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Dark #12

Com uma nova saga começando na revista, DARK#12 empolga e mostra quanto chão as quatro principais séries ainda tem para andar. Muitos desenhistas e nomes de peso empolgam a nova edição do Mix mais obscuro da panini.

















Liga da Justiça DARK #12 - Nota 8.75
Roteiro por Jeff Lemire, arte por Mikel Janin

De início ao fim, o 12º número da liga sombria tem um clima de mudanças. Seja nos personagens ou nas situações, a sensação que fica é que tudo está para mudar. Logo de início, com a descoberta do traidor e com a necessidade da equipe trabalhar junta... Tudo está diferente. Eles estão juntos porque precisa e para salvar aquilo que eles querem.

A equipe unida por Xanadu se mostra cada vez mais formada. Xanadu essa que, por sua vez, está indo atrás de Timothy Hunter - um ponto nem positivo e nem negativo da série. Timothy tem uma apresentação fraca e desavisada, e sem dúvida alguma não é mais o garoto do clássico Books of Magic. É triste isso, essa mudança na aparência e nas atitudes do garoto que teve sua chance de novo.
Além de tudo isso, um novo vilão e uma nova proposta é anunciada. Sem dúvidas, Jeff Lemire tem bons planos para o futuro da série, e por mais que desaponte uma coisa aqui e ali, o capítulo é bom. Se tinha como objetivo mostrar que as coisas iam mudar e que algo grande vai acontecer, conseguiu.


Eu, Vampiro #12 - Nota 9.5
Roteiro por Joshua Hale Fialkov, arte por Andrea Sorrentino

Uma guerra. Praticamente é isso. As coisas definitivamente não andam bem, e tudo acontece ao mesmo tempo, principalmente dentro da cabeça de Andrew. Andrew, que brilha no capítulo com sua personalidade "Q" e suas atitudes voláteis dentro dessa sociedade que ele tentou criar - e agora deseja destuir. Um capítulo muito bem roteirizado por Joshua Hale Fialkov e (como eu falo... sempre) incrivelmente bem desenhado por Andrea Sorrentino. Com formas e cores pesadas, a história segue um rumo guerreiro e tenso, cheio de referências à antigos trabalhos de mídia relacionado à vampiros.

A inesperada aparição da Stormwatch é deveras interessante, ao mesmo tempo em que a falta de explicação é um empecilho para os novatos que entraram à pouco no universo da DC. Além de Andrew, Tig é outra que tem ótimos momentos no capítulo, com seu jeito diferente e ácido de encarar as situações, e com momentos completamente inesperados, não tem como não aproveit
ar a participação dela no capítulo. Eu Vampiro #12 caminha a série para um final (que já aconteceu nos EUA) que promete ser simplesmente incrível.


Ressurreição #12 - Nota 3.5
Roteiro por Dan Abnett e Andy Lanning. Arte por Javier Piña

 Parece que a confusão voltou em peso. Afinal, isso é uma continuação do que veio antes? E de onde? Não tenho muito o que falar sobre este capítulo em especial, porque ele simplesmente não faz sentido. Ok, a ideia dos contínuos testes no Mitch é bacana e combina com a natureza do personagem, mas a história fica na mesmice de nunca manter nada fixo. E, um ano depois de seu lançamento, não consigo mais levar essa falta de compromisso tão a sério quanto antes. Presenteado com um desenho estranho por parte de Javier Piña, o capítulo peca novamente no roteiro entregue pela dupla Dan Abnett e Andy Lanning. Afinal, aonde a história começa e quando termina a introdução? Parece que nunca conhecemos o personagem. Sem falar do "deus ex machina" do final, simplesmente não encaixa. Não dá certo. Como tudo em Ressurreição, não dá certo.



Homem Animal #12 - Nota 8.35
Roteiro por Jeff Lemire e Scott Snyder. Arte por Steve Pugh

Tenso e bruto, Homem Animal #12 nos introduz à próxima saga que está vindo em direção ao mix DARK. O encontro entre avatares, a transformação dos personagens e um roteiro empolgante é algo que, sem dúvida, impressiona. Principalmente junto à arte de Steve Pugh e todas as boas ideias que estão vindo, de repente, para a série. Mas, talvez por ser uma introdução à algo maior, o capítulo falte um pouco na história. Não, não é um capítulo ruim, é muito bacana e ver grandes ícones da vida se unindo é interessante, mas talvez o capítulo devesse tratar um pouco mais do Homem-Animal, e um pouco menos de tudo a sua volta. Sabemos que algo bom vem pela frente, e é só isso que o capítulo nos fala.



Monstro do Pântano #12 - Nota 9.35
Roteiro por Scott Snyder e Jeff Lemire, Arte por Marco Rudy, Dan Green e Andy Dwens.

Uma continuação direta de Homem Animal #12. Mais bruto, mais tenso, visceral e puro. As coisas estão realmente mudando, realmente. Tudo começa aqui, e de pouco a pouco vemos a evolução de toda a situação. Seja Abby no mundo real, ou Buddy Baker e Alec Holland no mundo da podridão... As coisas se completam de uma forma interessante e curiosa, sem deixar nenhum ponto nos "is".

Um lugar novo e hostil, assim como os pensamentos de Buddy e Alec. As coisas estão longe de estarem dando certo, mas eles não tem a oportunidade para arrumar. E antes mesmo de você pensar 'poxa, nada está acontecendo', pow, acontece. E se acontece. E sabemos que irá acontecer mais ainda depois. Não tem como não estar animado para tudo isso, afinal, não tem também como não gostar do que pode vir acontecer (como leitor, claro.) Com diversos tipos de desenhos, que encantam cada momento do capítulo, o roteiro duplo de Scott Snyder e Jeff Lemire acaba combinando de uma maneira mais curiosa do que a maior parte das pessoas imaginaram.

"Eu estou... Em casa."






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