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Arqueiro Verde #02

Com tudo reformulado, novas ideias e novos conceitos, "Arqueiro Verde" volta no Brasil com sua revista própria e continua fazendo bonito sem decepcionar (tanto assim) os fãs do Milionário vigilante. Acompanhado com Exterminador e Aves de Rapina; veja o que achamos do 2º Mix do Arqueiro no Brasil.

















Arqueiro Verde. Nota 9
Roteiro por Jeff Lemire, arte por Andrea Sorrentino.

Claustrofóbico

Com toda a equipe refeita, as ideias e propostas de Arqueiro Verde também são novas. Voltamos a ter o nosso Arqueiro com suas lembranças, erros e problemas.

Acompanhado com uma arte de ficar sem ar, o roteiro de Jeff Lemire é consistente. A proposta dessa nova etapa de Arqueiro Verde é de nos fazer ficar no mesmo pânico que ele, e isso é muito bem feito.

Vemos também um Oliver Queen mais característico. Seu sofrimento, suas descobertas e suas motivações ficam cada vez mais aparentes. Ele está, agora, sozinho. A tensão que seu novo antagonista misterioso oferece causa um ambiente hostil e claustrofóbico. Esse tipo de situação é clássica dentro das histórias do Vigilante Esmeralda, e à tempos não tínhamos essa sensação de
pânico com uma história do Arqueiro.

Além do desenho excepcional de Andrea Sorrentino, também devemos dar espaço para as cores de Marcelo Maiolo. Os ambientes urbanos e tensos de uma cidade "em choque" e imprevisível conseguem ser muito bem detalhados pelas cores ao decorrer das páginas.

O mistério por trás de tudo é envolvente; mas querendo ou não o capítulo não apresenta muita novidade. Com exceção disso, a nova equipe criativa de Arqueiro Verde não deixa nada a desejar.



Aves de Rapina. Nota 5.5
Roteiro por Duane Swuerczynski, arte por Romano Molenaar

O que, afinal, foi isso tudo?

Confuso, sem rumo, sem sentido e rápido demais. Isso é "Aves de Rapina." Grupo antigo e clássico dentro da DC, é triste vermos  que a falta de rumo de uma reunião de personagens tão imponentes consegue deixar um roteiro tão fraco e sem sal.

A arte é linda, e isso é o que mais me deixa alegre sobre a série. Não vemos motivação ou história, só um bocado de pancadaria "senseless" e que não para, só por causa de uma espada. Afinal, qual o
propósito do grupo estar junto?


Sem nada por trás ou algo para ir à frente, é tudo bem mediano - com exceção dos desenhos. O roteiro é bobinho, as personagens são mal desenvolvidas... Por ser um grupo com gente tão importante, capaz de que mais pra frente as coisas entrem no eixo, mas por hora, é só um tapa-buracos bobo e mediano.

 


Exterminador. Nota 7.5
Roteiro por Justin Jordan, arte por Edgar Salazar

Como matar que não pode morrer?

Intenso e brutal, "Exterminador" é a história do maior assassino do mundo, contratado para matar aqueles que ninguém conseguiria, até mesmo os que não podem morrer. E essa é a dúvida em questão: O que você faria se tivesse de matar quem não po

O capítulo vem com uma promessa legal e interessante; de ver o Slade em uma "sinuca de bico" onde a única escapatória é, ao menos, pensar. Com uma arte simpática - mas sem nada excepcional - o roteiro pega uma ideia legal, mas não trata muito bem dela.

A história é interessante, mas segue de maneira um tanto quanto confusa. O roteiro não é dos mais diretos, e é confuso entender o que está acontecendo e porquê está acontecendo. Quando entendemos tudo, a coisa fica interessante, mas demora um pouco para entrar nos eixos.

Ver o Slade como um anti-herói é interessante também, e talvez isso tenha sido o que mais chamou atenção no capítulo. É uma história interessante - mas mal dirigida - com um tema curioso e uma mensagem bacana no final. É gostoso de ler, só não é nada excepcional, mas sem dúvida muito melhor do que tínhamos antes.

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