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Infinite Crisis BETA Review

Hoje em dia, MOBA vira sinônimo de possível sucesso. Em um cenário dominado 55% por League of Legends, 50% por DotA e 5% por títulos menores; a oportunidade de entrar neste cenário e se dar bem cresce um pouco mais a cada dia. Será que Infinite Crisis, o MOBA da DC criado pela Turbine e WB Games, consegue entrar no estilo e se estabelecer como um bom jogo? Veja o que achamos da versão BETA do Game.




Desde seu anúncio, Infinite Crisis provocou uma grande curiosidade; seja nos fãs de MOBAS ou nos fãs da própria DC. Conseguindo despertar a vontade de até aqueles que odeiam o gênero querer jogar para ver como é; Infinite Crisis vem como uma nova ideia.

Apresentação - Nota 8.0

A apresentação do jogo flui de maneira interessante. Assim que abrimos o jogo pela primeira vez, somos introduzidos à uma tela simples e facilmente reconhecível de "procurar partida", "meu perfil", "meus heróis" e "loja". Uma voz feminina meio robótica é a "inteligência artificial" do jogo, que te acompanha por praticamente tudo dentro do jogo.

O menu principal - por mais que bem definido - é lento e cheio de problemas. Claro, é completamente entendível por ser a fase Beta do game, mas mesmo assim é um pouco irritante. É comum entrar na loja, aparecer que está carregando e simplesmente nada abrir. Isso tira um pouco da experiência fluída da interface inicial, onde DotA 2 nos apresentou de maneira bem funcional desde sua fase Closed Beta e League of Legends consegue apresentar (depois de diversas modificações) hoje em dia. Sem dúvida, isso tudo melhora de atualização em atualização, mas ainda falta melhorar um pouco.

Além disso, quando você seleciona um personagem e quer ver suas habilidades,  truques ou itens recomendados é outro problema: alguns tem, outros não. Outro ponto que precisa melhorar até a versão final do jogo sair.

Um ponto importante dentro da apresentação do game é sua INCRÍVEL arte.
Praticamente todos os personagens tem artes muito bem desenhadas e bem estilosas, que combinam muito com o herói/vilão. Isso é legal e cria pensamentos do tipo "pô, jogar com tal personagem deve ser legal, olha que arte caprichada!". Existem algumas skins também. Aí entra um problema aqui ou ali; algumas delas não mudam quase nada no personagem ou são caras demais. Provavelmente, mais pra frente, as coisas vão ficar mais em ordem.

O jogo, para preencher lacunas e criar um ambiente mais inovador, apresenta um esquema legal de "origens de personagens". Cada personagem vem de um mundo. Alguns lutam entre si, outros estão em uma guerra civil, e cada personagem de cada mundo é diferente. Por exemplo, O Batman normal é um estilo de jogo, o Batman do mundo Nightmare é diferente e assim em diante. Isso fica legal,
porque sempre dá pra imaginar como vai ser o personagem em outro mundo ou algo do gênero. Os mundos são:

  • Prime (Terra 0)
  • Arcane (Terra 13)
  • Atomic (Terra 17)
  • Gaslight (Terra 19)
  • Nightmare (Terra 43)
  • Mecha (Terra 44)
Alguns já existentes, outros criados exclusivamente pro jogo, cada um tem sua história, e isso é muito interessante.

As músicas do jogo são bacanas também. Nada muito grande ou diferente, mas combinam com os ambientes em geral.

Gameplay - Nota 7.25

Com um "Q" de DotA; a gameplay de Infinite Crisis é interessante e pode evoluir ainda muito. No momento, o "ingame" ainda é um pouco confuso. Cada personagem tem uma habilidade principal. Attack, Health ou Power. A partir daí, existem itens em cada uma dessas "castas". O que, em sumo, é criado para simplificar o jogo, acaba deixando um pouco confuso. Passei muitas vezes por algumas situações onde o jogo falava que tal personagem era Attack, mas acabava que com um híbrido de Power e Health eu acabava ficando melhor. Esse problema só piorava porque os itens "recomendados" do jogo nunca fazem muito sentido e acaba agravando em uma experiência ruim.

O ingame tem uma interação com o cenário bem inovadora também. Você pode arremessar carros ou plantar explosivos contra os inimigos. Durante as batalhas, isso tudo cria uma sensação caótica - assim como deve ser uma luta entre super-seres. Antes de começar a batalha, você deve selecionar duas habilidades "universais" - algo parecido como as summoner spell do League of Legends. São duas habilidades que vão além do "Q W E R" que ficam nas teclas "D F". A parte interessante é que cada campeão de uma habilidade exclusiva. Por exemplo, todos podem escolher "supervelocidade", mas o Flash pode escolher o "Ultravelocidade", que é uma versão melhorada da Habilidade. Isso cria um ambiente mais técnico e curioso dentro do jogo.

Já falado dos esquemas de personagens e habilidades, vamos aos modos de jogo.


Gotham Heights. 5x5 - Esse modo de jogo é bem parecido com o que vemos hoje em dia no League of Legends - o Dominion. Existem 5 bases ao redor do mapa circular, e o objetivo de cada time é dominar o maior número de "bases" até "sugar" toda a força do inimigo. Além disso, existe uma "base neutra", localizada no centro, que oferece ao time que dominar status a mais. A modalidade é proporcionalmente desbalanceada e divertida, com um tempo de duração de 15 à 35 minutos por partida.


Coast City. 5x5 - Esse modo de jogo é o que promete ser o "5x5 clássico" do game. Dividido em "lanes"; o modo de jogo é o competitivo de Infinite Crisis. E é aqui onde vemos que o jogo é quase que completamente diferente dos MOBAs atuais. Existem duas Lanes, a superior e a inferior. Na superior, fica um carregador e um suporte; em baixo fica outro carregador e um suporte OU um suporte e um tanker/bruiser/spellcaster e o outro jogador restante fica na "jungle". Claro, não existe ainda um META GAME definido para o jogo, é só o que pude perceber na maior parte das partidas. O "jungler" precisa dominar alguns espaços no mapa que garantem mais visão do mapa, derrotar monstros neutros que ficam espalhados pela jungle e "gankar" as Lanes para garantir mortes ou assistências. O jogo apresenta uma função interessante: você não precisa, obrigatoriamente, dar o "last hit" no "minion". Claro, o Last Hit garante mais dinheiro, mas só de bater neles já ganha um pouco de dinheiro - não é um esforço perdido. O problema aparece que - não contente por um menu de compra de itens confusos - alguns personagens são MUITO desbalanceados, causando um desconforto ao jogo. Outro ponto que precisa ser corrigido até o fim do período Beta. Cada partida tem duração de 25 à 45 minutos.

Ainda existe outro modo de jogo prometido, que ainda não existem nem rumores ou ideias de como será. Com dois modos de jogos divertidos e incrivelmente desbalanceados, o jogo promete melhorar muito, mas agora, é só um jogo "um pouco acima" do mediano. Ainda é confuso jogar em Coast City e confuso entender qual item comprar, etc.

Valor do jogo - 8.75.

Com uma arte interessante, músicas agradáveis, menus simples (e as vezes não funcionais), desbalanceamento e interações interessantes, o jogo contém um valor misto. Claro, é pioneiro no sentido de criar um novo ambiente em jogos de super heróis, o que pesa muito, mas ainda tem que melhorar em muitos pontos. Seja ficar de mais fácil entendimento ou menos "broken". O jogo demonstra um potencial imenso; afinal, não é qualquer jogo que pode te dar a opção de jogar com seu herói/vilão favorito dentro de partidas ou até mesmo em um cenário competitivo. O jogo tem muito o que melhorar, mas até o momento, em sua versão Beta, o jogo já tem muitos pontos positivos.

Seja na criatividade das interações do mapa ou do estilo do mapa Coast City, o jogo tem de tudo para ficar cada vez melhor e maior. Sem dúvidas, Infinite Crisis tem tudo para crescer dentro do gênero - é só pegar o que tem agora e melhorar muito.

 
Atomic Wonder Woman
Infinite Crisis VERSÃO BETA, por Turbine e Warner Bros. Games. Plataforma: Windows (PC).
Apresentação - 8
Gameplay - 7.25
Valor - 8.75
Nota Final: 8

Uma outra review será feita do jogo assim que ele sair oficialmente, e será comparada com a versão Closed Beta.
O redator da Review tem como id: AlexJacket.

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