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Justice League: The Flashpoint Paradox

Um dos longas animados mais esperados desse ano finalmente teve sua estréia, Justice League: The Flashpoint Paradox é a adaptação da saga Flashpoint, de Geoff Johns e Andy Kubert, que colocou um fim ao Universo DC que conhecíamos e deu início aos Novos 52. E com direito a cena pós-créditos, veja o que achamos dessa nova animação, sem spoilers:









Com a Galeria atacando o Museu do Flash, Barry vai de encontro aos vilões e acaba preso pelo Professor Zoom, o Flash Reverso. Com a ajuda da Liga, tudo fica resolvido mas, é quando ele acorda no dia seguinte que tudo está diferente.

O Flash nunca existiu, Superman não caiu no Kansas e nunca foi revelado ao mundo, quem toma seu lugar como escoteiro, é Victor Stone, o Ciborgue. Diana agora é a Rainha das Amazonas em guerra com o Imperador dos Mares Aquaman, ela invadiu a Grã Bretanha e a nomeou de Nova Themyscira e ele afundou boa parte da Europa. Hal Jordan é apenas um piloto de teste, esperando uma coisa extraordinária acontecer. O Batman? Bem, o Batman usa armas e não é o Encapuzado que conhecemos.

Chega de sinopse e vamos as críticas! Pois bem, a qualidade da animação é de primeira, o roteiro adaptado por Jim Krieg ficou bem sólido e já tava na hora de ter um filme só do Flash. Boas partes do mega-evento Flashpoint foram cortados, obviamente. Alguns personagens foram trocados,  pois o público provavelmente não conheceria alguns, tipo o Geoforça que foi substituído pelo Capitão Átomo.

A história cativa quem assiste e, em contrapartida, é uma das animações mais sangrentas da Warner/DC, queriam mostrar que o universo paralelo ao qual Barry vai parar, desandou de uma maneira tamanha que nem os mais poderoso possuem tantas chances. Nisso morre quem nunca morreu antes, risos. (Não pude resistir haha)

Agora vem o 'não tão agradável' da animação. Alguns podem achar a quantidade de sangue meio não-convencional, vendo os filmes anteriores mas, o que mais chama atenção não é nem isso, não chega nem perto. Brucutus, essa é a palavra. Todo o mundo de Flashpoint Paradox é composto por Misters e Misses Universo, amigos do Schwarzenegger, principalmente o Aquaman (alternativo) e o Superman (real), esses tomara anabolizante desde a nascimento. Tudo bem as amazonas serem fortes, todos sabemos dos mitos e lendas das ferozes guerreiras, mas tem umas ali que mais parecem mutantes.

Sobre os 'cortes' na adaptação, tem dois que merecem ser citados. O tie-in do Batman em Flashpoint, mostra ele atrás do Coringa, sempre procurando pistas e batendo na gangue do palhaço, mas é o suspense em não mostrar o rosto de seu nêmese que faz da revista uma das melhores do evento e, a revelação final, de quem realmente é o Coringa no universo alternativo, é de um choque enorme, o que na animação, não foi passado nem um pouco. Quanto a segunda, no final do filme, o Batman do universo original recebe uma carta, na HQ o leitor consegue ve-la e até o mais barbudo, tece uma lágrima. Na animação só o Bruce consegue ler, uma pena.

Finalizando, Justice League: The Flashpoint Paradox é uma animação sensacional que, apesar de pequenos cortes, consegue passar todo o evento que ocasionou os Novos 52 da DC Comics, com seus reboots e remanejamentos dentro da editora. Merece aquele lugar na sua coleção de blu-rays e 89 minutos da sua singela vida. Nota 8,5

E pra quem ainda vai assistir, espere até o final dos créditos e veja qual a próxima animação a caminho!

Uma dica: Parademônios.

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