

Outra importante transformação fora a do Oliver. Agora ele tem sua máscara, tem suas características marcadas. Ele colocar a máscara mostra que estamos começando uma nova era para Arrow e para o Arqueiro Verde. Ele é ele de verdade agora. Agora sim começa Arqueiro Verde na TV. Agora sim temos o Arqueiro Esmeralda que tanto amamos na TV.

E a última - e principal - transformação é a de Barry Allen. Personagem introduzido de maneira simpática e interessante no último episódio, tem guardado o melhor momento do episódio. É tudo simples e engraçado ao mesmo tempo que é sério e rápido. Assim como sua série, assim como o nome que guarda. Esse é Barry Allen virando o Flash, um dos heróis mais famosos e mais envolventes dos quadrinhos, tem seu princípio, sua síntese no episódio que marca definitivamente a DC Comics no mundo dos seriados. A transformação de Barry é um deleite para qualquer fã ou conhecido do velocista escarlate; é contado da forma que tem que ser contado, com o trovão, os elementos químicos e a inocência de um dos personagens mais bem criados e trabalhados da DC. É uma honra ter a criação de um personagem tão importante dentro de uma série que veio definitivamente pra inovar o mundo das adaptações de quadrinhos à outras mídias.

Ver tanta coisa acontecer da forma que tem que ser em um mesmo episódio é um orgulho para qualquer fã da DC. "the Three Ghosts" nos entrega um ponto de ignição à algo novo e imponente dentro das adaptações. Nos entrega a origem simples e bem contada de um universo abrangente que só tem que crescer. Assistir o episódio é sonhar com um multiverso em séries de TV, e ver que isso pode ser MUITO MELHOR do que em filmes. Quem acompanha a série até aqui já adora o Oliver, a Felicity, a Thea, o Roy e o Diggle. Não precisa de filmes ou de super produções pra amá-los. Talvez "The Three Ghosts" seja a prova que nós, fãs de quadrinhos, estávamos impressionados com a megalomania que era uma super produção sem conteúdo de hollywood. Mostra que o que importa é a preocupação com os detalhes, é a água caindo do telhado em cima do Barry, é mostrar o frasco químico, é ser tudo em um único flash.

"Arrow", até agora, no meio de sua segunda temporada, fez qualquer fã da DC pensar que não é tão ruim assim ter filmes "meia boca". A preocupação em ser exímio em todo resto nos faz ter orgulho de gostar tanto assim de um punhado de heróis e vilões que nos são apresentados e vão embora a cada nova edição daquele mensal que você tanto gosta, daquele jogo que você gostou tanto, daquela série animada que você se empolgou... Será que, realmente, precisamos de filmes? Será que uma preocupação com cada detalhe, que um trabalho bem feito com cada ponto, cada foco de câmera não é o que nós realmente queremos? Ou ver uma superprodução indicada aos melhores efeitos especiais é o que te faz feliz?

Se este último ponto é o que te impressiona, amigo, você não gosta de super heróis. Você gosta de filmes sem conteúdo, e eu não te culpo por isso. Agora Arrow nos mostra outro ponto de vista, um mais sério e um mais empolgante. Gosto muito de ter o Arqueiro como meu herói favorito, e muitos que tem o Flash como seu herói favorito com certeza vão continuar a série.



Nota 10. Finalmente. O primeiro 10 da série, pelo menos pra mim, e um exemplo de como tudo tem que ser daqui em diante.
O episódio acerta: em praticamente tudo.
O episódio erra: em QUASE nada.

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