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Superman #06

Superman #06 - mix Panini
Nota final: 8,0

A sexta edição de Superman dos Novos 52 é uma produção bastante completa.
Temos de tudo um pouco: histórias envolventes, belos ganchos e ainda três pequenos contos que simbolizam muito bem a personalidade de alguns personagens do mundo do Homem de Aço. É claro que não é uma edição perfeita, mas depois da monotonia vista na de número cinco, é prazeroso encontrar algo que não sejam apenas monólogos.





Action Comics #06

Esta revista abre com o que normalmente era a última história das edições anteriores. Em Action Comics #06, nós leitores somos tratados como “quase cegos”. Isso porque ficamos à deriva de muita coisa que está acontecendo no roteiro de Grant Morrison. Vemos que a Legião Dos Super-Heróis decide se apresentar, mas não notamos logo de cara o que realmente está ocorrendo com Kal-El. Aos poucos tudo é elucidado, uma batalha empolgante ocorre, mas é a mescla de memórias do Super com o sentimentalismo de Satúrnia que faz com que a história nos prenda por completo.
Andy Kubert se mostra um ótimo desenhista de planos abertos, fazendo alguns quadros de se encher os olhos. Destaque para a sensacional Splash Page com as lindas cores de Brad Anderson que consegue mostrar toda a intimidação necessária para obrigar o leitor a continuar virando as páginas. Esta história se conclui, mas apenas para um possível futuro dramático na vida do Homem de Aço. Um trabalho soberbo nas mãos de quem sabe o que está fazendo.
Nota: 7,0

Supergirl #06

Eu já devo ter cansado todo mundo sobre o fato de não gostar da arte de Mahmud Asrar, mas a verdade é que não dá para engolir esse traço adolescente retirado de revistas de “aprenda a desenhar”. É inacreditável como uma pessoa que não sabe trabalhar em rostos continua a ser desenhista para uma empresa tão grande como a DC. Por outro lado, devo salientar que o cenário de cada quadro está bem produzido, até mesmo quando se trata de um quadro com poucos detalhes. Talvez, Mahmud deveria ser alguém que se focasse apenas no fundo enquanto um verdadeiro desenhista trabalhasse nas personagens, mas isso é outra discussão.
Na sexta edição de sua pequena jornada, Kara finalmente entende quem ela deve ser, qual o seu propósito a partir de sua descoberta pessoal. Assim ela se torna a nossa Supergirl e viaja para descer a porrada em Régia, que já está bagunçando Nova York. O roteiro é simples, até um tanto clichê, mas funciona maravilhosamente. Tudo é bem colocado, desde cada ponto de monólogo pessoal até as cenas de ação com chavões usados pelas personagens. É como se fosse um daqueles filmes de ação do começo da década de 90: tudo muito simples e direto, mas que nos segura por cada minuto. O gancho no final da HQ é óbvio, mas fundamental para a sétima edição que promete empolgar.
Se o traço fosse melhor, esta seria uma edição para levar um “quase dez”.
Nota: 8,0

Histórias secundárias de Action Comics:

Os verdadeiros tesouros desta edição são as três histórias curtas tiradas de três edições diferentes de Action Comics. Todas escritas de forma categórica por Sholly Fisch, contando ou algo paralelo a outra história ou algo sobre o passado de Clark, mas todas elas muito interessantes.
Em “Corações de Aço” é contado um pouco sobre o herói coadjuvante de Metropolis que veste uma armadura robótica. Ele é o “Aço” e aparece rapidamente na quarta edição de Superman para encher o vilão Corben de marteladas. A história é cheia de ação, mas seu principal ponto é o monólogo que John Henry (o Aço) faz durante a luta. Tudo segue de forma simples, com muitas reviravoltas na batalha, mas é a conclusão em seu texto que mostra que o roteiro tem um belo futuro.
“Talvez eu devesse ter trazido uns bongôs” é uma frase inteligente que encerra muito bem o que estamos lendo.
Na história “Pequenos Passos” somo apresentados ao relacionamento cheio de cumplicidade e carinho de John e Martha Kent antes de eles conhecerem seu super filho. É uma história dramática, mostrando que Fisch não sabe apenas escrever sobre porrada. A narrativa é tocante, ainda mais porque sabemos sua conclusão de antemão. O traço de Chriscross é comum, mas bonito. Os closes conseguem demonstrar exatamente o que o casal está sentindo e o passar do tempo que eles sofreram.
Esta é uma daqueles histórias perfeitas para se ler quando estiver pra baixo, chateado com algo, porque ela eleva a esperança e sempre faz com que o leitor sorria em seu final.
A HQ se encerra com a história “Último Dia”. Ela é focada no último momento de Clark Kent em sua antiga fazenda após o falecimento de seus pais. Ele a está entregando a um amigo que passará a cuidar dela enquanto ele segue com sua vida em Metropolis. A partir daí, uma série de memórias nos é apresentada, nos ensinando ainda mais sobre a personalidade do Homem de Aço. O roteiro possui uma perfeição dificilmente vista em muitas histórias por aí, nos jogando pontos importantes e ainda nos dando o prazer de entender a criação do maior herói da terra. Infelizmente, o traço de Chriscroos parece ter decaído da história anterior, pois ele não consegue manter um mesmo estilo pessoal nas faces das personagens. Nada que prejudique a história curta, mas é óbvio que poderia ser mais bem trabalhada.
Nota: 8,0

Mesmo não sendo aquela edição de renovação que eu esperava após a edição de prelúdio que foi a de número cinco, Superman #06 agrada bastante ao mesclar de tudo um pouco: drama, ação, monólogos e diálogos. Tudo bem trabalhado, mesmo eu ainda exigindo mais dos artistas do maior super herói de todos. O melhor é saber que os roteiros da DC Comics têm um futuro próspero, pois as últimas histórias roubam totalmente a cena e fazem a HQ ser compra certa.

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