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Juiz Dredd Megazine #1

Juiz Dredd Megazine #1:                                                                                     (Nota: 8,0)
Existem coisas que você nunca acreditaria que podem acontecer: 
O Alfred matar o Batman, o Wolverine virando gay (ops, isso já aconteceu), um filme do Preacher, um CD novo do Pink Floyd, uma revista mensal do Juiz Dredd no Brasil.

É com uma enorme felicidade que eu lanço este review de uma das revistas mais legais de todos os tempos!


Mas primeiramente deixem-me explicar o esquema desta revista:
A DC, Marvel e outras editoras tem tradição de lançar revistas mensais de 22 páginas de um único personagem/grupo. A 2000 AD é lançada semanalmente na Inglaterra e tem o formato de mix, já muito conhecido aqui no Brasil. Mas a 2000 AD tem o hábito de lançar diversas histórias por mix, resultando em diversos capítulos menos do que a gente está acostumado a ler.
Mas isso é muito bom, porque na chance de você estar entediado com a história de alguma maneira,ela irá ter acabado em poucas páginas. E se você amar a história, com certeza vai sentir muito mais vontade de comprar a próxima edição.

Agora ao review!

Clássicos do Juiz Dredd:



Começamos com uma história antiga do Juiz Dredd desenhada pelo lendário Brian Bolland.
A história tem um enorme ar de nostalgia com seus desenhos e diálogos típicos dos anos 80.
Este capítulo se mostra divertido e acaba mostrando muitas espécies de aliens bizarras de Mega-City Um. Além de mostrar que qualquer faísca é capaz de causar o caos nessa cidade insana.


Área Cinzenta:

Agora somos apresentados a uma HQ completamente inédita no Brasil.
A Área Cinzenta não é nada além de uma zona de check-in para alienígenas controlada pela "ETC".
Acompanharemos um esquadrão da ETC liderado pelo durão comandante Jazen, a novata Birdy, o misterioso e simpático Kymn e a fria Feo.

Nesse primeiro capítulo já vemos que a Área Cinzenta é quase como uma favela de aliens, e diversos deles tentam escapar da Área, dando o tom para esta série.
O roteiro é do excelente Dan Abnett e os traços são de Karl Richardson.


Sláine:

Se algum de vocês achou que a primeira história do Dredd desta edição tem uma estilo de narrativa muito antigo, prepare-se para ler Sláine.
Criado em 1983, Sláine é um dos personagens mais clássicos da 2000 AD.

Com a decisão de publicar as aventuras do mercenário desde a primeira edição, temos um capítulo de narrativa extremamente verborrágica de Pat Mills e belos desenhos preto e branco de sua mulher, Angie Mills.

Começaremos acompanhando a história de Sláine em busca de uma redenção com sua tribo, acompanhado do bizarro e traiçoeiro Ukko, o anão.


Nikolai Dante:

Outra HQ inédita no Brasil.
Agora veremos as aventuras de Nikolai Dante!
Com mais de 15 anos de publicação desta HQ na 2000 AD, Dante é um dos grandes personagens da editora.
Com o roteiro de Robbie Morrison e a belíssima arte de Simon Fraser, Nikolai Dante foi a surpresa mais bem vinda desta revista.

Ambientado em uma Rússia Imperial futurista, Dante é um típico anti-herói extremamente sedutor, inteligente e hábil. Mas no meio de seus golpes Dante é capturado pelas forças imperiais, tendo seu futuro completamente alterado.


Distorções Temporais:

Muitos anos atrás, muito antes de Watchmen, um autor de quadrinhos desconhecido chamado Alan Moore começa a escrever contos para a 2000 AD.
Nessa edição temos Alan Moore em sua primeira parceria com Dave Gibbons em uma história em preto e branco.
Em um conto de viagens no tempo que consegue ser muito bem humorado e criativo em somente 5 páginas, Alan Moore já demonstrava sua genialidade como escritor.


Juiz Dredd:

Antes de ler esta HQ é altamente recomendável ler a apresentação do Juiz que existe algumas páginas antes dessa mesma história.
Este arco mostra o grupo terrorista "Guerra Total" atacando Mega-City Um com o objetivo de derrubar o governo dos Juízes. 
Além de ter Dredd como protagonista, o capítulo mostra bastante outros personagens, em especial a Juíza-Chefe.

Com roteiro do consagrado John Wagner e arte de Henry Flint, Juiz Dredd já se estabelece com a revista mais tensa, violenta e interessante deste mix.
Só crítico a decisão da Mythos de publicar um arco tão novo com vários personagens desconhecidos para o público quando existia a opção de publicar um arco mais clássico que poderia introduzir de uma maneira muito melhor o rico universo do Juiz Dredd.


Em vários locais desta edição, a editora Mythos deixa claro que a continuidade dessa revista depende do sucesso da mesma.
Portanto recomende para os seus amigos e mostre que o Brasil tem um bom público para boas comics!

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