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Antes de Watchmen: Rorschach

Talvez a maior dificuldade dentro de algo no universo de Watchmen é tentar retratar algo do Rorschach. Brian Azzarelo e Lee Barmejo tentaram criar uma "origem" para o personagem na saga da DC - Antes de Watchmen. Com um roteiro duvidoso e uma arte interessante, veja o que achamos desse encadernado; que abrange toda a saga (Capítulo 1 ao Capítulo 4).














Capítulo 1 - Centro da Cidade. Nota: 8
Roteiro por Brian Azzarelo, arte por Lee Bermejo.

Uma divisão de quadros interessante, uma escolha de cores que lembra os quadrinhos dos anos 90 pela Vertigo e um clima interessante dentro de uma cidade em que Rorschach ama não amar. Uma série de assassinatos deixam Rorschach com a pulga atrás na orelha, e então seus planos de ir atrás do culpado se mostram cada vez mais eficazes - ou quase isso, enquanto ele quase morre simplesmente pra provar seu orgulho.
A ideia do capítulo é boa, e começa bem. Com um desenvolvimento devagar (o que não é bom, pois tudo é dividido em quatro capítulos) e uma arte interessante, o capítulo mostra um Rorschach mais fraco. Aqui, no primeiro capítulo, até que parece algo interessante. "O erro deles foi não me matar". O capítulo é uma introdução à algo que está por vir, e faz isso bem. Consegue deixar com vontade de ler o próximo capítulo.


Capítulo 2. Nota: 7
Roteiro por Brian Azzarelo, arte por Lee Bermejo.

Bem, agora as coisas vão começando a ficar estranhas. O primeiro capítulo mostrou um Rorschach fisicamente mais fraco, agora um psicologicamente mais fraco. A mitologia do anti herói não abre espaço pra isso - e sim, estou comentando o começo do capítulo. Após esse primeiro encontro, Rorschach apanha... De novo. A insistência do roteiro de  Brian Azzarelo de tentar 'humanizar' os trabalhos de Rorschach faz ele ficar um pouco... cansativo.
De uma página pra outra, Rorschach já está curado e indo atrás do crime. Admito que a parte dos questionários e das perseguições são bem ao estilo antigo de W
atchmen, e as atitudes de Rorschach ainda estão, em maior parte, "sádicas" e "justas". Talvez esse seja o ponto alto do capítulo, ao mesmo tempo que um "Rorschach mais humano" começa a ficar saturado.... já no segundo capítulo.




Capítulo 3 - Nota: 5.5
Roteiro por Brian Azzarelo, arte por Lee Bermejo.

Seguindo a perseguição na qual Rorschach finalmente volta como era, Rorschach... corre. E bem longe. Medo? Difícil dizer. Ao mesmo tempo, as mulheres mortas com o corpo rabiscado ainda são comum, aparentemente, o esforço de Rorschach não está dando muito resultado... Se for isso que ele quiser, não? Novamente, o roteiro de Azzarelo confunde. Mostrando trabalhos antig
os de um Rorschach "mais humano" entrelaçando a história com algo que não está sendo explicado... no penúltimo capítulo do encadernado.
Mas bem, deixando de lado a falta de explicações e um Rorschach que não é o Rorschach de verdade, "Antes de Watchmem: Rorschach" mostra suas verdadeiras cores; e elas são as piores possíveis. Rorschach apanha de novo, é impotente e "perde" um encontro. Rorschach? Não sei, viu. Mesmo com a bela arte "anos 90" de Lee Barmejo, o capítulo definitivamente não convence. Ele não é péssimo, só não é bom. É um perfeito meio termo entre isso. O único problema é levar o nome "Watchmen"  na capa e ser somente... aceitável.


Capítulo 4 [Final] - Nota 4.5
Roteiro por Brian Azzarelo, arte por Lee Bermejo.

Não parece que foi o mesmo Brian Azzarelo, que fez aqueles capítulos incríveis em 100 balas, que escreveu isso. Muito menos o Brian Azzarelo de Flashpoint Batman. Rorschach apanha, perde a máscara, perde a dignidade, é praticamente acabado. Com uma ajuda aqui e ali, maneja de sair do meio da "briga" com a gangue, e agora com outro usando sua máscara, ele a consegue de volta
quando vê que sua imagem era motivo de morte. Afinal, o homem que usou sua máscara para se sentir "forte", morreu por não deixar avisado. Mais ou menos isso. E o homem das cicatrizes? É um final em aberto, chegue na conclusão que quiser. E Rorschach com a garota do café? Bem, agora ele não é mais tão humano assim pra se sentir mal.
É um final contraditório. Contradiz o próprio encadernado e - principalmente - contradiz Watchmen. Não, não é uma ideia ruim, e os dois primeiros capítulos do encadernado não são tão ruins assim, em compensação os dois últimos... Bem, ao menos a arte está presente... né? Se o objetivo da edição era de mostrar uma origem de um dos personagens mais carismático dentro do universo Vertigo/DC, simplesmente não conseguiu. Se o objetivo era entreter por 40 minutos em uma história confusa e "quase lá", bem, ai nisso acertou em cheio.




 

Considerações finais - Antes de Wathcmen [Rorschach]
Nota da edição  6.25
O que tem de legal: O primeiro capítulo, a arte interessante, a boa ideia.
O que não tem de legal: O resto. Faltou carisma, faltou algo a mais. História que foi caindo ao decorrer dos capítulos, infelizmente.



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