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Arrow S02E02 [Identity] Review

Um passo para trás para voltar à correr. Isso é Identity, o segundo episódio da segunda temporada de Arrow. Talvez não fosse o início que todos esperavam, mas sem dúvida é algo interessante. Mas cuidado! Na review, tem alguns spoilers que podem estragar o enredo para quem não viu o episódio ainda.





O desfecho da primeira temporada de Arrow foi tão grande que ainda deixa sequelas, e é isso que Identity prova. Não só por mostrar a parte destruída da cidade mas também por deixar bem claro situações delicadas como desigualdade social e problemas governamentais. É isso que Starling City está sendo: um circo de horrores e perdas unidos à raiva cega.

Logo no começo do episódio somos bombardeados com situações interessantes. Começando por um Roy Harper "groupie" de herói e uma cidade que sofre. Além disso, temos um Oliver Queen "a toa", com seus típicos problemas mas sem mais um rumo como tinha antes com sua maldita lista. Roy harper, do início ao fim do episódio, brilha bastante aonde aparece. Com sua personalidade cada vez mais definida e sua importância dentro da série crescendo; solta comentários curiosos sobre o futuro: "Eu já vi que existem outros! Eu já vi Ela!"

E não tem como falar de Roy sem falar de Thea. A personagem também cresce em importância dentro da série. como já disse na review do episódio anterior; sua personalidade madura e consciente faz aquela imagem "ruim" da família Queen desaparecer aos poucos.

Mas o episódio não é feito só de momentos empolgantes usando os personagens antigos. Laurel não está se saindo nada bem até agora. De um lado da moeda - contra o Vigilante - se mostra toda durona e finge ter esquecido praticamente todas as vezes que ele salvou a vida dela. Do outro lado, temos uma frágil advogada amiga "de gente rica"; que sempre passa por aí cantando de Socialite. E, de novo, voltamos à durona (de vez em quando em lágrimas) que confronta o vigilante a todo o momento. Essa ambiguidade em Laurel está deixando a personagem confusa. Afinal, ela esqueceu de tudo o que o Vigilante fez pra ela? De que ela tinha deixado o Tommy antes dele "morrer" ? Que ela está agindo exatamente igual ao pai no começo das temporadas anteriores? Talvez isso tudo seja proposital e mais pra frente a personagem venha a impressionar, mas no momento, fica tudo numa situação estranha.

O tão trabalhado "grupo" de Oliver começa a mostrar seu desgaste também, e isso é muito legal. Vimos que Oliver está cada vez mais humano, assim como seu "time". Diggle e Felicity estão cada vez mais envolvidos no trabalho do Arqueiro. Com toda a brutalidade e compaixão de Diggle e a genialidade e controvérsia de Felicity, eles entram cada vez mais em uma amizade simpática e convincente, sendo trabalhada de pouco a pouco, seja com algumas brigas ou com alguns abraços.

Os flashbacks ganharam mais espaço do episódio também. Com um timbre mais humano - com características chave como arrependimento, compreensão e amor - Oliver tem seu desenvolver mais interessante e sua personalidade vai chegando cada vez mais perto da atual. Outro ponto importante é Slade, que se mostra cada vez mais sincero com Oliver.

Nos dias atuais, uma gangue chinesa começou a roubar medicamentos de hospitais do Glades. Aqui temos um problema e uma felicidade. A história envolta deles não é das melhores; não se é explicado o motivo deles estarem fazendo isso muito menos para quem estarem fazendo isso, mas ao mesmo tempo, temos uma ótima notícia: O Tigre de Bronze! Não entendi direito porque ele é apresentado como vilão MUITO menos se é Richard Dragon mesmo, mas as garras de bronze podem ser uma bela indireta.

Ao mesmo tempo que tudo acontece, somos apresentados à outra personalidade interess
ante: um vereador "anti-queen". Parece que isso vira moda, não? haha! Senti falta de pelo menos algum comentário sobre a Isabel Rochev. Pelo menos espero que ela volte a aparecer na série e tenha a importância que merece. O episódio em si é mais lento que o que estamos acostumados, é um rápido freio para algo maior que virá. O final do episódio empolga bastante, e faz uma impressão de que o terceiro episódio pode estrear como um dos melhores da temporada.

Nota 8.5
O Episódio acerta: Flashbacks e Oliver Queen mais humanos, o grupo cada vez mais característico, Roy Harper, Thea Queen, o fim tenso do episódio.
O episódio podia ser melhor: A Laurel em si. Faltou informações sobre a Canário e Isabel Rochev, os vilões sem propósito.

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