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Dark #7

Dark #07 - mix Panini
Nota total: 9,2

O mix Dark 7 apresenta a primeira grande saga entre Liga da Justiça DARK e Eu, o Vampiro, além de nos presentear com um dos melhores capítulos de Monstro do Pântano que eu já li! Agora a coisa é esperar que Ressurreição tome um rumo certo e que Homem Animal continue sempre tão bom como foi nesta edição.






Liga da Justiça DARK - A Ascensão dos Vampiros - Parte 1 - Nota 10
Roteiro por Peter Milligan e arte por Admira Wijaia e Daniel Sampere.

É, Xanadu, mas você é mesmo uma danada. Pena que agora não foi dos melhores momentos pra você deixar o pessoal assustado. Tudo tá caótico, tudo tá caindo. E agora? Esse é sem dúvida a melhor forma de entrar em uma saga numa HQ: Tudo foi preparado para este momento, tudo! As edições anteriores, que contavam com uma introdução interessante e um desenvolver bacana, trouxe ao inicio do grupo que da nome à revista, deu inicio ao grupo que tem o nome de tomar conta do que a própria liga da justiça não consegue lidar, e faz isso muito, muito bem! Os vampiros entraram em Gotham, e o grupo de Xanadu é levado para tentar bater estes monstros sanguinolentos; mas será que eles querem tentar salvar (de novo) o mundo do caos que pode cair a ser?
Bem, coisa vem e coisa vai, Constantine esta sendo o Constantine (um babaca charmoso), Zatanna está tentando falar coisa ao contrário e não dando certo e pela primeira vez Shade parece ser um cara sensacional. As coisas vão andando bem mal para Gotham e para o grupo de magos, até que Xanadu decide fazer algo que poucos sabem no que vai dar, o capítulo segue com uma deliciosa tensão em desenhos maravilhosos de dois artistas, ao mesmo tempo que Peter consegue definir e moldar uma saga como não podia-se imaginar antes. Parabéns.

Eu, o Vampiro - A Ascensão dos Vampiros - Parte 2 - Nota 10
Roteiro por Joshua Hale Fialkov e arte por Andrea Sorrentino.

Sinceramente, Andrea Sorrentino se supera em cada edição. No sétimo volume de Eu, o Vampiro, os desenhos estão sensacionais, os cenários estão encantadores e ver Constantine e Zatanna no traço de Andrea sem dúvidas é incrível. Mas não, esse capítulo o que se sobressai não é somente os desenhos sensacionais e a capa incrível (que ganhou a do mix, ainda!) mas também a reviravolta na história. Fazendo uma continuação direta à Liga da Justiça DARK #7, a história explica sobre o que é Caim, e porque ele pode ser um problema. E se até agora você queria dar uns tapas na cara dessa Bloody Mary, agora ela decidiu ser boazinha: afinal, não é todo dia que se é ameaçado de morte pelo demônio ancião do mal.
E a situação não esta pequena: Batgirl, Robin e até mesmo Batman precisam ao menos tentar salvar Gotham desse apocalipse de morcegos e zumbis sedentos por sangue; Aonde esta indo Xanadu, deus do céu? A seqüencia que fora feita a partir de Liga da Justiça DARK criou um clima legal e uma bela introdução à uma saga que tem de tudo para ser vindoura.

Ressurreição #7 - Nota 5
Roteiro por Dan Abnett e Andy Lanning, arte por Fernando Dagnino

Bem, infelizmente, Homem Ressurreição esta sendo o que eu temia: o mais do mesmo todo capítulo com tiros e explosões. Não acrescenta nada, não diminui nada, e infelizmente merece uma nota que refere-se bem à isso. Não tem como ser um 3 ou 2, a HQ tem um desenho aceitável, uma história aceitável, e tudo aceitável. Da pra ela um ar de nota média de uma maneira tão natural que passar ela direto no mix ou ler ela não vai mudar quase nada. De qualquer forma, o capítulo não acrescenta quase nada, só uma história aqui ou ali pra tentar fazer nosso consagrado protagonista nem tão principal parecer ser cada vez mais procurado. Bem mais do mesmo.

Homem-Animal #7  - Nota 9
Roteiro por Jeff Lemire e arte por Steve Pugh (convidado) e Travel Foreman

Depois de um capítulo que fora como um freio de mão pesado para tudo o que estava acontecendo na série, Homem-Animal volta com tudo em um capítulo digno e com características sensacionais que o classificaria facilmente como um título da vertigo dos anos 90. Logo no início, o desespero de Buddy por ajuda aliados à um desenho bem bacana e muito bem desenvolvido conquistam muito mais do que uma historia um pouco recuada; mesmo tendo um final incrível.

A narrativa escolhida por Jeff Lemire combina muito com o capítulo e com o estilo de homem-animal, que esta se tornando muito rapidamente um dos melhores do mix: não se sabe o que esperar das coisas a cada capítulo, e com um final com gosto de "quero mais", sem dúvida um belo capítulo.




Monstro do Pântano #7  - Nota 10
Roteiro por Scott Snyder e arte por Yanick Paquette


Talvez o início conturbado unido à incrível arte de Yanick tenha já dado uma sensação de que este capítulo seria incrível, mas foi mais do que isso. O melhor capítulo dos sete, até agora, pois ele marcou uma  criação. O inicio! Uma síntese fantástica de um herói revolto que já falhou antes, um humano que conseguiu agarrar aos maiores erros para ir atrás de seus novos objetivos. Não só como um representante do verde, mas como um homem apaixonado e vidrado por uma mulher que ele terá de batalhar muito para poder ter. Nunca que eu imaginei que a origem do Monstro do Pântano voltaria de uma maneira tão incrível como Scott Snyder esta nos PRESENTEANDO! Incrível, lindo e de deixar os pelos em pé.

"Agora a escolha foi minha, e eu irei mostrar à eles o que é a Guerra". Ele não é um cara que não sabe do passado ou não sabe lidar com seus poderes, ele é um homem determinado a ser um herói pelos outros e por si mesmo ao mesmo tempo. E tudo isso unido com uma distribuição de quadros interessantíssima, cores vivas e uma narrativa impecável. Monstro do Pântano se define, hoje em dia, como a melhor HQ com uma temática mais séria sendo publicada e, na minha sincera opinião, a melhor também dentro da DC Comics (até o prévio momento, haha!)


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