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Dark #10



O retorno de Ressurreição, dobradinha de Monstro do Pântano e muitos artistas extremamente talentosos desenhando muito, muito bem. Confira o que achamos da 10ª edição do mix DARK da Panini.






Liga da Justiça Sombria #10 - Nota 8.25
Roteiro por Jeff Lemire, Arte por Mikel Janin

Com o recém apresentado e já corrido time, o grupo sombrio decide seguir com suas próprias metas. E, pela primeira vez, somos apresentados à um capítulo onde os próprios personagens atuam e explicam coisas, um para o outro. E ao mesmo tempo que explica de uma maneira interessante e simples a origem dos Livros de Magia (por mais que não falem a quantidade deles ou o poder REAL deles), o grupo em si não se demonstra muito, digamos, interessado. A situação é um pouco artificial com alguns personagens, como Andrew Bennet, Zatanna e o Desafiador. Eles não parecem interessados em ajudar o Constantine e muito menos de estar em um grupo.

Também somos apresentados à ARGUS de uma vez por todas; e não da para ter uma certeza do que eles são. Por exemplo: Se a Orquídea Negra e o Dr. Névoa arriscam a vida pela ARGUS, porque o Dr. Névoa tem tanto medo da ARGUS arranjar os Livros de Magia? Algumas dúvidas, como estas, tornam o capítulo interessante, principalmente pela inocência da Orquídea Negra. Esse novo arco dos
livros de magia podem revelar coisas interessantes sobre os personagens, e isso empolga.

Existem, também, algumas referências à trabalhos antigos da Vertigo. Por exemplo, uma "Casa dos Mistérios (House of Mystery, de Bill Willingham e Matthew Sturges, Vertigo)", e uma menção praticamente direta ao "Livros de Magia Volume 1 e Volume 2 (Books of Magic, volume 1 por Neil Gaiman - DC Comics, volume 2 por John Ney Rieber e Peter Gross - Vertigo). Pelo Volume 1, mostrando uma visão de alguém que fica "louco com o poder dos livros de magia" e pelo volume 2 com múltiplos livros e a necessidade de alguém para conseguir dominá-los. Esse tipo de dominação que só é possível que "ele" consiga fazer. Será este o retorno de Timothy Hunter?

Com um roteiro um pouco confuso e sem muita participações dos personagens, Jeff Lemire aposta em algo que vá se explicar com o decorrer do tempo - seja os Livros de Magia, a intenção de Constantine, a possível volta de Timothy Hunter e até mesmo a ARGUS. Essa entrada de um novo arco foi interessante, e com certeza vai impressionar muita gente até o fim. A arte excepcional do capítulo, em destaque para o momento das visões de Xanadu, provam que Mikel Janin combina muito com o estilo proposto.



Eu, Vampiro. #10 Nota 8.75
Roteiro por Joshua Hale Fialkov e arte por Andrea Sorrentino.

Joshua H Fialkov e Andrea Sorrentino sabem muito bem como fazer algo impressionante. E se com isso eles querem fazer algo como um conflito interno narrado por uma apresentação dos vilões, bem, pode-se considerar bem impressionante. Parte a parte, a décima edição de "Eu Vampiro" consegue se completar sozinha. Dando uma direta continuação do capítulo anterior, a tensão toda envolvida na luta intensa e maravilhosa de Andrew com Mary, ao mesmo tempo que recebemos uma introdução duvidosa sobre a Instituição Van Hellsing.

Unido  à uma arte impressionante que Andrea Sorrentino nos entrega, tudo fica mais emocionante. Mostrar os vampiros brigando embaixo do sol enquanto os humanos tramam um massacre dentro de grandes castelos escuros é engraçado e duvidoso, e não tem como não achar curioso os pensamentos de Andrew em cima de Mary e seu Exercito. Por mais que ele sempre procure a paz, seus povo
procura proteção, e a mulher que ele já amou procura destruição. Ao decorrer da edição, temos algumas dúvidas que ainda não foram solucionadas como o porque de Mary ainda tratar Andrew tão mal sendo que de vez em quando ela apoia ele completamente. Outras dúvidas foram criadas, como o objetivo REAL da instituição Van Hellsing.

O décimo capítulo, muito bem apresentado por Joshua H Fialkov e incrivelmente desenhado por Andrea Sorrentino dá início ao que, mais pra frente, vai se tornar o principal porque de "Eu, Vampiro" existir. Mesmo depois de queda de Caim, ainda existe repreensão e ódio aos vampiros. Qual será o futuro ideal, então? O que posso ter certeza é que o próximo capítulo será sensacional, afinal, "Aqueles que morreram estão se levantando.".


Ressureição... #10?! Nota 5
Roteiro por Dan Abnett e Andy Lanning, arte por Jesús Saiz

Primeiro: Panini, porque? De verdade? Pular capítulos não parece ser nem um pouco justo com o leitor comum, e obrigar ele a ter que comprar outra HQ para pegar os capítulos que vocês pularam é um jogo bem sujo. Para quem não lembra, a última vez que vimos ressurreição foi no capítulo 8 e, de repente, estamos no 10, sem mais nem menos. Vai entender? E, pelo jeito, não perdemos muita coisa.

Não sei (de verdade, principalmente por estar acompanhando pela Panini...) quem é Kim ou porque ela está com Shelly. Não tem uma nota ou uma explicação, o capítulo vem direto e cru sem pé nem cabeça. As besteiras da panini não irão mudar na nota final da edição, ela será avaliada como um capítulo como qualquer outro.

Shelly e sua amiga, Kim, estão em algum tipo de... fábrica? Procurando algo que nem ele e nem ela sabem o que é. E, claro, ainda estão fugindo da caçada ao Shelly que já dura 10 meses. O problema? Ninguém fala pra que que a caçada à ele serve. Mesmo no capítulo, quando o personagem fala brincando "porque vocês me seguem?", o demônio fala que "não pode contar". Sério? Dá a impressão que nenhum dos roteiristas tem algum plano real para isso, e no fim, é só mais um capítulo de Ressurreição que não acrescenta em nada e não muda nada. Talvez o que se salva é o desenho bonito por Jesús Saiz e o fato de - finalmente - Shelly ficar com um poder por mais de um capítulo.



Monstro do Pântano #10 Nota 9
Roteiro por Scott Snyder, arte por Francesco Francavilla.

A troca de desenhista (do Yanick Paquette para Francesco) faz o capítulo começar, no mínimo, mais interessante e diferente. Com os traços de Francesco Francavilla, vemos algumas coisas diferentes e mais sérias no novo Monstro do Pântano, com um roteiro novamente excepcional e inesperado de Scott Snyder. Logo de início, quando se é contado as origens de Abigail, as coisas evoluem de uma maneira sádica, tensa e artística, que explica de maneira praticamente visual o estado de Alec, ao mesmo tempo que vai definindo por texto o passado de Abigail.

Essa ambiguidade do capítulo o torna ainda mais interessante, ao mesmo tempo que ele te encaminha para uma descoberta. Enquanto tudo acontece, se deixa clara a fraqueza do verde e a necessidade da reconstrução do mesmo, mas e a falta de tempo? Tempo que prejudica porque ele não pode parar, mas precisa. A HQ constantemente se contraria, e isso é bem legal. O fim do capítulo nos apresenta Anton Arcane, o Avatar do Sombrio, antigo e um dos principais vilões de toda a série Monstro do Pântano.

O capítulo foca bastante em Abigail e no retorno de Anton, mas faz isso tão bem que não nos faz sentir falta de "algo a mais". A continuação do capítulo vem no mesmo mix, no caso.





Monstro do Pântano #11 Nota 9
Roteiro por Scott Snyder, Arte por Marco Rudy.

Assim como no capítulo anterior, a troca de desenhista (desta vez de Francesco Francavilla para Marco Rudy) faz a situação passar de um prólogo para uma entrada funda e densa. Com traços mais precisos e cores mais fortes, Monstro do Pântano #11 alia o roteiro ambíguo de Scott com uma arte mais grossa e vibrante, assim como o próprio capítulo.

A introdução de Anton como tio de Abby abre um véu pesado de especulações e promessas que podem facilmente ser sanadas com o tempo. O novo parlamento já nasceu, e mesmo pequeno, se mostra mais poderoso e mais extenso do que antes, e eles garantem não só (outra!) proteção ao verde, mas como também a vida de Alec e Abby. Alec que volta para tentar defender o que é seu e o que poderá ser.

O primeiro confronto entre Alec e Anton já começa, e mesmo rápido, ele é visceral e impressionante. De maneira "crua"; as coisas vão acontecendo, rápidas. Provam que Anton é forte, e pode ficar muito mais. Mostra também a frieza de Abby e seu desgosto ao passado. E é finalizado com uma aparição um tanto quanto inesperada (e muito bem desenhada, diga-se de passagem) do Homem-Animal e sua família procurando por ajuda. Será essa uma futura saga entre todos eles?

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