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Dark #11

Dando entrada em muitas grandes sagas que estão por vir, DARK #11 nos presenteia com grandes histórias e grandes momentos, tirando um fiasco aqui e ali, as coisas andam bem para praticamente todas as séries de um dos melhores mixes da DC vendidos atualmente. Veja o que achamos de cada revista aqui!

















Liga da Justiça DARK #11 Nota 8.75
Roteiro por Jeff Lemire, Arte por Mikel Janin

Referências à Vertigo DARK... Digo... Liga da Justiça DARK #11 Vem com uma arte espetacular e colorida, sem deixar de ser sombria muito menos tensa. Uma história que não para, mas também contém informação o suficiente, possamos dizer. Agora conseguimos ver realmente o time todo junto, querendo ou não, juntos de verdade. Contantine é o "líder por natureza", e também o foco da história até o momento, seguindo à caçada aos Livros de Magia. Com uma continuidade inesperada graças ao roteiro imprevisível de Jeff Lemire, as coisas vão começando a entrar nos eixos (de novo). Claro, não é perfeito. É complicado de acompanhar, afinal, o que é a Sala Negra e quem tá aonde, mas as coisas vão andando e você vai entendendo. Talvez falte uma pagina ou algo do tipo entre momentos importantes, mas isso não atrapalha, só desmerece um pouquinho essa "salada" louca mas muito bem construída. Eu - particularmente - não gostei deste novo 'estilo' do Timothy, mas é algo pessoal, haha.

De pouco a pouco Liga da Justiça Sombria toma seu rumo
, vai direito para aonde tem que ir, um pouco confuso e sem a explicação da origem dos poderes de um vilão aqui ou ali, mas acredito que são coisas que podem ser sanadas com o tempo. Como disse, a arte de Mikel Janin é excepcional na edição, principalmente pela disposição dos quadros e da forma que ele dá vida à magia de forma geral.


Eu, o Vampiro. #11 Nota 9
Roteiro por Joshua Hale Fialkov, arte por Andrea Sorrentino

No meio de um conflito iminente, talvez a ironia e a frieza de Andrew seja o ponto mais humano - ou
menos todo o resto - dele. Realmente, cara, não foi uma boa ideia isso tudo, mas agora é ter que aguentar o tranco, e você faz isso muito bem, obrigado. Presenteado com uma arte MAGNÍFICA como sempre (Graças ao Andrea Sorrentino, esse lindo), agora é zumbi-múmia-vampiro contra vampiro contra exército anti tudo isso - os Van Hellsing.

O conflito todo é visto de dois pontos de vista, daquele que quer ainda ajudar a todos e daquela que simplesmente gosta de ver a briga acontecer. Essa dualidade é gostosa e interessante, afinal os dois são amantes! Um roteiro curioso porém lento nos introduz novamente à uma guerra iminente, uma guerra isolada e "underground", aonde uns se matam, outros se aventuram e outra simplesmente não se importa. 'Eu, o Vampiro' apresenta uma proposta interessante ao decorrer das páginas, e esse charme vem crescendo cada vez mais a cada capítulo que se passa.


Ressurreição #11 Nota 5
Roteiro por Dan Abnet e Andy Lanning. Arte por Jesús Saiz e Javier Piña

Ressurreição hoje em dia é algo que você simplesmente não consegue esperar mais nada, mas mesmo assim faz questão de piorar um pouquinho quando você menos espera. Aonde é isso? Quando isso acontece? Porque ele está voltando e voltando pra onde? Como que ele sabe tudo isso? Entre outros. Essas coisas não eram explicadas nem nas HQ's "puladas" no Brasil, simplesmente não tem sentido, nada nesse quadrinho tem sentido e ninguém se preocupa em fazer sentido pra ele. 

Esse poder das sombras, é bem legal. Não sei quando ele aprendeu a usar e aparentemente os DOIS roteiristas não se preocupam em explicar, mas é legal. Sabe o que é chato? Que ele perde os poderes pra ganhar um novo que ele já sabe usar. Ah, claro, ele consegue usar muito bem o poder, daí ele morre e nunca mais vai usar de novo. Pronto. É isso. Isso é Ressurreição. Uma boa ideia, mal interpretada e mal trabalhada, que a única coisa que tem PELO MENOS AGORA de bonito é o desenho, e olhe lá. Claro, é suportável, não é péssimo, mas não chega perto de ser bom.


Homem Animal #10 Nota 8.5
Roteiro por Jeff Lemire, Arte por Steve Pugh

Com um desenho mais sóbrio de Steve Pugh, Animal Man #10 conta com algumas explicações sobre o reino do Vermelho, ao mesmo tempo que fala de uma intervenção rápida - mas importante - da Liga da Justiça DARK. Rapidamente, vemos o foco nos personagens humanos que estão sendo levados ao caminho da insanidade, e de um mundo voraz que só tem o pânico e a destruição como futuro, como diz Xanadu.

Sombrio e impressionante, as coisas vão avançando até mesmo com o filho desaparecendo e das coisas dando (ainda mais!) erradas. O choque e o confronto entre aqueles que nunca foram 'super' e só querem viver contra um destino que os aguarda acaba sendo o brilho da edição. Esse, digamos, choque de cultura consegue ser bacana de se imaginar e dá bastante vontade de continuar lendo. É contada pouca história e as coisas andam mais lentamente, mas é um bom capítulo, com um desenho diferente e um roteiro explicativo.


Homem Animal #11 Nota 9.5
Roteiro por Jeff Lemire, arte por Alberto Ponticelli e Wayne Faucher.

A história acompanha o desenho. No último capítulo contamos com algo mais sólido, agora vemos algo mais visceral, mais tenso. Alberto Ponticelli e Wayne Faucher nos entregam um desenho tenso e contínuo - a proposta da história do próprio capítulo. Uma continuação emocionante e uma prévia de uma saga que está por vir. A estrela da edição, sem dúvidas.

Com um roteiro consistente e emocionante, até o personagem mais cético cede à loucura que os rodeia. A família dos Baker agora está longe de estar em paz, e a missão e reconstrução de um homem-animal talvez não seja o bastante. Contado de maneira interessante e brutal por Jeff Lemire, as coisas vão seguindo de maneira emocionante e forte, sem pausas, sem freio. Sabemos que o que estão nos preparando à um ano e pouco está prestes a chegar com tudo, e vai mudar muita coisa pra muita gente. Assim espero.


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 Gostaria MUITO de pedir desculpas pelos atrasos de DARK, mesmo. Tive um tempo corrido demais, e infelizmente tive que parar algumas coisas para dar continuidade à outras, mas felizmente esse mês consigo colocar até a edição de julho aqui no Crise. Obrigado :)!

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