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Arrow S1E12 [Vertigo]

Uma boa trama e uma boa introdução a um vilão diferente e psicopata. Sem dúvidas, é uma interessantíssima adição à qualquer série, mas será que Arrow está pronto pra um outro trama ou vai ser só mais um "que morre no fim"? Mas antes de ler, cuidado! A review do 12º episódio de Arrow contém spoilers sobre o enredo do episódio, então leia por sua conta e risco.





É, parece que a equipe de produção de Arrow realmente se empolgou com um clima mais tenso e rápido para caracterizar a série como não só uma adaptação de HQ, mas também uma trama envolvente até mesmo para os que nunca abriram um "gibi" na vida. E é logo essa certeza que recebemos no começo do episódio, com Oliver perseguindo informações sobre quem pode estar vendendo e fabricando as drogas que talvez possam jogar Thea na cadeia.

Outra: os flashbacks estão ficando cada vez mais incríveis e "breathtaking" (expressão aqui utilizada como impressionantes) mostrando picos e situações que podem não transformar somente um playboy, mas poderia ter mudado qualquer um. Pouco a pouco, fica claro como que Oliver consegue estar tão poderoso e destemido - o passado dele prova isso.

Oliver vai à mais densa camada da cidade para descobrir quem a está destruindo. Ele vai para o ramo das drogas e aceita o fato de poder manchar seu nome simplesmente por tentar melhorar uma cidade inteira, e isso é impressionante. Além do mais, é incrível ver como a relação dele com Diggle está crescendo e ficando cada vez mais interessante. Ao mesmo tempo, sua irmã pode ir pra cadeia, e leva todos da família Queen a se mobilizarem para tentar arrumar a situação tensa na qual Thea pode se meter.

Pouco depois somos introduzidos a, provavelmente, uma das melhores coisas que aconteceram na série até agora: um vilão que parece ser um vilão de verdade. Não tem como não comparar ele ao Coringa ou ao Espantalho de Batman; é um maníaco que deseja o caos e a loucura a partir de seu tráfico de drogas próprias: ele é o Conde Vertigo. E até onde o vigilante encapuzado pode ir para tentar safar não só sua irmã, mas também sua cidade de uma ameaça que é a maior droga já produzida?

 
Conde Vertigo na série

Após todas as tensões apresentadas no episódio, todo o passado sombrio e desafiador que deixa claro para onde Oliver está indo, entra outro trunfo do episódio: Felicity. Ela entende que Oliver Queen não é só um playboy que voltou dos mortos, e com sua IMPECÁVEL atuação "fora do assunto" e "destemida", ela cria um caráter impressionante e profundo para a série. Ela, junto a Diggle, podem formar um grupo com Oliver no futuro, porque não? E essa síntese de uma mitologia, de um nome, de um herói que torna o décimo segundo episódio de Arrow importante para a série, e ainda mais importante para o mundo das adaptações de quadrinhos: o que importa não é a explosão ou as perseguições forçadas, e sim a criação, a mudança, a transformação e, acima de tudo, o grupo que virá a defender a cidade de quem falhou com ela.

Nota 9.5


Felicity

Oliver Queen é protagonizado por Stephen Amell, a série é dirigida por David Nutter e tem sua exibição no Brasil pelo canal Warner Bros. Toda segunda-feira, às 22 horas. Espero que tenham gostado do episódio assim como eu gostei, e por favor, comentem o que achou da review! É de suma importância para quem as escreve (eu!) saber mais opiniões! Até a próxima e fiquem ligados no Crise.

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