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Dark #08

 A oitava edição do mix DARK da panini não conta com Ressurreição; em compensação, vem com uma dobradinha de Monstro do Pântano. E então, o que nós temos? Temos Peter Milligan e Joshua Hale Fialkov finalizando a primeira saga do mix; temos Travel Foreman nos mostrando o "gore" em pessoa; temos Scott Snyder fazendo bonito de novo e nada para nos fazer nos arrepender de ter comprado o Mix! (desculpa, ressurreição, mas ou melhora ou eu vou preferir que fique de fora como foi nesta edição). Confira a review de cada uma das revistas aqui, no Crise.




Liga da Justiça DARK #08 - A Ascensão dos Vampiros parte 3 - Nota 8.5
Roteiro por  Peter Milligan e arte por Daniel Sampere

Parece que o único jeito para a liga dos magos é fazer tudo na égide do impossível. E Xanadu já deixou bem claro que eles precisam dar um jeito nisso tudo, se não tudo vai dar muito, muito errado. Começamos já nessa caminhada para tentar fazer Andrew voltar à vida. Constantine e Distorção precisam se entender logo, e este clima desconfortável dos dois é muito bacana de se acompanhar. Ao mesmo tempo disso tudo, Caim esta destruindo tudo o que vê pela frente, roubando os poderes de todos os que pode e matando tudo o que para ele é inútil. Talvez essa seja uma Gotham que nem mesmo Batman conseguiria arrumar; talvez até mesmo a Liga da Justiça. Fica claro, neste volume, para qual o proposito da Liga da Justiça Sombria veio; não só para a história principal, mas para todo universo DC. Eles fazem aquilo que a Liga da Justiça não conseguiria. Eles lutam contra os mortos, correm atrás dos vivos e de vez em quando morrem. Shade brilha nesta edição, e faz nos sentir um pouco mal por termos menosprezado tanto a personagem que ele representa. Acompanhados com um traço lindo de Daniel Sampere e um roteiro digno de Peter Milligan, Liga da Justiça sombira #8 já nos mostra um pouco do andamento do primeiro cross over da saga. Nos mostra o que poderá vir num futuro. Mostra que a união de personagens tão icônicos como Constantine, Zatanna e Xanadu pode dar certo, afinal.
A edição da aquela sensação de que esta nos preparando para o que vem a seguir. Por sorte, no mix da panini, podemos ver logo em seguida um pouco mais da saga. Sem dúvida, o oitavo capítulo de Liga da Justiça sombria nos ensina a lição de sempre se preocupar com os personagens, sempre. Talvez mesmo aquele bobinho pode fazer um peso de vez em quando.


Eu, o Vampiro #08 - A Ascensão dos Vampiros parte Final - nota 9.5
Roteiro por Joshua Hale Fialkov e arte por Andrea Sorrentino.

Como dito na resenha de Liga da Justiça DARK; 'Eu, o Vampiro #8' nada mais é do que uma conclusão da primeira saga que une duas HQ's dentro dessa parte mais sombria do universo DC atual. E, diferente de Liga da Justiça DARK #8, ele conta uma conclusão. A conclusão, aceitação... Tudo. Andrew Bennet volta de seu "retiro" (desculpe, acho que não posso definir aquele estado dele como morte) e admite algo que ele provavelmente nunca admitiu em todos os anos de sua vida; ele admite ser um vampiro. E não um vampiro qualquer, mas um Vampiro Ancião, daqueles que guardam no peito o amor de comandar e - quem sabe - fazer o bem. Andrew Bennet mostra a conclusão não só de uma saga com outro quadrinho, mas uma conclusão espiritual do próprio personagem. Ao longo destas 8 edições, Andrew cresceu junto à HQ, e isso é claramente notável. E por se tratar de uma conclusão; algo novo vem. Vem direto, na ultima página, de uma maneira intrigante e curiosa. Não tem como terminar o capítulo sem pensar em como vai ser o futuro.
A única coisa que pode desapontar um pouquinho é a luta de Caim com Andrew. Ela é perfeitamente desenhada por Andrea Sorrentino, mas talvez tenha sido rápida demais. Isso pode ser culpa da "formatação" dos Novos 52, com páginas reduzidas por capítulos, não sei. Mas não retiro em nada o trabalho de Joshua neste capítulo. A revista tem essa característica mais rápida e mais artística. Eu, o Vampiro se auto completa. Faz a experiência confusa e um pouco desconfortável dos primeiros três capítulos irem se completando, e talvez por isso tenha sido tão gratificante este oitavo capítulo.


Homem-Animal #08 - Nota 8,0
Roteiro por Jeff Lemire e arte por Steve Pugh e Travel Foreman.

Homem-Animal precisa mostrar quem Buddy Baker é. O que ele sente, e o que ele vive. Talvez por Liga da Justiça DARK ter alguns personagens famosos ao mainstream seja mais fácil de sentir o que Constantine ou Shade sentem; mas no caso de Homem-Animal, mal se sabe o que Buddy é ou sente. E essas coisas vão mudando. Pouco a pouco, Buddy vira um personagem muito bem criado, com seus problemas definidos e objetivos - por mais que falhos - alcançados. Talvez a ideia de Jeff Lemire tenha sido, neste oitavo capítulo, mostrar quem é Buddy. Quais os problemas dele. Mostrar que ele se importa com sua família mas não sabe lidar com ela. Mostra que ele não é bem aceito do jeito que é, mas tenta se convencer que esta tudo bem. Mostra que, mesmo com sua filha sendo a nova avatar do vermelho, ele não consegue dar valor pra ela. E essa inocência tão bem trabalhada em cima do personagem deixa claro que Buddy tem tudo para se tornar um personagem icônico e fantástico dentro de todo universo DC. Não só por conter um poder muito criativo; mas também por ter uma história simples; porém profunda. E é isso que o oitavo capítulo de Homem-Animal deixa claro. Deixa claro que; junto aos traços de Travel Foreman, seu futuro é incerto, e seus erros sem dúvida alguma iram pesar no futuro. Em um futuro bem, bem próximo.


Especialmente neste volume, a Panini decidiu colocar no mix dois capítulos de Monstro do Pântano e retirar um capítulo de Ressurreição.

Monstro do Pântano #08 - Nota 9.3
Roteiro por Scott Snyder e Arte por Marco Rudy e Yanick Paquette

Há um monstro chegando, meus amigos.
Um monstro que quer destruir nosso lar
destruir tudo o que construímos.
Sim!
Ele está chegando!
Mas saibam que sob sua carapaça,
é apenas um Homem!
Nada Além de um Homem! 

E é assim, sem mais delongas, que somos apresentados ao novo Alec Holland. Ao monstro que, desta vez, escolheu a mudança. Ao ser, que desta vez, luta por seu destino que anseia em mudar toda hora. E mesmo admitindo ser um homem, ele sabe que o que esta em suas veias não é mais sangue. Ele sabe que, em sua pele, não existe mais pelo. O oitavo capítulo de Monstro do Pântano nos apresenta, de uma vez por todas, quem é Alec Holland incorporado no novo avatar do Verde. E que mesmo com sua pele verde, suas asas da vida e sua ambição; ele ainda é um humano louco pelo amor. Um amor que ele sabe que é proibido, mas vai fazer o possível para mudar as regras. A Ação crua e sincera do capítulo traz para a série algo que ela estava desejando; nos mostrar as coisas da maneira mais subjetiva possível. Nos perdemos com a imensidão de detalhes nos quais Marco Rudy e Yanick Paquette se cobraram para desenhar. Sempre tem algo que ainda não vimos; sempre! E sentimos o porque de Alec estar no meio de tudo isso. Sentimos o que Scott Snyder quer nos fazer sentir com seu roteiro curioso e emocionante. Por nossa sorte, a continuação vem logo após a ultima página.

Monstro do Pântano #09 - Nota 9
Roteiro por Scott Snyder e arte por Yanick Paquette.
Nada além de uma conclusão para o que começou no oitavo capítulo; e que conclusão. Alec, definitivamente, é de novo o Monstro do Pântano. Consegue olhar para quem o quer longe e consegue provar que é praticamente invencível; só sendo escravo da sua própria vontade. E nada mais que seu amor por Abby para lhe dar vontade. Ele olha para a cara de Sethe, e mesmo nos piores momentos, consegue mostrar que é melhor, que é superior. E se a briga de Alec esta concluída, agora a briga é outra. De uma reviravolta rápida; Alec sai de foco e entra Abby. Se ele batalhou por ficar com ela, ela agora batalha para entender o que esta acontecendo. Ela mostra que não é aquela princesa que fica no castelo para ser salva, mas quando é salva, vai atrás de quem a prendeu e o faz querer não ter feito nada disso. Monstro do Pântano, por Scott Snyder, se mostra cada vez mais próximo ao seu objetivo inicial, de anos atrás. Talvez, por muito tempo, o nome "Swamp Thing" tenha ficado saturado e muitos desistiram do título. Eu, sinceramente, digo que sinto pena de quem pensa assim. Não só uma arte incrível e - até mesmo - psicodélica, um roteiro de ficar sem ar e personagens que vão ficando melhor a cada capítulo. Afinal, tem como não gostar dessa série?

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