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Besouro Azul #01

Besouro Azul #01 a #06           Nota: 9,0


O encadernado especial, reunindo as seis primeiras edições de Blue Beetle pela primera vez aqui no Brasil em título próprio é, ao que parece, um dos melhores que a Panini nos trouxe até agora. Reunindo a breve origem do escaravelho e de Jaime Reyes e a primeira aventura do heroi, essa virou a publicação que mais vale a pena ser comprada por aqui.

Apresentação:

Publicado pela primeira vez em agosto de 1939 no selo Mistery Man Comics, Dan Garret, o Besouro Azul da Era de Ouro era um policial mascarado com uma cota de malha super fina e resistente e logo ganhou alguns poderes ingerindo a vitamina 2-X. Assim como o Besouro Verde, o azulão deixava sua marca registrada, o escaravelho azul, bem a vista quando capturava algum bandido. Durante a Segunda Guerra, ele virou um agente do governo que vira e mexe era enviado em missões internacionais, mas depois que a paz reinou, ele voltou a vidinha de policial.

Passando para a AC Comics, o Besouro da Era de Prata virou um arqueologista, ainda com o nome de Dan Garrett (sim, com um 't' a mais dessa vez), porém com origem e poderes diferentes. Agora ele usava colante e possuia alguns poderes que um artefato encontrado durante uma escavação, o Escaravelho Azul, lhe concedia, dentre eles: super força e super visão, voo e rajadas de energia.

Na Charlton Comics, um dos estudantes de Dan Garret, Ted Kord, inventor, gênio e grande atleta, possuia muito mais em comum com o da era de Ouro do que seu antecessor. Ted recebeu o artefato de seu professor, mas nunca conseguiu usa-lo. Ele era mais um Batman com várias bugigangas besourísticas e altos malabares, porém, bem mais bacana. 

Logo após a morte de Kord, pelas mãos de Max Lord, o escaravelho se revela como um artefato alienígena, que é encontrado por um jovem mexicano chamado Jaime Reyes e acaba se fundindo completamente ao corpo do garoto. Jaime aprende rápido a como usar o artefato-traje e com o tempo acaba conhecendo o Gladiador Dourado, que era o melhor amigo e companheiro de equipe de Ted Kord.

Novos 52:

Com título confirmado no pós-reboot, o Besouro recebeu algumas pequenas reformulações, dentre elas, um aprofundamento na origem do artefato. Conhecidos como a Trincheira, os conquistadores de mundos lançam seus escaravelhos azuis no espaço, para transformar um habitante de certo planeta em um soldado erradicador de mundos. Bem como a Tropa dos Lanternas Verdes, só que do mal. Um dos escaravelhos acaba sendo interceptado por um LV, que tenta destruí-lo, só que o item altamente avariado escapa e cai na Terra.

Pego no meio de uma confusão entre dois grupos de mercenários super-poderosos, Jaime acaba colocando suas mãos numa mochila que contém nada menos que o Escaravelho Azul defeituoso, que fora achado numa escavação. Depois de tentar escapar, o artefato é ativado e gruda em sua coluna. Como o Lanterna avariou o escaravelho enviado pela Trincheira, o mesmo deixou de enviar informações para a nave-mãe, porém, assim que foi conectado ao corpo de Jaime, ele voltou a funcionar e coloca a Terra na mira de uma nava da Trincheira que logo são chamados de volta ao trabalho, para atacar o planeta Odym, lar da Tropa dos Lanternas Azuis. Isso ocorre nas páginas de Novos Guardiões.

Depois de tentar arrumar a merda toda entre os mercenários, a procura de respostas e tentando proteger seus amigos, Jaime acaba deixando o escaravelho tomar o controle de sua mente e, sem querer, mata um de seus amigos. Na tentativa de comunicação com o traje, ele descobre que conseguiria arrumar o coração perfurado de seu colega e assim o faz, porém, sem saber, ele cria um nêmese. A função usada para curar o amigo, agora o transformou num Besouro vermelho e preto que tenta 'arrumar' a diretriz primaria do azulão.

Fazendo toda uma ceninha teatral, Jaime convence seu nêmese de que 'se arrumou' e ele é desativado, desaparecendo e deixando seu amigo curado. Porém, as pessoas ao seu redor acham que ele é o vilão da história, pois o traje não deixa ele se comunicar com as pessoas e, revoltado, Jaime sai voado.

Reunindo em 132 páginas as edições Blue Beetle #1 a #6, esse mix não deixa a desejar e é um ótimo investimento. Com a arte sublime de Ig Guara, cores impecáveis por Pete Pantazis, arte-final variando de Ruy José e J. P. Mayer, o ótimo roteiro de Tony Bedard que mostra um pouco o lado escuro da realidade escolar mexicana, toma vida e cores nesse ótimo título dos Novos 52. A única coisa ruim é que já sabemos que lá nos Estados Unidos, Besouro Azul já foi cancelado, é uma pena.

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