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O Inescrito #01

Olá, leitores da Crise nas Infinitas Comics! Por meio deste post, irei me apresentar e iniciar mais uma novíssima seção do blog. As pessoas costumam me chamar por aí de Happo, mas também sou conhecido como Aloísio. Por meio desta plataforma, estarei apresentando para vocês um pouco do que é lançado no “lado B” das comics - edições da Vertigo, edições únicas, e também algumas outras revistas que julgarmos interessante para vocês.


Enfim, vamos a primeira análise!





 
Uma HQ um tanto difícil. Não um difícil que consideremos ruim, pelo contrário, é excelente, pois nesta primeira edição temos uma combinação de referências um tanto curiosa, e uma temática incomum: literatura.
A revista é recheada de referências a diversas obras famosas da literatura inglesa de diversas épocas e estilos em níveis diferentes de cultura. Logo de cara, nas primeiras páginas vemos uma homenagem/paródia a Harry Potter, que permeia o livro. Junto do bruxo vemos também HP Lovecraft, Mary Shelley (Frankenstein), Oscar Wilde, entre outros que muito provavelmente estão na alma desta revista.
O Inescrito conta a história da coleção de romances criados por Wilson Taylor, que criou a série “Tommy Taylor”, famosa mundialmente, que tem legiões de fãs pelo mundo. Numa camada superior, fora dos romances, temos a história de Tom Taylor, filho do autor, que sofre e se aproveita de uma estranha fama por ter sido a base do pequeno bruxo das histórias de seu pai que, por sua vez, havia desaparecido misteriosamente sem deixar rastros. O primeiro ponto de virada da história ocorre quando Tom Taylor é acusado por uma especialista na vida de Wilson Taylor e suas histórias de não ser filho legítimo do escritor. Isto levanta investigações e revoltas de fãs de Tommy Taylor por toda parte. A história fica ainda mais intrigante quando coisas fantásticas passam a acontecer com Tom, que aos poucos sente um contato um pouco mais direto com as obras do pai, pondo em discussão o conceito do que é realidade e ficção.
Certamente um tema bastante complexo, mas que levanta além de uma trama incrível e temas mais sérios, como a função da literatura na sociedade, assim como outras formas de arte, e o impacto delas em diferentes gerações. Afinal, um romance consegue impor novas ideias? Um filme, um livro, ou uma pintura poderiam de fato mudar um pouquinho o mundo?
Acredito que sim. A discussão, que se mostra um pouco complexa, poderia não ter fim. Quem sabe a resposta não viesse num futuro distante, ou de pesquisas cotidianas, como a mudança na vida sexual de senhoritas e senhoras que leram "50 Tons de Cinza".

 
Uma mistureba de Lord Voldemort com Nosferatu? Conte-me mais.

O Inescrito tem como desenhista da arte da capa Yuko Shimizu, que sintetizou muito bem a história da dupla Mike Carey e Peter Gross, ambos desenhistas e roteiristas dessa história. Os desenhos não tem grande experimentação de traço, mas são expressivos na dose certa e sincronizam com a força que Tom Taylor faz para negar a realidade fantástica que aos poucos aumenta de tamanho à sua volta. Outro ponto forte que senti na arte gráfica foi o uso das cores que trabalham diferentes tons e paletas de acordo com universo dentro dos tantos universos que temos em O Inescrito. Se pudesse constar um ponto negativo na revista, diria que a escolha da tipografia em alguns momentos do quadrinho dificultou um pouco a qualidade da leitura, mas nada que tirasse o foco da história.
Enfim, um prato cheio para leitores assíduos, ou fãs de livros de fantasia, O Inescrito é um conto emocionante, com boa dose de ação e reflexão sobre os diversos universos criados pela imaginação humana que, de certa forma, estão conosco nossa vida toda.


Homens criam monstros ou são os monstros que criam mais monstros?
 
Nota: 8.0 ou quem sabe um pouco mais.

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