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Superman #15

Superman #15 - mix Panini 
Nota Final: 7,5


Aos poucos a edição mensal do Super vai se estabilizando em uma revista regular com muitos bons momentos e poucas páginas desperdiçadas. Isso me trouxe de volta um ânimo muito bacaninha para seguir em frente nas aventuras, ainda mais agora que Inferno Na Terra começa a se consolidar como uma saga interessante.
Vamos destrinchar um pouco Superman #15:


Action Comics 15:
Qualquer narrativa que traz consigo o simpático Mr. Mxyzptlk tem em sua raiz momentos puros de nonsense e metáforas curiosas por todas as suas páginas. Esta primeira história não é diferente, mas oferece um algo a mais, um momento de humanidade pouco visto no personagem desde sua primeira aparição em 1944. Um certo tipo de origem é contado pela Princesa 5D, onde períodos diferentes são mesclados nos quadros, fazendo com que exija mais de uma leitura para compreender tudo. Grant Morrison volta a ter qualidade em seu texto, principalmente em seus diálogos emocionantes. Somos afogados à um oceano de sentimentalismo, revolta, piadas e agressividade enquanto que tentamos entender a surpreendente última página que nos agarra para lermos a próxima edição. Um verdadeiro show.
Nota: 8,0


Action Comics 15 - 2:
E mais uma vez Sholly Fisch marca presença com uma história curta que diz muito. Aqui é contado com um pouco mais de detalhes o relacionamento de Mxyzptlk com a Princesa 5D, enquanto que nós, os leitores, tentamos descobrir a cada virar de página qual é o maior truque do gênio personagem. O traço infantil condiz com a paixão que o roteiro foi escrito e por isso insisto em lembrar de que Sholly merece uma chance com uma história maior.
Nota: 9,0


Superman 14:
Esta história dá continuidade a Inferno Na Terra de onde ela parou: Kara encontrando com Clark e Lois em uma conversa um pouco mais íntima. A primeira coisa a se mencionar é o traço competente de Kenneth Rocafort. Suas sombras e seus detalhes faciais dão uma lição para muitos por aí (estou falando com você, Mahmud). Aqui começa o confronto entre o Superman e o vilão H’el onde ambos parecem disputar mais do que “o bem e o mal”, mas me parece uma disputa pela alma da inocente Supergirl que ainda dá claros sinais de confusão sobre o que está realmente acontecendo.  A história apresentada é curta, se resume à uma discussão entre o protagonista e seu antagonista, mas consegue prender o leitor com seus momentos de cinema como nas duas páginas onde o Super se degladia com H’el após ele enganar Kara. No fim, não é uma história sensacional, mas serve como uma vinheta do que está por vir.
Nota: 7,0


Superboy 15:
Sabe o que é irregularidade? Não? Então é só ler esta história que você terá um exemplo para toda a vida como fã de quadrinhos. “Aço Estilhaçado” é o nome desta história final que continua a saga Inferno Na Terra. Desta vez o foco é o relacionamento do clone Superboy com o maior herói de todos os tempos. O traço muda de mãos três vezes e as cores também. Há páginas onde acreditamos que os desenhos merecem aplausos, mas isso tudo é estragado nas páginas seguintes onde temos a sensação de estar vendo um trabalho de um amador. O roteiro faz o feijão com arroz e não oferece nenhuma descoberta importante o suficiente para merecer alguma menção. Até achei bacana conhecer mais sobre a diferença de mentalidade entre Kal-El e seu clone, mas mesmo assim não é motivo para me fazer sorrir. O final, onde H’el aparece onde não foi chamado é brega e bobo, isso sem contar na última página que parece ter saído de um episódio ruim de Power Rangers mal desenhado.
Um desperdício de páginas que seria melhor utilizado se tivesse sido escrito como uma sinopse com texto de Sholly Fisch.
Nota: 5,0

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