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Crise Conversa: Qual foi a morte nos quadrinhos que mais te deixou chocado?

E mais uma sexta-feira relaxante chega e estamos mortos de cansaço dessa interminável semana, seja por estudos, trabalho ou o simples ato de vagabundear. Só que na edição de hoje do Crise Conversa, temos mais uma pergunta profunda: Qual foi a morte nos quadrinhos que mais te deixou chocado?

Levando para o lado da importância ou até mesmo do choque causado ao leitor, seja uma simples morte, um ponto de definição na vida do herói ou uma revolução no mercado dos quadrinhos. Confira o que o pessoal do Crise tem a dizer:




Sidarta: Falar de morte nos quadrinhos é sempre um assunto polêmico e bizarro, pois quando é que
realmente um personagem morre?
Quase todos que morreram tiveram seu retorno as páginas alguns meses depois, e sempre acompanhados de uma explicação cretina para o seu retorno.
Seguindo essa linha eu me lembro de uma morte que ocorreu no primeiro gibi que eu li na minha infância: a fase do Kyle Rayner como Lanterna Verde.
Eu acompanhando as histórias do Lanterna e curtindo demais. Quando de repente, em uma certa edição, Kyle volta para sua casa ele encontra sua namorada, Alexandra, dentro da geladeira em pedaços depois de ser assassinada pelo Major Força.
Isso simplesmente explodiu minha mente e até hoje fico pensando na brutalidade dessa cena.


Cuba: Definitivamente, Barry Allen. Eu realmente não sei o que falar, acho que colocar os fatos na mesa já
resolve. Como um teste, o heroi velocista foi reformulado para que os quadrinhos voltassem a vender, sendo o primeiro de uma grande leva de redesigns, Barry Allen nasceu como o novo Flash, marcando assim, o início da Era de Prata dos quadrinhos. Nisso, apareceram os personagens que mais marcaram a infância e adolescencia de muita gente e, apesar de não viver na época, foi por ele que eu comecei a me aproximar mais dos quadrinhos.

Nisso, eu descobri que ele morreu, como? Chegou um ponto de reformulação de histórias que a DC não conseguia mais identificar o que era o que, quem era quem, haviam incontáveis universos e o Multiverso estava se degradando, essa era, basicamente, a premissa de Crise nas Infinitas Terras, os mundos em perigo, com um inimigo em comum, o Anti-Monitor. E adivinha quem se sacrifica para salvar todoS oS universoS? Ninguém menos que Barry Allen. E é por isso, meus senhores, que essa é uma morte tão importante e chocante para a minha querida pessoa.


Alex: é complicado dizer. Quando questionam a gente de algo deste peso as vezes é difícil de responder...
Mas digo certo que a morte mais impressionante que já vi foi a de Thomas Constantine, em "Um Homem de Família". Não, não foi a morte de Thomas que me chocou, mas sim toda a repercussão no fato: a família de John Constantine ou até mesmo a sua tristeza... Hellblazer sempre foi uma série bem direta e seca, e talvez em "Homem de Família" é que encontramos o verdadeiro momento do trabalho de Delano. Uma morte com o peso que deve ter e o efeito que deve causar.

Seja pela família de John ou por ele mesmo, a morte de Thomas é um marco em toda série de Hellblazer. Mesmo que bem no comecinho, é de parar e pensar por horas a fio.


Ricardo 'Kyo' Syozi: Simples: Jason Todd.
Aquela página... Ah! Aquela página com o Coringa o espancando com um pé de cabra. Aquela página... Por muitos anos isso ficou preso em minha mente como algo que jamais havia visto em um "gibi". Eu tinha dez anos quando li a HQ original do meu irmão e isso mexeu comigo pra sempre. Foi neste momento que passei a entender que quadrinhos não era "coisa de criança", mas que também trazia elementos crueis até mesmo para o aficionado mais abrangente. As dores e o estado patético do segundo Robin mexe comigo até hoje.
Ah! Aquela página...


Ricardo Monte: Difícil escolher uma em específico, mas certamente as mortes que mais me impactaram
foram aquelas acometidas em momentos de martírio, e a primeira que me vem a mente, é a morte de Kyle Rayner (ainda que tenha durado pouco), no arco a Noite mais densa (por sinal o melhor arco feito so far), onde Kyle luta com bravura até, literalmente, o último suspiro, belíssima cena, mas a lista é longa, e é claro, Leônidas e seus 300 espartanos estão lá no topo ( mas daí já é outro papo rs).


E você, leitor? Qual sua morte mais impactante?

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