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Superman #0

Superman #0 - Mix Panini
Nota final: 6,5


As edições de número 0 dos Novos 52 servem para mostrar as origens (tanto novas quanto muito bem conhecidas) de seus personagens icônicos. Obviamente, Kal-El não ficaria de fora dessa. Com Superman 0 - R$ 10,90 pela Panini - conhecemos um pouco mais sobre o mundo dos “Supers” às vezes em grande estilo e às vezes com propensão a ser ridículo. Aqui nada é perfeito, mas há bons momentos.


A HQ se divide em muitos títulos que vão desde Supergirl 0 a Action Comics 10. Tem até um Superman Annual 1 no meio, o que é curioso por si só. O pacote consegue satisfazer pela sua variedade e quantidade de páginas (132), mas não por suas histórias.
O destaque positivo vai para os primeiros dias de Clark em Metrópolis em Action Comics 0, em como ele consegue arranjar um lugar para morar e seu primeiro emprego, isso sem contar na parte curiosa sobre ele mandando fazer as suas primeiras camisetas com o lendário S no peito. A minha história favorita é apresentada nos últimos momentos de Kara na queda de Krypton enquanto seus pais brigam por causa da burocracia e tradição que envolvem o planeta. Tudo é tão lindo e dramático que em muitos momentos me peguei aplaudindo com a revista no colo.  
A arte de ambas as histórias é satisfatória, nada extraordinário, mas servem para os ótimos roteiros das mãos de Grant Morrison (Action Comics) e a dupla Michael Green e Mike Johnson (Supergirl). Infelizmente não posso dizer o mesmo das outras histórias.


Em Superman Annual 1, o traço incomoda por ser completamente irregular. Há uma página onde ele funciona bem, mas logo na seguinte há uma queda de qualidade tão estrondosa que a deixa medíocre. O texto dessa história segue o mesmo ritmo, com diálogos longos e sonolentos, mas que de repente conseguem mostrar a melhor parte de toda a HQ (vide o momento onde o Super conversa com Helspont sobre qualquer tipo de vida). Essa gangorra me incomodou muito, pois é possível ver que uma boa ideia não foi bem trabalhada.


Há outras histórias, mas nenhuma merece o devido destaque positivo, como um colega editor certa vez me disse: “às vezes é melhor nem comentar sobre o ruim, pois ignorá-lo é a melhor forma de criticá-lo.”.

Somando tudo, o pacote vale por algumas histórias bem colocadas e por pequenos pedaços que ajudam a entender melhor o que vimos previamente. Ah! Também há um pôster cuja imagem é a mesma da capa, e por isso ficará melhor guardada em sua gaveta assim como esta edição.

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