Avançar para o conteúdo principal

Arrow S02E03 [Broken Dolls] Review


É. Talvez se você, jovem, estiver com o nariz torto com Arrow se impressione. Caso não tenha ficado impressionado com a primeira temporada (tem como?) e ainda não encontrou um motivo para assistir/amar a série, Broken Dolls pode ser uma boa opção. Talvez até mesmo para você entrar no mundo da DC de vez. Mas cuidado! A review do episódio pode ter alguns spoilers!





 O "Cavaleiro das Trevas" dos seriados. O "Watchmen" de adaptações à seriados. O "tapa na cara" que  Agent of SHIELD tava merecendo (risos). Isso é Broken Dolls. Deixa eu explicar o que acontece no episódio:
  • Referências à um multiverso da DC
  • Menções ao Metamorpho
  • Uma garota meio rebelde chamada "Sin" (!!!)
  • Barthon Mathis
  • Jean Loring, o Eclipso (ou, se preferir, um Lanterna Negro) (!!!)
  • Ra's Al Ghul.
 Acho que isso é, a princípio, só um bom motivo de você AMAR esse episódio. Mas tem mais. Muito, muito mais.

Começamos tudo isso com uma Canário Negro mais real e mais "bad ass". Principalmente pelo fato dela estar completa, e com completa digo com grito supersônico e tudo mais (no seriado, é um aparato potente) , sua fantasia, sua máscara, seus cabelos brancos e suas pernas potentes. Defendendo as mulheres e batendo em caras malvados.

 Além disso, temos os Flashbacks, cada vez mais interessantes. Agora eles mostram vínculos mais próximos entre Oliver e Slade, além de consequências para cada uma das ações errôneas tomadas. Não contente, ainda apresenta uma história e acontecimentos tensos e reais.

Voltando ao presente... E que presente! Não bastasse as CONSTANTES referências ao universo DC, com constantes números 52 por aqui e ali, a história vai tomando forma. Um caso do passado de Quentin Lance volta a tona. E quem é ele? Nada mais nada menos que Barthon Mathis. O DOLLMAKER! Pouco a pouco, Quentin se mostra cada vez mais tenso e real. A história vai de pouco a pouco conquistando qualquer sensação do seu corpo.

Um vilão de peso merece um sentido à altura. Fugitivo da prisão graças ao terremoto, Barthon é um maníaco de primeira. Não só o ator interpretando-o muito bem, é um antagonista de primeira. Ao decorrer do episódio, suas loucuras são dignas e deixam qualquer um maluco. Ele é inteligente e malévolo, ao mesmo tempo.

Esse episódio é, definitivamente, o que qualquer adaptação do Arqueiro deveria ser. Um trama policial apertada e tensa, com momentos rápidos e confianças necessárias. Desde o início da série tenho imaginado um episódio à altura disso que tivemos. Isso é Arqueiro Verde. Esse é o justiceiro sem tempo para perguntar e muito menos para agir, que arranja uma brecha pra poder seguir seu caminho.

Ao mesmo tempo que isso tudo acontece, Roy também brilha MUITO no episódio. Ele é praticamente o ajudante que o Arqueiro precisa. Seguir a Canário não parece ser tão fácil, e de pouco a pouco, vasculha cada vez mais sobre ela. Até que uma tal de Sin (É, DC, Eu vi o que você fez aí, sua danada) aparece para salvar o dia - ou quase isso. Do outro lado da moeda temos Thea e Moira. Moira que está numa difícil situação de, literalmente, vida ou morte.

Entre isso e aquilo, temos também uma menção rápida ao nome Jean Loring e ao nome Metamorpho. Lanternas Negros, DC? Ou só mais um truque para mexer na nossa cabeça? Haha!

Aqui vimos ao que Laurel estava sendo preparada desde o início. Vemos a personagem de vez "descer do salto alto". Suas lágrimas caem e cada vez mais, Laurel fica uma personagem mais coerente e importante na série.

Canário, que foi mencionada à pouco, mal aparece e já brilha muito no episódio. Principalmente quando somos introduzidos ao nome menos esperado possível: Ra's Al Ghul. O que ele tem em tudo isso? Qual a história dela com ele? Será que é daí que suas habilidades excepcionais saíram? Arrow fica, cada vez mais, uma série intrigante e emocionante. Um acerto decisivo dentro de tudo o que a DC vem fazendo em anos. Da mesma forma que ela recriou os jogos de super heróis com Batman: Arkham Asylun, está recriando as adaptações de quadrinhos à TV com Arrow. Arrow está indo muito mais além do que Smallvile já tentou chegar e não conseguiu.

E, não contente, temos um final INCRÍVEL com os Flashbacks. Um final tenso e digno de surpresas. E com mais uma indireta da DC: E esse navio com "Amazo" atrás, ein? Eu percebi isso!

Nota 9.8. Broken Dolls é o tapa na cara de qualquer cético em relação à série e mostra que Arrow ainda tem muito a impressionar.

Aonde o episódio acertou: Referências ao universo da DC, adaptação da história, melhora nos personagens, efeitos do episódio, um vilão decente, uma história envolvente, um final interessante.
Aonde o episódio errou: Matar o vilão :(

Comentários

  1. Cara, a serie não respeita os personagens DC, voce acha bacana deixar tudo realista a ponto de trocar o grito sonico da Canario, por uma merda de aparelho tecnológico? cara isso é renegar as origens, O Conde Vertigo é apenas um louco chapado, e não tem aqueles poderes legais de controlar a mente das pessoas, o Vagalume não tem o jatpak super foda das HQs, mas é um bombeiro revoltado, simplesmente eles estão descontruindo todo um universo fantástico que a DC possui, e voce e todos os fans da serie acha bacana? e pode apostar, com esse tom realista eles nunca vão introduzir o Metamorpho com os poderes das HQs, com certeza vai ter uma explicão realista. Agents of SHIELD pode ser regular, mas uma coisa voce não pode negar, A SERIE NÃO TEM VERGONHA DE SER BASEADA EM UM UNIVERSO DE QUADRINHOS.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pô cara, não é vergonha. O seriado começou como um teste, pra ver se o público gostaria de seguir um herói na tela da TV, assim como foi com o Flash dos anos 80.
      Como Arrow acabou recebendo ótimas críticas, Shield foi lançado no embalo e, ainda aproveitando essas 'boas águas', o seriado do Hourman já está idealizado e Barry Allen até vai aparecer em Arrow que, logo em seguida, ganhará uma série solo, fazendo o Flash retornar para as TVs.
      Isso é prova de que o Universo DC está crescendo muito bem na CW, tanto é que mudaram o intuito da série 'sem poderes', colocando citações a pílul Miraclo, as Indústrias Metamorpho e ao Dr. Ivo.

      Eliminar
    2. Essa é a primeira Canário cara! Nos quadrinhos a primeira canário era a mãe da Laurel e também não tinha o grito! Você como Leitor deveria saber! Quando a Canário for a Laurel ela poderá ter!

      Eliminar
    3. Arrow é uma releitura, não uma adaptação. A "falta de vergonha na cara" de mudar e deixar os personagens mais "característicos para uma série de TV e para um possível multiverso" é o que se deve dar crédito em Arrow.

      Não, amigo, você nunca ia ver o Conde Vertigo, o Vagalume ou o Doll Face num filme. Desencana, eles não são vilões grandes; então a série os utiliza para "homenagear" os quadrinhos e criar uma trama envolvente sem se preocupar em "adaptar", mas sim para "recriar".

      As coisas que são "adaptações" são bem claras em Arrow. E são essas as coisas que são bem próxima dos quadrinhos; como por exemplo a Canário (porque, não, ela não teve sempre o super-grito), a Huntress, o Oliver Queen, o Flash e até mesmo o Exterminador. Eles sim são personagens grandes que merecem ser adaptados, e não recriados.

      Arrow é uma "homenagem à arqueiro verde" com alguns pontos muito fiéis e outros muito NÃO FIÉIS aos quadrinhos, assim como um filme de Super Herói é. Quer um exemplo? Assista novamente a trilogia de Nolan do Cavaleiro das Trevas e você vai ver como alguns pontos são adaptações e MUITOS OUTROS são um livre-arbítrio.

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

ESPECIAL: Constantine - Ordem de leitura!

Com tanta série vindo por aí, querer conhecer um pouco mais do que está chegando pode parecer uma boa ideia. Saiba o que ler para ter um conhecimento sobre o  mago inglês mais famoso da DC Comics e estar preparado para o que pode vir a ter na série.

Primeira Edição: a Kryptonita Rosa

Hoje vamos falar da maior fraqueza do Superman: a kriptonita. Aquela rocha saída do núcleo de Krypton, depois que tudo explodiu. A pedra uma certa radiação que faz um mal danado ao escoteiro azul. Com algumas variações, azul, vermelha, branca e dourada, a kryptonita tem uma irmã que nem todo mundo conhece.

Invasão - Por onde começar a ler X-Men

O grupo mutante X-Men é um dos maiores títulos da Marvel e sempre compete pela liderança de maior número de edições vendidas da editora e isso é um reflexo da qualidade de seus personagens e histórias.