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Dark #9

DARK 9 marca o retorno, o reencontro, e a aparição de antigos ídolos da Vertigo. Um novo grupo é formado, uma história de guerra é moldada e uma missão é aceita. Liga da Justiça DARK; Eu, o Vampiro e uma espécie de "dobradinha" de Homem Animal é o que vem no mix; veja o que achamos de tudo isso aqui!



Liga da Justiça DARK #9 Nota 9
Roteiro por Jeff Lemire, arte por Mikel Janin

Se Xanadu tinha o objetivo de reunir um grupo de super-heróis, ela definitivamente não conseguiu. Mesmo depois da perda de "parceiros", a ambição e o desejo ainda marca os integrantes do que, agora, podemos chamar sim de um grupo. Um grupo que se uniu por vontades e ambições parecidas, não por obrigação. Então, sim, podemos dizer que a "liga da justiça sombria" só começou agora, e dispensa apresentações.

E se parece pouco, definitivamente não é. Andrew Bennet tinha prometido favores ao Constantine; logo está no grupo. E uma aparição que no mínimo é curiosa faz o olho de qualquer um brilhar: a Orquídea Negra está de volta. Repaginada, recriada e com um passado misterioso, a super-humana criada por Neil Gaiman no finalzinho dos anos 80 voltou. O passado dela é o mesmo? A história dela ainda é a mesma? Dúvidas que, provavelmente, podem ser explicadas.

O capítulo tem um "vai e vem"; mostrando como eles se reuniram e como eles estão juntos novamente. Não tem como não perceber: tudo está com um estilo mais "vertigo" e menos "novos 52", e isso é ótimo! Caixas de texto? Sim, por favor! Brigas internas, conflitos emocionais, ambições do passado, desafios futuros... Tudo isso, junto. Mas não podemos esquecer; ainda é uma HQ dos "novos 52"... Ainda é curta e rápida, e isso é um pouco desconfortante. Talvez precisasse de mais algumas páginas para deixar as situações mais bem explicadas. Apesar dos pesares, Jeff Lemire atua bem em sua estreia na Liga da Justiça DARK, e faz referências à grandes trabalhos antigos. Diga-se pela introdução da Orquídea Negra, da menção à pedra dos sonhos, falar sobre os quatro pilares da humanidade e, sem dúvidas, sobre os Livros de Magia.

O legal de tudo isso é que da para juntar com muitas, muitas outras coisas antigas, como Sandman (porque não? eles falam dos Livros de Magia, afinal!). A arte de Mikel Janin combina com o novo estilo da HQ; um estilo mais Vertigo e menos Novos 52.



Eu, Vampiro #9 Nota 9
Roteiro por Joshua Hale Fialkov, arte por Andrea Sorrentino

Depois de tanta coisa que aconteceu na Ascensão dos Vampiros, Joshua Hale Fialkov decidiu frear a história e deixar ela fluir de maneira natural. Natural e emocionante, empolgante e simplesmente linda. Uma Sociedade de vampiros sedentos por fome liderados por um Vampiro que tenta ser Humano. Uma louca que tenta manipular e dominar o indominável. O medo e a incerteza de uma sociedade à beira de uma explosão.

Do outro lado, algo que acho que posso chamar de "caça vampiros". A ordem "Van Hellsing" acompanha os acontecimentos de tudo relacionado aos vampiros, e os segue, os caça, os estuda. A história agora é dividida em duas faces, cada uma com seus problemas, com suas intrigas. A introdução da Ordem Van Hellsing empolga, pensar no que pode acontecer no encontro dos dois é ludibriante.

Tudo até agora tinha sido escuro e gótico. E, de repente, a luz do sol encanta tudo e a todos. É um novo dia para tudo o que acontece em "Eu, Vampiro"; e isso é perfeitamente interpretado pelo gênio do Andrea Sorrentino em seus desenhos de tirar o fôlego. A ilustração da página dupla mostrando o deserto e toda a sociedade de vampiros é tão completa e detalhada, que não tem como não ficar impressionado. A capa, satírica e curiosa, sem dúvida merecia a capa do Mix.




Homem-Animal #9 Nota 8
Roteiro por Jeff Lemire, arte por Steve Pugh

Buddy não precisa somente se salvar, mas também precisa salvar sua família. Sua jornada pelo vermelho começou à pouco tempo, mas é realmente introduzida agora. De pouco a pouco, vemos como ele é apaixonado pelo que faz, pela forma que luta e batalha. Jeff Lemire (olha só, você de novo!) consegue acompanhar bem a historia, mas no "vai-e-vem" da podridão para o vermelho, fica um pouco confuso tentar entender o que está acontecendo.

Ao mesmo tempo, a família de Buddy está tentando entender as coisas e ajudar Maxine em tudo o que ela pode. O desenho da edição está bonito, a parte do vermelho é realmente bem detalhada e Steve Pugh acerta em deixar tudo de uma maneira um pouco desconfortável de se ver, o que é algo bem legal. O capítulo tem pouca informação também, e confunde ainda mais por causa das transições; mas está tudo aí. Buddy, o vermelho, Maxine, os totens... Com Homem Animal 9; temos a certeza de que a jornada que começará com Buddy será tensa; ao mesmo tempo que uma aparição inesperada no final nos deixa curiosos sobre o que tem por vir.



Homem-Animal Anual #1 Nota 8
Roteiro por Jeff Lemire, arte por Timothy Green II.
Este capítulo faz parte da edição do Homem-Animal Anual. Não é continuação do 9º capítulo.


Enquanto isso, com Maxine...
Durante todos os contratempos e poréns envolvendo... Bem, todo mundo, as vezes precisa de um tempo pra parar e ouvir uma história interessante. Com uns traços diferentes e um pouco menos "reais"; O especial do primeiro Anual de Homem-Animal embala tudo com uma história simples e um pouco "desnecessária", mas gostosa de se ler e bacana de se acompanhar.

Um avatar antes de Maxine? Um monstro do pântano antes de Alec? Bem, pode ser muita coisa, ou pode ser só uma simples história contada por um gato falante. A inocência de Maxine também impressiona. Mesmo para um capítulo desnecessário pra história, é uma leitura bacana, envolvente e rápida. Não justifica, por exemplo, o fato de não ter Monstro do Pântano na edição; mas não podemos reclamar, na anterior teve dobradinha, né? 

Nota da edição: 8.5

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