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Lanterna Verde #0

Lanterna Verde #0 - mix Panini
Nota total: 8.5


Green Lantern Annual #01

Esta edição apresenta o começo de uma série de medidas dos guardiões de OA para findar o caos no universo. Nesta acepção caos é tudo aquilo que não foi traçado como ordeiro pelos guardiões, ou seja, os Smurfs (como diria o colega Guy) tornaram-se obcecados pelo controle dos eventos que cercam a vida sapiente no universo, e pasmem, o fator principal a ser controlado é o próprio livre-arbítrio, pressuposto lógico da força de vontade!

As medidas são extremamente drásticas, sendo elas:
- A criação de uma nova tropa denominada 3º exército, inaugurando uma nova era para os Lanternas.

- A transferência do prisioneiro mais importante, secreto e poderoso de OA. Aqui uma falha de roteiro, pois retiraram-no da prisão original, com membros da raça dos guardiões que viviam com o único propósito de guarda-lo, para...a seguir lança-lo na terra? Sério? Não posso ter sido o único a reparar nisso. E, literalmente abandonam o Ser X no meio do parque, tipo Sério?!

- Por fim, o extermínio dos lanternas verdes, começando por 2 dos oficiais mais famosos da tropa.

Uma boa edição, exceto pelo erro apontado acima, ela adicionou muitos dados intrigantes que agregam ao universo dos Lanternas, em especial a história desta raça misteriosa que são os guardiões, e por isto imperdível.



Nota 7. Sim, aquele erro custou caro, e foi conveniente/forçado demais o William Hand ser teletransportado para a câmara secreta com o guardião morto, como se seres controladores bilhonares, como são os guardiões, fossem esquecer detalhes e deixar pontas soltas no seu grande esquema de controlar o livre arbítrio da própria vida.

Green Lantern #00

Nesta edição temos a estréia do novo membro da tropa, Simon Baz, americano (curiosa preferência dos anéis verdes por esta região geográfica), e descendente libanês, de uma família muçulmana (como infere-se da resposta ao agente Federal sobre sua tatuagem, e das lembranças sobre os bullies na juventude)



O mais interessante desta história reside no conflito deste personagem, produto da relação xenofóbica norte-americana pós-11/9 com a minoria étnica árabe-muçulmana, sob este prisma, Simon promete tecer um interessante diálogo político em suas histórias, oferecendo um ponto de vista único à tropa.

Ademais, o ponto de vista de um homem oprimido pelo status quo social casa bem com o momento fascista que opera na tropa dos lanternas verdes.

O aspecto político e a crítica social sútil editorial da DC presente na sua história de estréia (como a sugestão de Simon estar em Guantanamo) adicionam um tempero extra a potencialidade deste herói e deste arco, afinal faz tempo que os ícones da DC não se envolvem com o cenário político presente. Ou seja, quais serão as decisões do lanterna Simon em relação ao governo dos EUA, ao terrorismo, suas atitudes continuaram sendo mal interpretadas pelos agentes locais? Resta aguardar.

Nota 9. Sem mais.

Green Lantern Corps #00

A edição Zero da corps revela mais do passado de Guy Gardner.

Nesta edição, a dinâmica familiar de Guy, bem como o seu início na tropa são explorados.

Na revista de Gardner, Guy tem seu passado revisitado, onde os conflitos familiares, seu dever e amor para com a família são colocados no âmago da sua motivação como guerreiro e membro da tropa.


No geral, uma bela história que dá maior profundidade a este lanterna, tão decisivo em qualquer arco, porém pouco explorado, diga-se de passagem, como John Stewart (e não venham falar do desenho animado da liga pra justificar a densidade dele!).

Apesar das pontas soltas como os incidentes ocorridos que separaram pai e filho que não foram bem esclarecidos, a introdução deste capítulo na vida de Guy agrega sinais de humanidade e fragilidade por trás de seu jeito rebelde e espirituoso, bem como um potencial Nêmesis, XAR (poderoso alienígena), fruto da missão em que se batizou como lanterna verde pelo próprio Kilowog, por estas considerações a nota é 9.


New Guardians #00

Este capítulo final do Mix Paninão, revela a intenção de casamento de Hal, que sugere um amadurecimento do personagem.

E, aí, temos 1 ponto curioso, afinal, o Hal maduro, líder e fortaleza moral da tropa, já estava pronto e acabado desde o arco da noite mais densa, ouso dizer, que desde que se libertou de Paralax, logo não compreendo a necessidade de se revisitar o tema ainda que simbolicamente por meio da aliança “encontrada”, que revela intenção mas prenuncia uma tragédia grega, vez que não acompanhada do indivíduo que colocaria um desfecho feliz à situação.



Ou seja, a aliança é usada como instrumento trágico desnecessário para exemplificar um amadurecimento emocional de Hal, que cá entre nós, já existe a despeito das tentativas pífias dos Novos 52, tentarem ressuscitar sua imaturidade pré-paralax.

Tanto isto é verdade, que Kyle Rayner, lanterna ícone na resistência de OA na Noite mais densa, vai a Hal, que supostamente ainda não ascendeu como herói-feito, para lhe pedir conselhos, ou seja, o anel não passou de uma tentativa piegas de dramatização da história que poderia ter sido feita de maneira bem melhor do que desperdiçando umas 3-4 pags. de uma edição, bastaria um flashback com uma sensação de premonição ruim para tal fim.

Porém, este mesmo anel pode simbolizar uma catarse não para Hal, mas para Safira Estelar, se assim o for, será uma brilhante jogada. Resta aguardar.

Posto isto, a história avança para sua verdadeira finalidade, revelar Kyle Rayner como o herói desta turbulenta fase cósmica, e não apenas como o herói da resistência, como um soldado no seriado Band of Brothers, mas o próprio Neo de Matrix.

Pelas expectativas geradas (afinal ver Kyle de lanterna laranja será insano) a nota desta HQ é 8. Com os desenho do Aaron (desenhista da Supergirl) a nota vai para 8,5!

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