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Arrow S01E23 [Sacrifice] Season Finalle

Uma conclusão empolgante e desafiadora, "Sacrifice" termina a temporada de maneira impecável. Veja o que achamos do episódio aqui no Crise! Mas cuidado, a review contém spoilers. 












Uma continuação praticamente direta ao episódio anterior, Sacrifice vem com tudo e sem introduções. Brutal e impressionante, Arrow chega no último episódio de sua primeira temporada provando muito mais do que muitos imaginaram.

Malcolm Merlyn brilha do episódio como ninguém esperava. Desde o início com sua conversa com
Oliver ele já se sobressai em relação aos episódios anteriores. "Nossas diferenças são claras, você não sabe pelo o que está lutando.". Pouco a pouco o episódio cria terreno para algo que vai ter um desenvolver que talvez o episódio não consiga acompanhar - mas felizmente consegue. Agora, Oliver sabe contra quem está lutando, e por mais que seu inimigo também o conheça, não existe margem para erro.

A partir disso, as coisas começam a se interligar de maneira praticamente intuitiva. Oliver e Tommy se encontrando para resolver situações, Laurel e Oliver em um momento emocionante que faz você começar a acreditar realmente nos dois juntos... Tudo isso e um pouco mais. Um pouco de Felcity. A personagem que é interrogada por seu "possível" trabalho junto ao Vigilante acaba soltando de vez o que estava preso em seus olhos desde que se juntou ao grupo de Oliver. Denunciou sua admiração ao vigilante, e como o vê. Como um Herói real. O decorrer do episódio mostra muito bem a interação de Oliver com Diggle e Felicity, e como ela se sente quando as coisas dão certo ou errado. Uma excepcional atuação, digna da personagem que só enriquece o episódio.

Ao mesmo tempo, existe também as situações que envolvem Moira. Com uma crítica direta à "hipocrisia e volatilidade da classe dominante"; Moira consegue finalmente brilhar na série. Depois de - finalmente - conseguir enxergar seus erros, ela vai direto aonde tem que arrumar e não se preocupa com as consequências. É gratificante ver a evolução da personagem, que por tanto tempo ficou opaca por seus ideais fracos, agora consegue mostrar à que veio. E para aonde vai também, sem se importar com o que pode acontecer. Por sua família e pelos outros.

Paralelo à isso, os flashbacks de Oliver começam a mostrar um pouco mais do seu desenvolver na ilha e na formação de sua nova moral. Pouco é mostrado, mas ainda assim não falta conteúdo. Agora ele é algo a mais na ilha, não só mais um "playboyzinho" como fazem questão de jogar na cara dele. 

O episódio vai rolando, e depois de definir e garantir a maior parte das situações (Laurel, Tommy, Malcolm, os Flashbacks, Felicity e Diggle) As coisas vão em rumo ao confronto final com o outro arqueiro e à batalha contra o Undertaking. As coisas conflitam de maneira tensa e complicada, tanto para Lance e Felicity contra o dispositivo e Oliver e Diggle contra o outro Arqueiro. Em uma sequência de luta incrível e digna de filmes de ação, o terceiro - e mais visceral - confronto entre os grandes arqueiros é imprevisível e sem limites, ao mesmo tempo em que a luta de Lance e seu amor à sua filha é Angustiante. As coisas andam e não dá tempo nem de piscar e de repente tudo acontece, de maneira controlada, mais acontece. Ao mesmo tempo, Thea e Roy estão juntos no centro da cidade, salvando e ajudando quem conseguem e construindo ainda mais sua relação. É impossível
não perceber o trabalho impecável das câmeras e da fotografia neste momento do episódio, é de ficar sem ar.

O Undertaking acaba realmente acontecendo. - Mais fraco, e em menor escala, mas acontece. E junto à uma incrível qualidade na animação gráfica da destruição de parte da cidade, faz lembrar situações CLÁSSICAS de Arqueiro Verde que são destruição em massa de Starling City. Referência à sagas antigas do arqueiro, o episódio acerta nisso. Nessa visão apocalíptica mas ainda esperançosa, assim como nas HQ's. Mesmo com uma diferença grande do universo dos quadrinhos, Arrow consegue ser o marco definitivo do que uma série baseada em HQ deve ser. Ele mantém a essência do herói e conta uma história que faz sentido, dá um começo um meio e um fim. Deixa alguns assuntos em aberto (Malcolm realmente morreu?) para te instigar, ao mesmo tempo que dá uma vontade gritante de querer ver o desenvolver. Será que Laurel vira a Canário mesmo? Roy vira o Arsenal? A Huntress retornará? Isso tudo tem seu tempo, e da forma que fora a primeira temporada, tenho quase certeza de que não seremos decepcionados.



Nota 9.75 E é isso ai, confirmada segunda temporada. Ano que vem! Vamo que vamo!!


Oliver Queen é protagonizado por Stephen Amell, a série é dirigida por David Nutter. O seriado tem sua exibição no Brasil pelo canal Warner Bros. Toda segunda-feira, às 22 horas.


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