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A Sombra do Batman #06

A Sombra do Batman - #06 Mix Panini (Nota: 8,0)

Batman & Robin #6:

O confronto pela alma de Damian continua aqui, e de muitas maneiras essa edição é uma extensão direta da última. Digo isso porque ela segue exatamente o mesmo esquema de narrativa feito no número anterior.

Bruce continua contando a história de seu passado com Ducard e a origem do ódio mútuo dele e de Morgan. 
Mas a verdadeira estrela da edição, e do arco, é o Damian, que mostra ter a característica mais importante de Morgan: amar muito seu pai.


Patrick Gleason faz um show a parte nos desenhos, com uma dinâmica incrível e usando sombras de uma maneira precisa e abundante.

A única coisa que tenho a dizer sobre o final emocionante da revista é: Morgan, você mexeu com o filho do cara errado.
Quando você vê o Batman assim, a coisa ficou feia.


Batwing #6:

Essa edição de Batwing mostra todos os motivos que fazem essa revista ser foda!  
Winick faz exatamente tudo oposto ao trabalho que está fazendo no título da Mulher-Gato, com uma história profunda e incrível.

Com flashbacks, vemos a origem dos atos heróicos de David e seu recrutamento pelo Batman.
Em paralelo, Massacre se estabelece não só como um vilão qualquer, mas como o Nemesis do Batwing, que ainda tem uma provável ligação com o terrível passado de David.

Toda essa motivação do Batwing, juntamente com o seu passado retornando para construir o destino desse arco fazem essa ser a melhor edição do herói até agora.
Uma palavra: FODA!


Batgirl #6: 

Essa edição da Batgirl não faz sentido.
Diversos diálogos e situações simplesmente não se encaixam na história, e citarei alguns exemplosBruce Wayne já enfrentou os maiores ataques mentais já realizados na DC Comics e conseguiu escapar. É completamente nonsense essa vilã patética conseguir manipulá-lo, e mesmo que só seja fingimento, a cena não faz sentido.

E logo após isso temos um momento carinhoso do Bruce onde ele elogia ela pelo seu ato. Por acaso ele virou uma pessoa extremamente meiga do dia para a noite? Ele não fala isso nem para o próprio filho!

Enfim, conhecemos a origem da nova vilã e descobrimos que os poderes dela provêm de um tiro que ela levou na cabeça. Isso é sério.
Leve um tiro na testa e ganhe poderes mentais! (Isso é demais até pra mim...)

Depois de mais uma cena dispensável da mãe de Barbára, seguimos para a conclusão desse arco que nem merece ser comentado em detalhes.  


Mulher-Gato #6:

É simplesmente incrível como Guillem March consegue desenhar uma mulher tão gostosa apanhando tanto, parece que ele gosta disso!
Essa revista é um fetichismo do começo ao fim.

Perversões à parte, essa edição continua provando o quanto Winick prefere fazer essa história cheia de sexo e sangue a um roteiro decente. Custa buscar um pouco de profundidade na personagem?

O que não faz sentido agora é todo esse drama repentino da Selina. Se ela é tão atormentada pelo seu passado, por que nada disso foi sequer mencionado até agora?
Seis edições é muita coisa, e até agora nada.


Capuz Vermelho & Os Foragidos #6:

Depois de tanta ação insana, Scott Lobdell quebrou o ritmo nessa edição para mostrar o primeiro encontro do Capuz Vermelho com a Estelar.

Estelar, que foi uma personagem mal explorada até agora, recupera um pouco do seu brilho nessa revista.
A narrativa se aprofunda, mostrando mais do passado e personalidade do Jason e da Kory. E vemos o nascimento da grande amizade que existe entre os dois, um amor real de amigos.

Em uma edição que serve de prelúdio para a série, é reforçada à base dos personagens e ainda nos faz sentir falta daquela ação explosiva que nos acostumamos.
  

Asa Noturna #6:

Após duas edições se aprofundando em outros aspectos da vida de Dick, o rumo do arco parece finalmente rumar para um inevitável final.

Uma coisa que eu não entendo é que nas primeiras cinco edições do título já vimos o Asa Noturna enfrentando vilões e bandidos diversas vezes, e mesmo assim insistem em começar mais uma edição assim.
Repetitivo e desnecessário.

Agora com Saiko iniciando seu ataque final, Dick terá que lidar com um fantasma de seu passado e o complexo mistério que o acompanha.
 

Batwoman #5:

Todos os heróis buscam respostas através de investigações, métodos racionais em sua maioria.
Batwoman não é diferente, mas essa edição mostra muito o lado místico que cerca Kate Kane.

Desde encontrar a resposta para o mistério da Chorona com meditação, descobrir que por trás do fantasma existe uma ordem agindo, ou até mesmo com o surreal Bones colocando Kate contra a parede.

O final desse arco deixou as coisas para a Batwoman muito maiores e mais complexas. Mas da pra dizer que este título, ao lado do Batman do Snyder, consegue fazer o Bat-Universo realmente valer muito a pena de ser lido.


Crítica por: Sid           

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