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Superman #05

Superman #05 - mix Panini
Nota final: 6,0

É incrível como a indústria criativa vive de extremos. Na edição de número 04 de Superman a ação foi intensa - não apenas isso, mas o foco na tensão foi algo empolgante em cada página da HQ. E em seguida vem a quinta edição que serve como um momento para respirar, um momento de alternância entre as narrativas. O texto domina essa HQ, mas nem sempre isso é uma coisa boa...




Superman #05

O mistério envolvendo as entidades e o Super se afunila ainda mais logo nas primeiras páginas. Lois está em sua sala observando todos os acontecimentos quando percebe junto de todas as outras pessoas de Metropolis que tanto o ser de gelo quanto o ser de fogo parecem ser absorvidos pelo grande herói. Ninguém sabe realmente o que aconteceu, mas algo mudou no Super e talvez não para melhor.

A partir daí, ele passa a se certificar de que qualquer um que já tenha previamente preterido contra a cidade do amanhã seja erradicado, ou seja, Kal-El sai voando e destruindo tudo e todos que podem ser chamados de vilões. Isso claramente faz com que uma discussão seja criada, pois não são todos que concordam com as recentes ações do Super que parece estar cada vez mais fora de controle.
Pérez continua prendendo o leitor com seu roteiro pontuado, pois nos joga questões morais difíceis de serem encerradas apenas com a leitura desta edição. Adorei a justaposição entre Lois e nós, os leitores, já que todos nos sentimos impotentes perante a força do Super. A arte de Nicola Scott está afiada, seus detalhes permanecem um show, mas nesta edição são as cores de Brett Smith que roubam as páginas. Desde o cabelo da repórter até o efeito de luz que rodeia o herói. Tudo está perfeitamente trabalhado em harmonia.
Esta acaba sendo a melhor história da edição, talvez a única que realmente empolga e nos segure para a seguinte. Nota 7,0

Supergirl #05

Sono. Quase dormi enquanto lia a quinta edição de Kara.
Tudo parece uma pequena jornada para o auto-conhecimento da pequena heroína que acaba encontrando a sua antiga cidade natal na atmosfera de uma estrela. É claro que ela está vazia, pois já faz um bom tempo que Krypton foi destruída. Lá, a Supergirl acredita que encontrou respostas, mas na verdade só acabou adquirindo mais questões para seu futuro. Para seu azar, ela encontra uma “Arrasa-Mundo” chamada Regia que acha que pode convencer Kara a se juntar a ela e dominar um planetinha azul e insignificante chamado Terra.

Isso tudo ocorre em algumas páginas entediantes tanto de roteiro quanto de arte. O texto vai devagar, com monólogos sem sal nem açúcar que ajudam o entendimento da história, mas que podiam ter sido escritos de forma menos linear. A arte é aquela costumeira, sem grandes inovações. A movimentação da protagonista ainda pouco me agrada, mas tenho que admitir que Mahmud Asrar mandou muito bem com as feições de Kara nos momentos que ela está  com algum sentimento à flor da pele.

No geral, se você é fã da Supergirl, será obrigado a ler esta história para entender o que está por vir, mas se pudesse, iria adorar pular essa. Nota 5,0

Action Comics #05

É difícil questionar Grant Morrison. O cara é praticamente um deus contemporâneo na arte da escrita. Tudo o que o cara escreve sempre tem um propósito muito maior do que podemos enxergar à primeira vista.
Espero que isso ocorra.
A história chamada “A Canção do foguete” é basicamente uma narração. De seu início até o seu fim, tudo é tratado como uma poesia do “nascimento” do Super, mas será que é mesmo a de Kal-El? Será que o que estamos presenciando não é algo que alguém quer que seja apresentado? Estas dúvidas são colocadas em nossas cabeças de forma escondida, de um jeito que apenas um grande cérebro poderia fazer.
Mesmo possuindo bons pontos de narração, trazendo questões para o leitor, e finalizando com um gancho interessante, esta história de Morrison funciona muito mais como um prelúdio para algo bom que está por vir. Para o leitor que curte mais ação, esta história é um puro tédio, mas para aquele que curte discutir metáforas e referências, o texto está afinado e peculiar, mas não deixa de ser cansativo, muitas vezes se parecendo mais como um conto longo do que com uma HQ. Há certas cenas onde fica um pouco complicado de se entender o que está acontecendo; o problema é que nem dá para salientar que há muita coisa ocorrendo, mas a verdade é que o traço de Andy Kubert já viu dias melhores.

No fim das contas, a quinta edição de Superman mais parece com uma “revista trailer”, que não passa de uma amostra de futuros bons acontecimentos na revista que ainda considero a melhor dos Novos 52. Não é sempre que todo mundo acerta, mas me parece que dessa vez todo mundo acabou errando simultaneamente. Nota 6,0

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