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Superman #04


Superman #04 - Mix Panini       Nota total: 8,0

Fazia tempo que eu não me deparava com uma edição com finais tão empolgantes.
Em Superman #04, as três histórias conseguem terminar com ganchos tão competentes que torna impossível qualquer ideia de não seguir comprando a melhor HQ dos novos 52 até o presente momento. Isso mesmo, eu realmente considero esta como a melhor das revistas lançadas, pois ela consegue trazer três estilos diferentes de narrativa por menos de R$ 10,00. Um achado.


Superman #04

O roteiro de George Pérez continua envolvente, mesmo com uma temática inicial tão ordinária. Tudo parece amarrado para algo imenso que está por vir, e é por isso que não paramos de ler nem por um minuto. Desta vez há uma construção de diálogo muito maior que pode parecer cansativo por conter muita informação, mas aquele que ler com atenção pode acabar tirando um proveito gigantesco de pontos futuros na história. É tão interessante sacar que tal personagem terá uma participação muito importante no decorrer da narrativa. Isso traz uma profundidade bem bacana para a quarta edição do Super.

Kal-El começa dentro da delegacia, sendo interrogado. Sua cara de poucos amigos é um símbolo da falta de respeito e consideração que algumas pessoas de Metropolis ainda têm pelo maior herói de todos. Isso tudo ocorre porque os últimos acontecimentos na edição #3 trouxeram à tona uma possibilidade de envolvimento do Super. Aparentemente Heather está de volta trazendo mais perguntas do que respostas, mas são todos os seres fantásticos que apareceram na cidade recentemente que poderão trazer um problema real para todos, principalmente para o homem mais forte de todos. O final sensacional remete à algo surpreendente e chocante, tanto para Kal-El quanto para os leitores.

Os traços de Jesús Merino seguem a linha mais contemporânea que já estamos acostumados. O destaque vai para as feições do Super que estão maravilhosas, nos fazendo sentir na pele o que ele está sentindo. As cores não trazem nada de inovador, mas funcionam muito bem. Ainda não consigo curtir os inimigos que me parecem tirados de sessões de RPG, mas seus envolvimentos na história são muito maiores do que simplesmente aparecer e levar uma surra.
No fim das contas, o que realmente importa nesta edição é a narrativa que prende cum seus detalhes minuciosos. Nota 8,0

Supergirl #04

Continuamos presos com a Supergirl em uma estação misteriosa e cara no espaço. O roteiro, por mais simples que pareça, funciona tão bem como um filme de ação que quando menos percebemos já terminamos de lê-lo. Não há muita profundidade ou conteúdo, mas as cenas de ação e perseguição são bem bacanas, algo mais para a galera teen do que para os mais “old school”, mas jamais menos empolgante.
Como dito anteriormente, esta edição é tudo sobre ação. Com a ajuda de um soldado anônimo, Kara consegue se libertar de seu confinamento e aos poucos vai recuperando seus poderes de kryptoniana. A partir daí é um monte de “whamm”, “cracck”, “kaboom” até o fim da revista. Há até um momento de reflexão, mas que em nada afeta de verdade a construção da narrativa. O ritmo empolga, mesmo com um traço que continua beirando o amadorismo de Mahmud Asrar. Ainda bem que ela permanece no meio da revista, pois ajuda a dar aquela respirada entre duas sensacionais obras.

Tudo parece tão curto, algo como um videoclipe antes de um show importante: diverte bastante, mas não é o ponto alto da noite. Pelo menos dá para sentir uma real evolução na hq, mas ainda assim continua não sendo o motivo da compra da revista. Nota 7,0

Action Comics #04

Convenhamos: qualquer hq que possua Lex Luthor como um de seus personagens centrais não tem como errar.

Logo no começo da revista vemos a cara de desespero de Luthor por saber que desta vez há algo muito errado, o curioso é entender que esse desespero é de verdade sobre o fato de que o grande vilão não sabe como agir quando algo está fora de seu controle.
Há dezenas de máquinas controladas por alguma entidade que estão atacando o Super. Todas ficam perguntando “onde está o Superman?”, destruindo qualquer coisa que estiver no caminho. Quando a briga começa, os planos fechados de Rags Morales chamam a atenção por sua riqueza de detalhes. Peço para você, caro leitor, que preste atenção no quadro do canto inferior direito da página 56 e concentre-se nas mãos do Super entre as máquinas que tentam subjugá-lo. É de babar.

A narrativa escrita tão inteligentemente pelo sensacional Grant Morrison continua sendo o show, o ponto forte, o verdadeiro motivo de compra desta revista. Seu foco nos pequenos diálogos pessoais tanto de Kal-El quanto de Luthor servem como lição para futuros roteiristas que ainda não dominam o poder do “enrolar sem enrolar de verdade”. Não há palavras escritas sem um longo objetivo por trás. Não há momentos mal colocados ou diálogos mal pensados. Morrison nos ensina como dar ação com um toque de profundidade que ninguém hoje em dia consegue no mesmo nível. A aparição de alguém imponente no fim da história serve como o último grande gancho desta edição que faz isso muito bem em todas as suas histórias. Nota 9,0

Algo grande está por vir na edição número 5.
Logo mais sai o review desta também.

Por Ricardo Syozi

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